sábado, 17 de setembro de 2011

Norma Rae & Ausência de Malícia


A atriz Sally Field ficou conhecida no final dos anos sessenta pela papel no seriado "A Noviça Voadora", onde interpretava um jovem noviça rebelde que arrumava várias confusões com as freiras mais velhas. No cinema ela despontou em algumas comédias com Burt Reynolds até ser reconhecida como grande atriz no premiado "Norma Rae". Este filme marcou o início dos trabalhos de Sally Field em papéis de mulheres fortes, decididas e sofridas, como em "Um Lugar no Coração", "Flores de Aço" e até no seriado atual "Brothers & Sisters".

Nesta postagem escrevo sobre dois trabalhos marcantes na carreira deste talentosa atriz.

Norma Rae (Norma Rae, EUA, 1979) – Nota 7,5
Direção – Martin Ritt
Elenco – Sally Field, Ron Leibman, Beau Bridges, Pat Hingle, Barbara Baxley, Gail Strickland.

Nos anos setenta numa pequena cidade do Alabama, Norma Rae (Sally Field) é uma mãe solteira com duas crianças que trabalha numa indústria têxtil que explora os operários. 

Norma se envolve e casa com outro operário, Sonny (Beau Bridges), mas tem seu relacionamento abalado por se aliar a Reuben (Rob Leibman), um sindicalista de Nova York que chega a cidade com o objetivo de reunir os funcionários e criar um sindicato, o que desagrada e muito as autoridades locais. 

Este drama baseado em história real, deu a Sally Field um merecido Oscar, o Globo de Ouro, além de prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes e realmente seu desempenho é sensacional na pele da mulher filha de operários, com pouco estudo, mas com uma força gigantesca para lutar por seus direitos. 

O falecido diretor Martin Ritt foi um dos perseguidos pela “caça as bruxas” no anos cinqüenta em virtude de sua predileção por filmes com temas de causas sociais, como este bom drama.

Ausência de Malícia (Absence of Malice, EUA, 1981) - Nota 7,5
Direção – Sydney Pollack Elenco – Paul Newman, Sally Field, Bob Balaban, Melinda Dillon, Wilford Brimley, Barry Primus, Josef Sommer.

O executivo Michael Gallagher (Paul Newman) lê no jornal que está sendo investigado pelo desparecimento de um sindicalista. Ele resolve confrontar a jornalista que escreveu a matéria, Megan Carter (Sally Field) que se baseou de um dossiê que estava na mesa de outro jornalista (Bob Balaban). Megan e Gallagher se juntam para tentar descobrir quem está por trás das acusações, porém a ânsia de Megan em fazer uma grande reportagem pode levar os dois a uma armadilha.

O falecido diretor Sydney Pollack acerta a mão neste longa que mistura drama e suspense ao mostrar como não se deve fazer jornalismo. A personagem de Sally Field erra desde publicar fatos sem comprovação, até se envolver com o protagonista da matéria vivido por Paul Newman, não percebendo que está sendo manipulada. 

Vale a sessão pela história envolvente e o talento do casal de protagonistas.


5 comentários:

Amanda Aouad disse...

Nossa, "A noviça voadora", tenho vagas lembranças disso, hehe. Mas, os dois filmes não vi.

bjs

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Nunca gostei de Sally Field, mas não nego o seu talento. Especialmente nesses dois filmes dirigidos por mestres: Pollack e Ritt.
Abração,

O Falcão Maltês

Fábio Henrique Carmo disse...

Hugo, seu blog é otimo! Também já linkei lá no meu espaço! Abraço e até a próxima!

Hugo disse...

Amanda - Era um seriado até ceto ponto ingênuo, mas fez sucesso.

Antonio - Acredito que Sally Field direcionou sua carreira para interpretar mulheres fortes e sofredoras, o que marcando muito sua imagem.

Fábio - Valeu pela visita.

Abraço a todos

Dan disse...

Oi Hugo,

Dois belos filmes.

Abraço