sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Sol da Meia-Noite & Moscou em Nova York


Nos anos oitenta o comunismo ainda existia e parecia forte, como a "Guerra Fria" era uma tema presente, Hollywood não ficou de fora e vários filmes criticando o regime soviético foram produzidos. Aqui eu escrevo sobre dois destes filmes, uma comédia e um drama. 

Sol da Meia-Noite (White Nights, EUA, 1985) – Nota 6,5
Direção – Taylor Hackford
Elenco – Mikhail Baryshnikov, Gregory Hines, Isabella Rossellini, Jerzy Skolimowski, Helen Mirren, Geraldine Page, John Glover, Maryam D’Abo.

O bailarino russo Nikolai Rodchenko (Mikhail Bayshnikov) vive exilado nos EUA, porém durante uma viagem ao Japão onde se apresentaria, seu avião é obrigado a pousar em território soviético em virtude de um emergência, onde ele acaba sendo detido pela KGB, a polícia secreta soviética. O coronel Chaiko (o também diretor polonês Jerzy Skolimowski) envia Rodchenko para a Sibéria, onde terá de conviver com o americano Raymond Greenwood (Gregory Hines), um dançarino amador que fugiu para a União Soviética para não lutar na Guerra do Vietnã e se casou com uma bela russa (Isabella Rossellini). A princípio o relacionamento entre os desertores é confuso, mas aos poucos eles criam uma amizade em virtude do amor à dança, oaa que colocará a vida de ambos em perigo. 

Este longa é claramente uma propaganda contra a União Soviética, produzido numa época pré-Perestroika e utilizando duas figuras famosas que fugiram de seus países, tanto o russo Baryshnikov, quanto o polonês Skolimowski, desertaram e se naturalizaram americanos. Além do talento de Baryshnikov para a dança, outro destaque é também o desempenho do falecido Gregory Hines, especialista em sapateado, que aqui mostra todo seu talento na arte. 

O longa ganhou o Oscar de Melhor Canção com “Say You, Say Me” interpretada por Lionel Ritchie. Não é um grande filme e hoje após o final do comunismo se mostra envelhecido, mas vale para quem gosta de cenas de dança clássica bem coreografadas.

Moscou em Nova York (Moscow on the Hudson, EUA, 1984) – Nota 6
Direção – Paul Mazursky
Elenco – Robin Williams, Maria Conchita Alonso, Cleavant Derricks, Alejandro Rey, Elya Baskin, Paul Mazursky.

O saxofonista russo Vladimir Ivanoff (Robin Williams) viaja à Nova Yok com o Circo de Moscou para uma apresentação. O palhaço Anatoly (Elya Baskin) tem a intenção de fugir e ficar morando nos EUA. O problema é que após planejar a fuga, Anatoly tem uma crise nervosa e não consegue levar o plano até o fim, porém Vladimir acabou desertando no lugar dele com a ajuda de um segurança de uma grande loja de departamentos (Cleavant Derricks). 

A partir daí o roteiro mostra a dificuldade de Vladimir em conseguir a cidadania americana e as diferenças na questão cultural. Ele se envolve com a italiana Lucia (a venezuelana Maria Conchita Alonso), que também sonha em viver legalizada no país. 

O diretor Paul Mazursky mistura drama e comédia para fazer uma crítica ao comunismo soviético, que acabaria poucos anos depois e a dificuldade dos imigrantes ilegais em viver no país. Robin Williams faz um carregado sotaque russo para criar um personagem simpático e praticamente carregar o filme nas costas. 

3 comentários:

Dan disse...

Oi Hugo,

Assisti o sol da meia noite, há muito tempo atrás e achei muito ruim,um produto da então Guerra Fria. Moscou en nova yorque, nunca vi.

Abraços.

Amanda Aouad disse...

Vi O sol da meia noite há muito tempo, quando era criança e não entendia muito bem a Guerra Fria, lembro que torci muito para ele conseguir fugir de Moscou, hehe, mas me marcou mais por causa da música tema. Moscou em Nova York nunca vi.

bjs

Hugo disse...

Dan - É um filme de propaganda contra o comunismo.

Amanda - A música é daquelas que grudam no ouvido.

Até mais