quarta-feira, 25 de maio de 2011

Expresso para o Inferno


Expresso para o Inferno (Runaway Train, EUA, 1985) – Nota 7,5
Direção – Andrei Konchalovsky
Elenco – Jon Voight, Eric Roberts, Rebecca DeMornay, Kyle T. Heffner, John P. Ryan, T. K. Carter, Kenneth McMillan.

O detento Manny (Jon Voight) após três cumprindo pena na solitária numa penitenciária no Alasca, é liberado e volta para o convívio com os outro presos, que o consideram uma espécie de herói. Entre estes detentos está Buck (Eric Roberts), que cumpre pena por estupro e trabalha na lavanderia do presídio. Os dois logo armam um plano e conseguem fugir, chegando até uma estação onde pegam carona em um trem de carga. Sendo perseguidos pelo sádico e obstinado diretor do presídio (John P. Ryan), que é inimigo de Manny, a dupla percebe que algo de errado está acontencendo quando o trem atinge uma alta velocidade. O que eles ainda não sabem é que o maquinista morreu de ataque cardíaco e o trem desgovernado tem apenas uma moça (Rebecca De Mornay) como tripulante, responsável pela manutenção. 

Este ótimo suspense dirigido pelo russo Konchalovsky (“Gente Diferente”, “Tango e Cash”) é baseado num roteiro do grande Akira Kurosawa (“Ran”, “Os Sete Samurais”), que cria uma disputa pessoal entre o sádico diretor e o prisioneiro vivido por Jon Voight. O primeiro vê como ponto de honra recapturar os foragidos, o que seria como um troféu para mostrar na prisão, enquanto o personagem de Voight após tanto tempo preso faz de tudo pela liberdade, nem que para isso tenha que sacrificar a própria vida. 

As paisagens geladas do Alasca são outro ponto forte do filme, que tem ainda um trilha sonora que pode parecer estranha para os espectadores atuais, mas cumpre seu papel. Também como destaque, Voight concorreu ao Oscar de Melhor Ator e Eric Roberts de Ator Coadjuvante. 

Como curiosidade, Eric Roberts (irmão de Julia Roberts) era um promissor ator nos anos oitenta, tendo estrelado outros bons filmes como “Nos Calcanhares da Máfia” ao lado de Mickey Rourke, mas depois se transformou numa espécie de vilão de plantão e hoje após mais de duzentos trabalhos, ficou marcado como um canastrão que aceita qualquer papel. 

2 comentários:

Mariano Soltys disse...

muito boa sua crítica.. e confesso que foi a única que encontrei. parabéns e troquemos links e experiências. abraço

Hugo disse...

Mariano - Valeu pela visita.

Estou linkando seu blog aqui.

Abraço