sábado, 9 de abril de 2011

Tiros em Columbine


Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, EUA / Canadá / Alemanha, 2002) – Nota 9
Direção – Michael Moore
Documentário com Michael Moore, Charlton Heston, Marilyn Manson, Matt Stone, Chris Rock, Dick Clark, John Nichols.

A tragédia ocorrida esta semana no Rio de Janeiro remete rapidamente as mortes no colégio americano de Columbine em 1999 e por conseqüência a este documentário de Michael Moore que tenta entender o porquê desta violência. No caso de Columbine, dois adolescentes de classe média (Dylan Klebold e Eric Harris) invadiram a escola armados e vestidos com os personagens de “Matrix” matando 14 pessoas e ferindo diversas outras, para em seguida se suicidarem. 

Michael Moore tenta entender de quem é a culpa por toda esta violência, através de depoimentos de figuras dispares como o cantor Marilyn Manson que fora acusado por extremistas religiosos de incitar a violência e o hoje falecido ator Charlton Heston que era presidente da Associação Nacional do Rifle e defendia o porte de armas, além de perguntar qual a influência da violência em tv, games, filmes e da própria história americana em acontecimentos como este massacre. Moore coloca ainda em cheque um banco que oferece como brinde uma arma para quem abre uma conta e a multinacional Walmart que até aquela época vendia munição em suas lojas, o que foi abolido no ano seguinte ao documentário. 

Este trabalho venceu o Oscar de Melhor Documentário e transformou Michael Moore em figura mundial, mesmo que seu trabalho de denúncia já tivesse quase uma década, desde os programas de tv “Alien Nation” e “The Awful Truth”. 

Como opinião pessoal, tanto o massacre em Columbine como o do Rio de Janeiro, são conseqüências de diversos fatores, sendo o principal a desestruturação da família e independente da classe social, a educação e atenção dada as crianças e adolescentes são fundamentais para o desenvolvimento de uma pessoa com personalidade e caráter. Este trágicos acontecimentos são extremas exceções cometidas por malucos, mas a violência entre jovens, o chamado bullyng e os abusos com bebidas, drogas e sexo sem proteção, são conseqüências diretas desta total falta de valores que parte de nossa juventude vive nos dias de hoje. 

9 comentários:

Gabriel disse...

Um relato do bullying destruindo vidas de forma tão real que é impossível deixar passar despercebido. Tiros em Columbine é um ótimo documentário de um péssimo episódio, e combina bastante com o assunto do momento aqui no Brasil.

Amanda Aouad disse...

É, não tem mesmo como não lembrar desse epsódio ao ver as notícias do Rio. Acho que nunca podemos compreender completamente como alguém entra em uma escola e atira em tantas crianças gratuitamente. Triste.

Quanto ao documentário, é muito bom. Revi, recentemente, e ele consegue construir um panorama bem interessante. Ao contrário do 11 de setembro onde se torna mais sensacionalista.

bjs

Hugo disse...

Gabriel - É um tema terrível, mas o documentário de Michael Moore é perfeito.

Amanda - Eu gosto de todos os trabalhos de Michael Moore, mesmo exagerando em alguns pontos, seus documentários mostram o lado obscuro dos governos e das grandes corporações.

Abraços

Rodrigo disse...

Sempre quis ver. Mas tá difícil de achar. Abraços.

Hugo disse...

Rodrigo - Vi algumas vezes o dvd deste documentário nas lojas americanas, na famosa baciada de R$ 12,90.

Abraço

diego disse...

Um dos unicos que me agrada fazendo documentarios é o Michal Moore, e talvez esse seja seu melhor..!! Bem apropriado lembrar dele nesse momento!

Hugo disse...

Diego - Michael Moore é mais famoso diretor de documentários, porém existem outros trabalhos bons por aí, a questão é que são pouco divulgados.

Abraço

Andrews disse...

tem como vc me fala ate que ponto influencia do cinema determinente nester eventos

Hugo disse...

Andrews - Este tipo de tragédia é resultado de vários fatores influenciando a cabeça de uma pessoa totalmente desequilibrada. É um problema social, familiar e até de saúde. Não se pode culpar cinema, games, quadrinhos.

Abraço