quinta-feira, 12 de maio de 2011

A Noite dos Mortos Vivos (1968 e 1990)




A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, EUA, 1968) – Nota 8,5
Direção: George A. Romero
Elenco: Duane Jones, Judith O'Dea, Karl Hardman, Marilyn Eastman, Keith Wayne.

Os filmes de terror começaram a mudar em 1968 quando um jovem chamado George A. Romero, junto com alguns amigos estudantes de cinema, resolveu filmar com pouquissímo dinheiro "A Noite dos Mortos Vivos". Aqui pela primeira vez a sugestão foi deixada de lado, dando espaço para muito sangue e violência. 

Filmado em preto-e-branco, a história começa com um casal visitando um cemitério e do nada mortos começam a se levantar das tumbas e atacar. O casal se esconde dentro de um casa onde encontram com outras pessoas e  tentam de tudo para não deixar os zumbis sedentos de sangue e carne invadir o local. 

Esta história simples e as cenas de violência explícitas são comuns nos filmes de terror de hoje em dia, mas na época foram um marco, dando ao diretor um grande sucesso público e início de uma nova era no gênero terror.

A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, EUA, 1990) – Nota 7,5
Direção – Tom Savini
Elenco – Tony Todd, Patricia Tallman, Tom Savini, Tom Towles, William Butler, Katie Finneran, Bill Moseley.

Após vinte e dois anos, o especialista em efeitos especiais Tom Savini, criador da maquiagem dos zumbis no filme original, resolveu refilmar o clássico de George Romero, que aqui assina a produção. A história é basicamente a mesma, começando com um casal de irmãos (Patricia Tallman e Bill Moseley) chegando a um cemitério para visitar a mãe e sendo atacados por um zumbi. A moça consegue escapar e pega carona com um sujeito (Tony Todd) fugindo numa caminhonete. Os dois chegam em uma fazenda onde outras cinco pesoas estão escondidas no porão. 

O interessante da trama, além das violentas cenas de ataques dos zumbis, são os conflitos que se criam entre as pessoas no porão, que desejam sobreviver a qualquer custo, sendo também uma crítica ao comportamento humano. O resultado é um bom filme B, que não faz feio perto do original e pode até agradar mais o público atual por ser em cores.

4 comentários:

Jack, The Ripper disse...

Não sei como ainda não vi estes filme! Talvez o faça no próximo fim de semana.

Maxx disse...

O de 1968 é bom demais. Assiti tem pouco tempo e gostei.

Hugo disse...

Jack - Assista, principalmente o original.

Maxx - A refilmagem tb não é legal.

Abraço

marcelo disse...

os dois são ótimos, mas o de 68 é indispensável para os fãs dos filmes de zumbis.