domingo, 31 de outubro de 2010

Halloween - A Noite do Terror


Halloween – A Noite do Terror (Halloween, EUA, 1978) – Nota 8,5
Direção – John Carpenter
Elenco – Donald Pleasence, Jamie Lee Curtis, Nancy Loomis, P. J. Soles, Charles Cyphers.

Após quinze anos internado num sanatório por ter assassinado a irmã, Michael Myers foge do local na noite de Halloween e volta para sua cidade deixando todos em pânico, principalmente seu médico, Dr. Sam Loomis (Donald Pleasence), que tenta a todo custo encontrar o rapaz antes que ele volta a matar. 

Há alguns anos este era o filme independente de maior rentabilidade da história, tendo sido produzido com 325 mil dólares e faturado 47 milhões. Além do sucesso de bilheteria, o longa inaugurou um nova era de terror, sendo seguido pelo sucesso de “Sexta-Feira 13” e posteriormente por centenas de filmes do gênero nos anos oitenta. 

O diretor John Carpenter fez aqui seu primeiro grande filme, com ótimas sequências de suspense pontuadas pela sinistra trilha sonora criada por ele próprio, por sinal ele é o responsável pela trilha de praticamente todos os seus filmes. A carreira de Carpenter decolou ainda nos anos oitenta, com clássicos como “Fuga de Nova York” e “O Enigma do Outro Mundo”, criando nestes filmes e em alguns posteriores um vínculo com o ator Kurt Russell, além disso o protagonista daqui, o veterano Donald Pleasence também foi colaborador de Carpenter em outros filmes, até sua morte em 1995. Pleasence era um ator inglês que trabalhou em mais de duzentos longas e participou de cinco filmes da série Halloween, da original até sequência número seis, exceto o terceiro longa que nada tem de ligação com a série, tendo os produtores utilizado apenas o título para tentar lucrar. 

O filme tem algumas curiosidades, como a escolha de Jamie Lee Curtis para o principal papel feminino, tendo acontecido por ela ser filha de Janet Leigh, atriz famosa pela cena do chuveiro no clássico “Psicose” de Hithcock, além disso numa das cenas algumas crianças assistem na tv o clássico de ficção B dos anos cinqüenta “O Monstro do Ártico”, que Carpenter refilmaria em 1982 como “O Enigma do Outro Mundo”. Finalizando, apesar do longa ter tido mais sete sequências e duas refilmagens, Carpenter dirigiu apenas o original.

sábado, 30 de outubro de 2010

Transamérica


Transamérica (Transamerica, EUA, 2005) – Nota 7,5
Direção – Duncan Tucker
Elenco – Felicity Huffman, Kevin Zegers, Elizabeth Peña, Graham Greene, Fionnula Flanagan, Burt Young, Carrie Preston.

A transexual Bree (Felicity Huffman) está prestes a fazer uma cirurgia de mudança de sexo quando descobre ter um filho de dezesssete anos. Esta fato faz com que a psicóloga (Elizabeth Peña) que cuida do seu caso, proiba a cirurgia antes de Bree conhecer o filho e resolver a situação. Mesmo não gostando da negativa da psicóloga, Bree viaja até Nova Iorque para conhecer o filho Toby (Kevin Zegers) que está preso por prostituição. Os dois se encontram, porém Bree inventa história maluca para levar o garoto até sua cidade e não conta que é homem e também seu pai. Este é o início de um road-movie onde dois personagens complicados terão de conviver e se conhecer, cada um tentando esconder suas tristezas e frustações. 

O roteiro inteligente e a interpretação de Felicity Huffman, sãos os pontos altos do filme. Felicity consegue criar um personagem comovente, que não aceita sua condição e ainda se veste e age como uma pessoa moralista. Um diferente e sensível drama que merece ser visto. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Predador 2


Predador 2 (Predator 2, EUA, 1990) – Nota 7
Direção – Stephen Hopkins
Elenco – Danny Glover, Gary Busey, Ruben Blades, Maria Conchita Alonso, Bill Paxton, Robert Davi, Adam Baldwin, Kevin Peter Hall.

A história se passa dez anos após  o primeiro filme e desta vez o local é Los Angeles. O personagem principal é o policial Mike Harrigan (Dany Glover) que com seu parceiro Danny Archuleta (Ruben Blades) investiga uma guerra entre traficantes colombianos e jamaicanos. A dupla de policiais se depara com corpos assassinados de modo extremamente violento e quando do nada aparece na investigação o agente do governo Peter Keyes (Gary Busey), eles desconfiam que exista algo diferente por trás dos crimes. 

Este filme tem o mérito de ser uma continuação trazendo elementos novos para a história, mudando o local, transformando numa caçada urbana e misturando com o gênero policial. As cenas de ação continuam competentes, com Danny Glover dando conta do recado como herói, além disso os produtores já pensavam num possível filme com predador enfrentando o alien, mostrando na cena final um cabeça de alien pendurada na nave do caçador alienígena. 

Uma boa diversão comandada pelo diretor de diversos episódios da série “24 Horas”, o competente Stephen Hopkins.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Separados Pelo Casamento & Encontro de Casais


Separados Pelo Casamento (The Break-Up, EUA, 2006) – Nota 6
Direção – Peyton Reed
Elenco – Vince Vaughn, Jennifer Aniston, Joey Lauren Adams, Jon Favreau, Jason Bateman, Cole Hauser, Vincent D’Onofrio, Judy Davis, Justin Long, Ivan Sergei, John Michael Higgins, Ann Margret, Peter Billingsley.

Gary (Vince Vaughn) e Brooke (Jennifer Aniston) se conhecem durante um jogo de baseball e se apaixonam. Daí a história pula dois anos à frente quando o casal está morando junto e as diferenças de personalidade atrapalham o relacionamento. Após um jantar entre as famílias, o relacionamento do casal explode e eles decidem se separar, mas não querem deixar o apartamento, o que dá início a uma verdadeira guerra. 

A sinopse lembra um pouco “A Guerra dos Roses”,  filme de humor negro sobre um casal que disputa uma mansão e que tinha Michael Douglas e Kathleen Turner nos papéis principais, porém aqui o roteiro mescla situações ridículas com drama açucarado. A parte interessante é analisar como a falta de diálogo tende a acabar com um relacionamento e o filme mostra bem isso, com a mulher querendo algo do parceiro sem falar abertamente o quê e o sujeito intransigente, que não tem a mínima idéia de como mudar e não entende a cobrança da esposa. O filme perde pontos no mal aproveitamento dos coadjuvantes, desperdiçando personagens como o engraçado Jason Bateman e outros como Cole Hauser e Vincent D’Onofrio em papéis que pouco acrescentam a trama. Apesar da falhas no roteiro, o casal principal dá conta do recado, Vince Vaughn novamente no papel do sujeito imaturo e Jennifer Aniston sempre bela.

Encontro de Casais (Couples Retreat, EUA, 2009) – Nota 5
Direção – Peter Billingsley
Elenco – Vince Vaughn, Jason Bateman, Jon Favreau, Faizon Love, Malin Akerman, Kristen Bell, Kristin Davis, Jean Reno, Kali Hawk, Tasha Smith, Carlos Ponce, Peter Serafinowicz, Temuera Morrison.

Um insuportável casal em crise (Jason Bateman e Kristen Bell) resolve passar alguns dias num spa com direito a terapia conjugal, mas precisam que outros três casais amigos se juntem a eles para pagarem apenas metade do preço. Depois de algumas pequenas discussões, os outros casais aceitam o convite ao conhecer por fotos o local que parece um paraíso, porém eles não sabem que a terapia conjugal é obrigatória. 

Infelizmente este filme é um exemplo de como desperdiçar história e elenco numa comédia totalmente sem graça. O diretor Peter Billingsley (que foi ator de comédias quando garoto nos anos oitenta) fica em cima do muro e não decide se quer fazer comédia ou romance, criando cenas bobas e previsíveis, com personagens que são esteriótipos. Temos o infiel, a certinha, o divorciado e inclusive o afetado guru que ministra o curso para os casais interpretando por Jean Reno, tudo isso resultando ainda num final moralista.  



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Missing - O Desaparecido


Missing – O Desaparecido (Missing, EUA, 1982) – Nota 8
Direção – Costa-Gavras
Elenco – Jack Lemmon, Sissy Spacek, Melanie Mayron, John Shea, Charles Cioffi, David Clennon, Jerry Hardin, Richard Bradford, Richard Venture, Joe Regalbuto, Keith Szarabajka.

Durante o golpe militar no Chile em 1973, quando o General Pinochet derrubou o socialista Salvador Allende, tomou o poder e impôs uma ditadura violenta, o jornalista americano Charlie Horman (John Shea) que trabalhava para jornais americanos acaba sendo preso e desaparece. Sua esposa Beth (Sissy Spacek) busca ajuda do sogro, Ed (Jack Lemmon) que viaja dos Estados Unidos até Santiago e junto com a nora inicia uma peregrinação para tentar localizar o filho. 

O filme é baseado num livro que conta a história real de Charlie Horman e a luta dos familiares para localizá-lo e depois para tentar conseguir alguma justiça. O roteiro toca na ainda na ferida da participação do governo americano no golpe, fato que ocorreu em vários outros países latino americanos, o tipo de situação que o diretor grego Costa-Gavras utilizou em muitos filmes, sempre tentando mostrando o submundo dos governos corruptos e seus interesses que passam por cima das pessoas comuns. 

O longa foi premiado com o Oscar de Roteiro Adaptado e ainda concorreu através dos ótimos desempenhos do grande Jack Lemmon e de Sissy Spacek. É um filme recomendado para todos aqueles que gostam de história sobre política, assim para os fãs das obras de Costa-Gavras.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

The Event


The Event (The Evemt, EUA, 2010)
Direção - Jeffrey Reiner
Elenco - Jaosn Ritter, Sarah Roemer, Laura Innes, Ian Anthony Dale, Scott Patterson, Blair Underwood, Zeljko Ivanek, Clifton Collins Jr, Taylor Cole, Lisa Vidal, Bill Smitrovich, Tony Todd, D. B. Sweeney, Wes Ramsey.

Após assistir aos dois primeiros episódios deste série, fica claro porque a história estava fazendo sucesso e uma segunda temporada completa será produzida para o próximo ano. Foram feitos apenas oito episódios que misturam mistérios como "Lost" e a agilidade de séries como "24 Horas" e "Prison Break".

O protagonista da série é Sean Walker (Jason Ritter, filho do falecido comediante John Ritter em seu primeiro grande papel), que namora há cinco anos com Leila (Sarah Roemer) e juntos viajam num cruzeiro pelo Caribe. O drama começa quando após Sean participar de um mergulho, descobre que a namorada sumiu do navio, seus nomes desapareceram da lista de passageiros e outras pessoas estão em sua cabine. Na outra ponta do roteiro, o Presidente Elias Martinez (Blair Underwood) recebe a informação sobre uma prisão secreta que os americanos possuem no Alasca e onde noventa e sete pessoas estão presas. Sua intenção é descobrir o porquê daquelas pessoas estarem presas e revelar isso ao público. Para isso ele se aproxima da líder dos presos, Sophia (Laura Innes).

Isso é apenas o início da história, que mistura diversos outros elementos, como assessores e militares suspeitos, um deles vivido pelo estranho Zeljko Ivanek, que interpretava o Governador em "Oz - A Vida é uma Prisão), temos ainda um agente do governo (Ian Anthony Dale) ligado aos presos no Alasca e logo no primeiro episódio um sequestro de avião que acaba de modo totalmente diferente.

A história é contada de modo não linear, com as idas e vindas explicando o porquê de determinadas situações. Como a série ainda está na fase de apresentar personagens e se aprofundar na trama, fica a expectativa de que o roteiro mantenha o nível de suspense e que resulte num novo grande sucesso na tv.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Minha Terra, Minha Vida & O Rio do Desespero


Em 1984 foram produzidas dois filmes com temáticas semelhantes, onde famílias tinham de lutar contra governo, homens gananciosos e as forças da natureza para manter suas terras e além disso continuarem juntos num momento de crise.

Minha Terra, Minha Vida (Country, EUA, 1984) – Nota 7
Direção – Richard Pearce
Elenco – Jessica Lange, Sam Shepard, Wilford Brimley, Matt Clark, Theresa Graham.

O casal Jewell (Jessica Lange) e Gil (Sam Shepard) são fazendeiros e moram com o pai de Jewell, Otis (Wilford Brimley) e seus três filhos, sendo um ainda bebê. A fazenda pertence a família de Jewell por gerações, porém agora os problemas são grandes para manter o local. Em parte por causa de um tornado que destruiu a colheita e por outro lado o governo que cobra um empréstimo da família. Todo este desgaste atrapalha a vida do casal, já que Gil não acredita mais em prosperar, sendo necessário a força de vontade de Jewell para tentar superar estas dificuldades. 

Este é o segundo filme em que o casal Jessica Lange e Sam Shepard trabalharam juntos, eles se conhecerem dois anos antes na produção de “Frances” e aqui desevolveram este drama juntos, que resultou num filme correto, sem grandes surpresas e que rendeu um indicação ao Oscar para Jessica Lange.

O Rio do Desespero (The River, EUA, 1984) – Nota 6,5
Direção – Mark Rydell
Elenco – Mel Gibson, Sissy Spacek, Scott Glenn, James Tolkan, Shane Bailey, Becky Jo Lynch.
O casal Tom (Mel Gibson) e Mae (Sissy Spacek) são pequenos fazendeiros que vivem com dois filhos e passam por dificuldades financeiras, em virtude da fraca colheita e das enchentes causadas em virtude de uma construção do governo. Para piorar, eles são pressionados por um sujeito rico da região (Scott Glenn), que deseja comprar as terras a qualquer custo. 

Este drama tenta mostrar toda a dificuldade que os pequenos donos de terra precisam enfrentar, inclusive o governo. Mel Gibson faz um papel diferente dos heróis que costuma interpretar e Sissy Spacek dá conta do recado interpretando uma mulher sofrida e decidida.

domingo, 24 de outubro de 2010

Max Payne


Max Payne (Max Payne, EUA / Canadá, 2008) – Nota 5,5
Direção – John Moore
Elenco – Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Chris “Ludacris” Bridges, Chris O’Donnell, Donal Logue, Amaury Nolasco, Kate Burton, Olga Kurylenko.

Baseado no conhecido game, a história tem como protagonista o policial Max Payne (Mark Wahlberg), que teve sua esposa e filha assassinadas e um dos criminosos conseguiu escapar. Max agora trabalha nos Casos Arquivados onde continua procurando pistas para encontrar o assassino fugitivo. Com a ajuda do antigo parceiro (Donal Logue), ele descobre que o assassinato de uma prostituta (Olga Kurylenko) pode estar ligado ao caso, assim como um droga experimental que vicia rapidamente. Fica complicado explicar a confusa trama, que tem diversos outros personagens mal desenvolvidos num emaranhado de clichês. 

A produção é de primeira, porém o longa falha até nas cenas de ação, algumas delas extremamente forçadas, como o tiroteiro entre Max Payne e um grupo de policiais dentro de um edifício. Até mesmo o elenco de rostos conhecidos está perdido, sendo que Wahlberg faz o que pode no papel título, mas Beau Bridges está caricato, Ludacris faz um policial que pouco aparece na trama e novamente algum produtor acreditou que a bela Mila Kunis pode fazer papel de durona. Assim como em “O Livro de Eli”, a pequena Mila não convence e por último temos Chris O’Donnell, que desde um papel de coadjuvante em “Kinsey” de 2004, fez apenas participações em seriados de TV e aqui volta ao cinema num papel pequeno e constrangedor.

sábado, 23 de outubro de 2010

Pilotos de Seriados

Aqui cito três filmes que foram produzidos como pilotos, sendo que um não vingou sequer para a produção da primeira temporada. O primeiro filme da lista foi feito para o cinema e apesar de ter sido um fracasso de bilheteria, rendeu uma série com outro elenco que teve onze episódios.


Trovão Azul (Blue Thunder, EUA, 1983) – Nota 7
Direção – John Badham
Elenco – Roy Scheider, Malcolm McDowell, Candy Clark, Warren Oates, Daniel Stern.

Frank Murphy (Roy Scheider) é um veterano da Guerra do Vietnã que trabalha como piloto de helicóptero para a polícia de Los Angeles. Sujeito estressado e com trauma de guerra, ele tem como parceiro de vôo o novato Richard Lymangood (Daniel Stern). Em virtude da grande experiência de Franka, ele é escolhida para pilotar um moderno helicóptero desenvolvido especialmente para a polícia. Utilizando os equipamentos de última geração do helicópteo, Frank e seu parceiro acabam descobrindo uma conspiração liderada por um desafeto, o Coronel Cochrane (Malcolm McDowell) e tudo será resolvido num emocionante duelo nos ares. Apesar da história batida, com a dupla tendo um veterano ranzina e um novato que precisam enfrentar um perigoso vilão, o longa é interessante pelas ótimas cenas de perseguição aérea, onde sem o auxílio da computação gráfica, os verdadeiros pilotos dos helicópteros se arriscam em manobras perigosas. O filme foi um fracassso de bilheteria, mas mesmo assim gerou uma série de tv com onze episódios, que tinha James Farentino no papel que foi de Roy Scheider e até o comediante Dana Carvey como um dos coadjuvantes. 

Águia de Fogo (Airwolf, EUA, 1984) – Nota 6
Direção – Donald P. Bellisario
Elenco – Jan Michael Vincent, Ernest Borgnine, Alex Cord.

Michael Coldsmith (Alex Cord) é o criador e chefe de uma Divisão da Aeronáutica que desenvolveu o helicóptero “Águia de Fogo”. Ele pede ajuda ao piloto Stringfellow Hawke (Jan Michael Vincent), veterano da Guerra do Vitenã que mora isolado em uma cabana após perder o irmão, para recuperar o helicóptero que sumiu na Líbia. Hawke aceita o desafio com a condição de trabalhar apenas com seu amigo Dominic Santin (Ernest Borgnine). Juntos recuperam a aeronave e a transformam num meio de caçar criminosos pelo ar ou mesmo na terra. Este é o piloto de uma série de ação que durou três temporadas, teve algum sucesso por aqui e tinha como ponto alto as perseguições aéreas. A série foi muito similar a “Trovão Azul”, porém conseguiu um sucesso maior. O episódio piloto foi dirigido por Donald P. Bellisário, também criador e produtor da série, que tem no currículo “Magnum”, a versão original de “Battlestar Galactica” e atualmente “NCIS”. 

Missão Resgate (240-Robert, EUA, 1979) – Nota 6
Direção – Paul Krasny
Elenco – John Bennett Perry, Mark Harmon, Joanna Cassidy.

Esta série mostrava o dia a dia de uma unidade de resgates atuante em Los Angeles, que tinha como objetivo efetuar diversos tipos de salvamento e para isso utilizavam um helicóptero pilotado por Morgan (Joanna Cassidy antes de ficar conhecida por “Blade Runner”) e dois outros personagens responsáveis pela ação na terra e na água, interpretados por John Bennett Perry, ator com carreira praticamente toda em tv e Mark Harmon, que migraria para o cinema em filmes como “Mais Forte que o Ódio” como Sean Connery e “Curso de Férias”. Hoje Harmon é o protagonista da série “NCIS”. 

Brigada de Incêndio (Firehouse, EUA, 1997) – Nota 6

Direção – Alan Smithee (John McNaughton)
Elenco – Richard Dean Anderson, Lillo Brancato Jr, Morris Chesnut, Skipp Sudduth, Lauren Velez, Burt Young, Dean Winters, Gia Carides, Michael Imperioli.

Após o final da série “MacGyver” (“Profissão de Risco” na tv aberta) e antes de “Stargate SG-1”, o ator Richard Dean Anderson estrelou este filme para tv sobre os dramas do dia a dia de uma unidade do corpo de bombeiros e que ficam ainda mais perigosos quando um atirador mata um dos bombeiros e coloca todo os demais em risco. O filme é apenas razoável, deixando a impressão de ser piloto para um seriado que não vingou, mas tem algumas curiosidades. Consta ter sido dirigido por John McNaughton que foi elogiado pelo filme cult, “Henry – Retrato de um Assassino” nos anos oitenta e que depois faria o interessante “Garotas Selvagens”, mas aqui entrou em choque com os produtores, o ator Richard Dean Anderson e o escritor Tom Fontana, com isso retirando seu nome dos créditos, preferindo assinar como o famoso “Alan Smithee”. O escritor Tom Fontana criou em seguida a ótima série “Oz – A Vida é uma Prisão” e utilizou alguns atores deste elenco (Lauren Velez, Dean Winters), que por sinal está recheado de rostos conhecidos da tv. Finalizando, o ator Lillo Brancato Jr que estreou no cinema sendo elogiado pelo papel de filho de Robert DeNiro em “Desafio no Bronx” e depois ainda trabalhou em “A Família Soprano”, se envolveu num assalto que vitimou um policial e foi condenado a dez anos de prisão. Um grande desperdício de talento e da própria vida.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

X-Men


X-Men (X-Men, EUA, 2000) – Nota 7,5
Direção – Bryan Singer
Elenco – Patrick Stewart, Hugh Jackman, Ian McKellen, Halle Berry, Famke Janssen, James Marsden, Anna Paquin, Bruce Davison, Rebecca Romijn Stamos, Ray Park, Tyler Mane.

Enquanto o Senador Kelly (Bruce Davison) tenta aprovar uma lei em que todos os mutantes tenham que revelar sua identidade e seus poderes para serem controlados pelo governo, os mutantes se dividem em dois grupos: Um liderado pelo Professor Charles Xavier (Patrick Stewart) que mantém uma espécie de escola para mutantes para ensiná-los a dominar seu poder e com isso ajudar na convivência pacífica com os humanos. O outro grupo tem como líder Magneto (Ian McKellen), sujeito que não acredito nesta convivência e tenta fazer com os mutantes mostrem sua força através da violência para serem respeitados. No meio da disputa destes grupos entrará Logan/Wolverine (Hugh Jackman), que perdeu a memória há muitos anos e junto com Marie/Vampira (Anna Paquin) serão figuras importantíssimas no desenrolar desta disputa. 

Os fãs da história em quadrinhos aguardaram por anos esta adaptação e não se arrependeram. Mesmo não sendo sensacional, o longa é competente na criação dos personagens, que tem ainda Jean Grey (Famke Jansen), Cíclope (James Marsden) e Tempestade (Halle Berry), entre outros. 

O diretor Bryan Synger acertou em não exagerar na quantidade de personagens e criar um filme rápido, sem muitas apresentações, que se baseia principalmente na ação contínua. Na sequência ele criou um longa ainda melhor, com maior segurança na direção e alguns novos personagens.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Um Homem Bom


Um Homem Bom (Good, Alemanha / Inglaterra, 2008) – Nota 7
Direção – Vicente Amorim
Elenco – Viggo Mortensen, Jason Isaacs, Jodie Whittaker, Steven Mackintosh, Gemma Jones, Anastasia Hille, Mark Strong.

Na Alemanha no início dos anos trinta, o professor universitário John Halder (Viggo Mortensen) passa por um momento complicado na vida pessoal, sua esposa Helen (Anastasia Hille) parece sofrer de depressão e sua mãe (Gemma Jones) alterna momentos de lucidez com outros em que não se lembra de nada, além disso ele ainda precisa cuidar dos filhos. Na amizade com o psicanalista judeu Maurice (Jason Isaacs), eles discutem a eleição de Hitler e como acreditam que aquele maluco não ficará no poder por muito. Com o passar do tempo, uma aluna (Jodie Whittaker) se aproxima do professor que acaba cedendo a beleza da jovem. Ao mesmo tempo John é chamado pela Chancelaria do ditador para escrever um artigo sobre seu livro publicado anos atrás, que fala sobre eutanásia. Mesmo em dúvida, ele aceita o pedido e acaba se deixando envolver com os nazistas, filiando-se ao partido quando percebe que apenas desta forma conseguirá subir na carreira. 

O fato faz com que se afaste de Maurice, que por ser judeu passa a ser perseguido pelos nazistas. O longa dirigido pelo brasileiro Vicente Amorim (filho do diplomata  e atual Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim) que fez o interessante “O Caminho das Nuvens” com Wagner Moura, é um drama sobre o fascínio que o nazismo provocou em intelectuais alemães no início do governo de Hitler e que as poucos foi se transformando em loucura para aqueles que conseguiram abrir os olhos para as atrocidades cometidas, mas que pouco puderam fazer para mudar o rumo da história. 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Passagem & As Ruínas



A Passagem (The Passage, EUA, 2007) – Nota 6
Direção – Mark Heller
Elenco – Stephen Dorff, Neil Jackson, Sarai Givaty, Khalid Benchagra.

Uma dupla de amigos, o americano Luke (Stephen Dorff) e o inglês Adam (Neil Jackson) estão em viagem no Marrocos e enquanto Luke quer apreciar os pontos turísticos e tirar fotos, Adam prefere caçar mulheres nas baladas. Num passeio pelo mercado de rua, Luke conhece a bela e simpática Zahra (Sarai Givaty), com quem se entende rapidamente e aceita fazer um passeio no dia seguinte para conhecer a Montanhas Atlas. O amigo Adam resolve ficar e diz que irá no dia seguinte apenas. O que começa com um passeio sedutor, se transforma num pesadelo quando Luke descobre uma rede túneis dentro da montanha. 

A história em si é interessante, tendo um certo suspense e com um final aterrador, porém o desenrolar é lento e fica claro o baixo orçamento. Posso destacar também a bonita fotografia, principalmente nas cenas das montanhas. Finalizando, este é o tipo de filme mediano, estrelando por alguém que já teve mais fama, no caso Stephen Dorff e que hoje parece estar com os pés fincados em filmes menores.

As Ruínas (The Ruins, EUA / Alemanha / Austrália, 2008) – Nota 7
Direção – Carter Smith
Elenco – Jonathan Tucker, Jena Malone, Laura Ramsey, Shawn Ashmore, Joe Anderson.

Em férias no México, dois casais aceitam o convite de um turista alemão para conhecerem um sítio arqueológico onde o irmão deste e sua namorada foram explorar no meio da floresta. Após uma noite de festa, os dois casais, o jovem alemão e um grego seguem para o local e encontram as ruínas de uma pirâmide ao final de uma trilha. A alegria pelo objetivo alcançado se transforma em medo quando um grupo de pessoas, aparentemente falando um dialeto maia, os ameaça com armas e faz os jovens escalarem a pirâmide, não deixando que eles voltem para a trilha. Este é o início do terror, pois além de estarem sitiados naquele local com pouca comida e água, terão ainda de lidar com uma ameaça sobrenatural. 

A princípio parece ser apenas outro filme de terror com jovens que serão trucidados, mas o roteiro cria um bom clima de suspense, com uma ameaça bem diferente dos longas comuns do gênero, além da motivação dos descendentes dos Maias. O elenco tem jovens conhecidos, como a bela Jena Malone de “Donnie Darko” e Jonathan Tucker de vários filmes, como a refilmagem de “O Massacre da Serra Elétrica”. É um bom passatempo para os fãs do gênero.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Sexo, Mentiras e Videotape & Confissões de uma Garota de Programa



Vinte anos separam estes dois trabalhos do diretor Steven Soderbergh. Em 1989 ele estreou no cinema como o polêmico e premiado "Sexo, Mentiras e Videotape", ganhador da Palma de Ouro em Cannes, que tinha como protagonistas personagens com problemas sexuais, um tema pouco explorado pelo cinema naquela época. Em 2009 novamente ele voltou a filmar um longa tendo como ponto principal o sexo, mas desta vez misturando o tema com dinheiro, fato comum nos dias atuais.


Sexo, Mentiras e Videotape (Sex, Lies and Videotape, EUA, 1989) – Nota 8
Direção – Steven Soderbergh
Elenco – James Spader, Andie MacDowell, Peter Gallagher, Laura San Giacomo.

No filme o casal John (Peter Gallagher) e Ann (Andie MacDowell) passam por problemas conjugais. Ela é fria e não consegue se relacionar com o marido, que por outro lado resolve seu problema tendo um caso com a irmã de Ann, a fogosa Cynthia (Laura San Giacomo). Este complicado triângulo ficará ainda mais confuso com a chegada de Graham (James Spader), amigo de infância de John, que tem o hábito de filmar mulheres falando sobre sua vida sexual, o que afetará muito a complicada Ann. 

Hoje o filme pode parecer datado para a geração que fala abertamente de sexo e tem informações aos milhões na internet, porém no final dos anos oitenta ainda não era comum está conversa tão aberta e um filme como está era considerado polêmico. Além do tema e da direção, o sucesso se deve também as ótimas interpretações de Andie MacDowell, que faz um personagem doce e reprimida, que consegue se libertar durante as gravações e de James Spader como voyeur, que vê nestas mesmas gravações sua única forma de ter prazer.

Confissões de uma Garota de Programa (The Girlfriend Experience, EUA, 2009) – Nota 6
Direção – Steven Soderbergh
Elenco – Sasha Grey, Chris Santos.

Pela tradução do título, o espectador poderia esperar um filme sensual ou algo do gênero, mas na realidade o longa é uma diferente experiência cinematográfica de Steven Soderbergh. A história se passa em alguns dias na vida da garota de programa Chelsea (Sasha Grey), que é uma espécie de namorada de aluguel. Os sujeitos a contratam não apenas para sexo, mas como acompanhante e ela se veste discretamente e age como um verdadeira namorada com cada cliente, conversando, sorrindo e utilizando o sexo apenas como complemento. Mesmo nesta profissão, Chelsea vive com o namorado Chris (Chris Santos), um personal trainer de sujeitos ricos. A relação do casal sofre um abalo quando Chelsea acredita que um cliente queira algo mais que um programa e resolve viajar com o sujeito. 

A escolha da bela estrela pornô Sasha Grey para interpretar a personagem principal se mostra um acerto, ela está bem a vontade no papel da jovem inteligente e que vê sua carreira de acompanhante com uma forma de ganhar muito dinheiro, por sinal dizem que bem parecida com a Sasha na vida real, tanto pela profissão, quanto por sua inteligência. 

Soderbergh conta a pequena história destes dias de modo não linear e com uma certa frieza, muito parecida com o frieza com que os personagens principais tratam o sexo. Alguns detalhes deixam claro que o casal leva este tipo de vida apenas pela dinheiro, pelo lado de Chris quando ele percebe que pode perder a namorada e Chelsea em suas respostas durante uma entrevista que ela concede a um repórter. No fundo os dois procuram amor e carinho também. 

Em paralelo a história de Chelsea, o filme se passa durante a campanha presidencial americana, em que Obama venceu John McCain e quando o país passava por uma crise financeira, fato que aparece em diversos diálogos entre os endinheirados que aparecem no longa.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Predador


Predador (Predator, EUA, 1987) – Nota 8,5
Direção – John McTiernan
Elenco – Arnold Schwarzenegger, Carl Weathers, Elpidia Carrillo, Bill Duke, Jesse Ventura, Kevin Peter Hall, Sonny Landham, Richard Chaves, Shane Black, R. G. Armstrong.

Um grupo de elite do exército liderado por Dutch (Arnold Schwarzenegger) é enviado para a floresta da Guatemala com o objetivo de localizar um outro grupo de soldados que desapareceu em uma missão. Para o experiente grupo homens seria apenas mais uma missão, porém eles ficam assustados quando encontram os restos dos soldados desaparecidos que foram brutamente assassinos e logo em seguida uma criatura desconhecida começa a caçar o grupo, com a intenção de matar um a um. 

Apesar da história simples, o filme é muito bom em virtude das violentas cenas de ação na selva tropical, que são extremamente bem filmadas, pela criatura que é assustadora, assim como a direção de McTiernan, que no ano seguinte faria seu melhor filme, o clássico "Duro de Matar".

O elenco liderado por Schwarzenegger é recheado de brutamontes, com Carl Wheathers, o Apolo da série “Rocky”, o hoje diretor Bill Duke, o ex-governador de Minesota, Jesse Ventura, além do pequeno papel de Shane Black, desconhecido como ator mas que é o responsável pelo roteiro da série de filmes “Máquina Mortífera”. 

Como curiosidade, diz a lenda que parte das cenas da criatura foram filmadas com Jean Claude Van Damme debaixo da maquiagem do predador e que ele foi demitido e substituído pelo grandalhão e já falecido Kevin Peter Hall, que inclusive interpreta o piloto do helicóptero que leva os soldados para a selva.

domingo, 17 de outubro de 2010

9 Canções


9 Canções (9 Songs, Reino Unido, 2004) – Nota 6
Direção – Michael Winterbottom
Elenco – Kieran O’Brien, Margo Stilley.

O filme mostra o relacionamento entre o geólogo inglês Matt (Kieran O’Brien) e a estudante americana que participa de intercâmbio em Londres, Lisa (Margo Stilley). A história é contada através de uma fria narração de Matt, que no momento está trabalhando na Antártida. Durante cerca de um ano, o casal viveu junto e o filme foca em dois temas apenas: Os shows que o casal assiste e as cenas de sexo filmadas de modo explícito. 

Não é um grande filme, chega até a ser um pouco chato em algumas passagens, mas fica a impressão de que era esta a intenção do diretor Michael Winterbottom, mostrar a relação de um casal comum, que se baseia principalmente no sexo. Por sinal as cenas de sexo explícitas são filmadas de um forma simples, sem os malabarismos de um filme pornô ou mesmo diferente das cenas quentes de diversos longas feitos em Hollywood. 

O resultado é um filme polêmico em razão destas cenas e com um resultado apenas razoável na sua proposta de mostrar uma relação moderna, totalmente carnal.

sábado, 16 de outubro de 2010

Manimal

Nesta semana o cinema perdeu o ator inglês Simon McCorkindale, mas conhecido por aqui pela série "Manimal", que ele estrelou nos anos oitenta. O ator teve papéis de coadjuvante em filmes como "Morte Sobre o Nilo" e "Caboblanco" e era casado com a atriz Susan George, que estrelou o clássico "Sobre o Domínio do Medo" ao lado de Dustin Hoffman.

Além da série, estou citando outros três filmes em que ele trabalhou, sendo que nenhum deles é memorável.

Manimal (Manimal, EUA, 1983)
Criadores - Michael Berk & Larru Brody
Elenco - Simon MacCorkindale, Meloldy Anderson, Reni Santoni, Michael D. Roberts, William Conrad.

O professor Jonathan Chase (Simon MacCorkindale) leciona Ciências do Comportamento Animal na Universidade de Nova York e ainda auxilia a polícia no uso de animais para investigação e criminalística. O professor também guarda um segredo, ele tem o poder de se transformar em animais e utiliza o dom para capturar bandidos. A série teve apenas oito episódios, porém ficou marcada aqui no Brasil por ter sido lançada na tv como grande produção e pelos efeitos especiais utilizados na transformação do ator em animal.


Tubarão III (Jaws 3-D, EUA, 1983) – Nota 4
Direção – Joe Alves
Elenco – Dennis Quaid, Louis Gossett Jr, Bess Armstrong, Simon MacCorkindale, Lea Thompson, John Putch.

Neste terceiro filme da série, a ação muda de local e se passa num gigantesco parque aquático, onde mergulhadores participam de shows com atrações submarinas. A situação se complica quando um tubarão escapa de um reservatório e sai a caça de alimentos. Sem ligação alguma com os outros dois filmes da série, inclusive sem o ator principal Roy Scheider, o filme fez barulho na época por ter sido lançado em 3D, mas a fraca história e as poucas cenas de suspense transformaram o longa num grande fracasso.


O Enigma das Areias (The Riddle of the Sands, Reino Unido, 1979) – Nota 6
Direção – Tony Maylam
Elenco – Michael York, Simon MacCorkindale, Jenny Agutter, Alan Badel, Jurgen Andersen.

No início do século XX, um pouco antes da 1º Guerra Mundial, dois velejadores ingleses (Michael York e Simon MacCorkindale) são convidados para visitar Hamburgo por um alemão e lá descobrem por acaso um plano dos alemães para invasão da costa da Inglaterra com navios de guerra. Estando com a vida em perigo, os dois farão de tudo para se salvar e atrapalhar os planos alemães. O filme é um suspense apenas razoável, baseado num conhecido livro de mesmo título.

O Segredo do Tesouro Perdido (Falcon’s Gold, EUA, 1982) – Nota 4
Direção – Bob Schulz
Elenco – John Marley, Simon MacCorkindale, Louise Vallance.

O jornalista ingles Hank Richards (Simon MacCorkindale) viaja para a selva com o intuito de entrevistar um famoso antropólogo (John Marley). No local, ele se envolverá com o sujeito e sua filha (Louise Vallance) na busca de um tesouro perdido. Após o sucesso de “Os Caçadores da Arca Perdida”, foram produzidos diversos filmes de aventura que tentavam lucrar copiando o clássico de Spielberg. Este é apenas uma cópia pálida feita para a TV.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Uma Jogada do Destino


Uma Jogada do Destino (Judgment Night, EUA, 1993) – Nota 7
Direção – Stephen Hopkins
Elenco – Emilio Estevez, Cuba Gooding Jr, Denis Leary, Stephen Dorff, Jeremy Piven, Peter Greene.

Numa noite em Chicago, quatro amigos (Emilio Estevez, Cuba Gooding Jr, Stephen Dorff e Jeremy Piven) utilizam um trailer novo e equipado para irem assistir a uma luta de boxe. Atrasados e presos num congestionamento, resolvem cortar caminho por um perigoso bairro, onde acabam participando de um acidente e se tornando testemunhas de um assassinato cometido por um violento traficante (Denis Leary). Tendo de abandonar o veículo, os amigos são obrigados a fugir a pé pelo desconhecido bairro no meio da noite, com o traficante e seus capangas no encalço. 

Este competente filme de ação tem a boa direção de Stephen Hopkins (um dos criadores da série “24 Horas”), que comanda um elenco de atores promissores na época, sendo que o mais famoso era Emilio Estevez, que hoje se dedica mais a direção. 

Outro ponto forte do filme é a sensacional trilha sonora, que utiliza a idéia do famoso vídeo clip “Walk This Way”, que nos anos oitenta pela primeira vez reuniu um grupo de rap, o “Run-D.M.C” e um de rock, o “Aerosmith” e fez um grande sucesso. Aqui todas as músicas foram gravadas em duplas, um grupo de rap e outro de rock, com parceiras inusitadas entre Pearl Jam & Cypress Hill, Slayer & Ice T, Faith No Mo More & Boo-Yaa T.R.I.B.E. entre várias outras. Um filme para assistir e ouvir a trilha sonora.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Violência Gratuita

Violência Gratuita (Funny Games, Áustria, 1997) – Nota 7,5
Direção – Michael Haneke
Elenco – Susanne Lothar, Ulrich Muhe, Arno Frisch, Frank Giering.

O casal Georg e Anna (Ulrich Muhe e Susanne Lothar) viajam para sua casa de veraneio junto com o filho pré-adolescente. Chegando no local, eles percebem uma atitude estranha do vizinho, que tem dois jovens ao seu lado.

Após algum tempo estes dois jovens (Arno Frisch e Frank Giering) entram na casa e transformam a família em refém, dando início a um jogo de poder e humilhação, utilizando violência física e psicológica para aterrorizar o casal e seu filho. 

O cinema do diretor austríaco Michael Haneke não é para todos, adepto de um ritmo lento e algumas sequências em silêncio, onde a sugestão e os pequenos detalhes são importantíssimos, ele cria um clima quase insuportável, em que a dupla de psicopatas sem motivo algum, inventa jogos doentios com frieza e crueldade. De modo cínico, um deles ainda conversa com a câmera, como que dizendo para o espectador que a tragédia ainda não acabou. 

O próprio Haneke refilmou a história numa versão americana, porém ainda não conferi para poder comparar.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Extermínio 1 e 2


Extermínio (28 Days Later…, Reino Unido, 2002) – Nota 8
Direção – Danny Boyle
Elenco – Cillian Murphy, Naomie Harris, Megan Burns, Christopher Eccleston, Brendan Gleeson, Noah Huntley.

O longa começa com um grupo de ativistas atacando um laboratório e libertando alguns chimpanzés que eram usados como cobaia. O problema é que estes animais estavam infectados com um  vírus chamado Rage, que ao contaminar um humano o transforma num violento zumbi sedento por sangue e carne. 

Após vinte e oito dias do ocorrido, o jovem Jim (Cillian Murphy) acorda do coma e percebe que a cidade de Londres está abandonada. Ele sai pela cidade e encontra um casal (Naomi Harris e Noah Huntley) e descobre que a maioria da população foi infectada pelo vírus e os poucos sobreviventes precisam se esconder. Durante a fuga eles irão se refugiar num apartamento onde um pai (Brendan Gleeson) e a filha (Megan Burns) tentam se proteger. No local, eles ouvem uma transmissão de rádio dizendo para os sobrevivente seguirem para Manchester, onde a princípio seria um local seguro. Este fato faz com que grupo tente atravessar o país buscando a salvação. 

Após ter ficado famoso por “Cova Rasa” e “Trainspotting”, o diretor Danny Boyle fez o também interessante, porém criticado “A Praia” com Leonardo DiCaprio e após isso resolveu voltar as origens e dirigir este ótimo longa de pequeno orçamento, que bebe na fonte dos filmes de zumbis de George Romero. 

A primeira parte que se passa numa Londres abandonada é sensacional, com os personagens tendo de fugir dos infectados pela cidade, lembrando um pouco “A Última Esperança da Terra”, clássico da ficção feito nos anos setenta com Charlton Heston. A parte final do longa foca mais na violência, com ataques assustadores dos zumbis e a entrada em cena de um grupo de soldados do exército. Uma ótima pedida para quem gosta do gênero.

Extermínio 2  (28 Weeks Later, Reino Unido / Espanha, 2007) – Nota 7
Direção – Juan Carlos Fresnadillo
Elenco – Robert Carlyle, Rose Byrne, Jeremy Renner, Harold Perrineau, Catherine McCormack, Idris Elba, Imogen Poots, Mackintosh Muggleton.

Esta sequência do filme de Danny Boyle se passa vinte oito semanas após o vírus Rage ser liberado e aparentemente ter sido controlado pelo exército da Otan. 

O longa tem um prólogo que se passa durante os ataques dos infectados, onde Don (Robert Carlyle) consegue se salvar e deixa para trás sua esposa (Catherine McCormack) que ficou encurralada pelos zumbis.  Quando tudo parece resolvido e as pessoas começam a retornar para a Inglaterra, Don recebe seu casal de filhos que estava de férias na Espanha durante o acontecimento. Os sobreviventes estão reconstruindo o país, que ainda está separado das regiões com milhares de mortos. A curiosidade dos filhos de Don, faz com que eles furem a barreira do exército para buscar algumas coisas na antiga casa e no local encontram ainda viva a mãe, que acaba sendo presa pelos soldados. Uma cientista (Rose Byrne) descobre que a mulher é imune ao vírus, mas ao mesmo tempo pode ser a paciente zero para o início de uma nova crise. 

Esta continuação não dava pinta de ser interessante, porém o roteiro é inteligente ao criar uma história verossímil, o elenco é bom, que tem ainda Jeremy Renner de “Guerra ao Terror” e Harold Perrineau de “Lost” como soldados, além da boa direção do espanhol Fresnadillo. As cenas de ação são competentes, o clima de apocalipse persiste e o final ainda abre caminho para mais uma continuação.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Bombas - Filmes com Dolph Lundgreen

Com sua participação em "Os Mercenários", o sueco Dolph Lundgreen voltou aos cinemas, após vários anos interpretando heróis de ação em filmes lançados direto em DVD. Com uma carreira longa que começou em meados dos anos oitenta e tendo conquistado algum fama por seu papel em "Rocky IV", Dolph protagonizou inclusive duas adaptações que prometiam algo mais, primeiro interpretando He-Man em "Mestres do Universo" e depois "O Justiceiro", porém os dois longas foram fracassos que comentarei em outras postagens. Hoje escrevo sobre quatro produções B em que ele foi o astro.

Red Scorpion (Red Scorpion, EUA, 1989) – Nota 4
Direção – Joseph Zito
Elenco – Dolph Lundgreen, M. Emmet Walsh, Al White, Carmen Argenziano, Brion James, T. P. McKenna.

Um agente soviético (Dolpg Lundgreen) é enviado para um país africano com a missão de matar um líder guerrilheiro (Al White). Ela conta apenas com a ajuda de um veterano agente americano (M. Emmet Walsh). Depois do fracasso de “Mestres do Universo”, Lundgreen resolve apostar neste filme de ação B, mas o resultado foi bem ruim. Ficaria difícil esperar algo do diretor de “Braddock” e “Invasão aos EUA’, estrelados por Chuck Norris.

O Grande Anjo Negro (Dark Angel, EUA, 1990) – Nota 6
Direção  Craig R. Baxley
Elenco – Dolph Lundgreen, Brian Benben, Betsy Brantley, Matthias Hues.

O detetive Jack Caine (Dolph Lundgreen) tem seu parceiro assassinado numa missão de combate ao tráfico, o estranho é a desconhecida arma usada pelo assassino. Como o caso é incomum, Jack terá de trabalhar com o agente do FBI Larry Smith (Brian Benben) e juntos descobrirão que o assassino na verdade é um alienígena. Este misto de policial com ficção chega até a ser interessante nas competentes cenas de ação e na curiosa arma do assassino, que parece um CD, sendo que na época um CD era algo raro, o normal eram discos de vinil e fitas VHS. Da lista que estou postando, com certeza é o melhor filme.

Força Vermelha (Cover Up, Inglaterra / Israel, 1991) – Nota 5
Direção – Manny Cotto
Elenco – Dolph Lundgreen, Louis Gossett Jr, Lisa Berkley, John Finn.

O jornalista Mike Anderson (Dolph Lundgreen) é enviado para investigar um ataque a uma base militar americana em Israel. No local ele acaba descobrindo segredos que colocam sua vida em risco. É o início para resolver a questão na base da pancadaria. No final é apenas uma filme de ação com uma história fraca. A curiosidade é o bom ator Louis Gosset Jr, Oscar de Coadjuvante pelo filme “A Força do Destino”, mas que na sequência da carreira ficou relegado a papéis pequenos, quase sempre em filmes sem expressão.

Comando Vermelho (Command Performance, EUA, 2009) – Nota 5,5
Direção – Dolph Lundgreen
Elenco – Dolph Lundgreen, Melissa Smith, Hristo Shopov, Dave Legeno, James Chalke, Zahary Baharov.

Quando o presidente da Rússia (Hristo Shopov) leva suas duas filhas pré-aolescentes para verem a estrela pop americana Venus (Melissa Smith) em um show numa arena em Moscou, seus seguranças são surpreendidos por um grupo terrorista liderado por Oleg Kazov (Dave Legeno), que pretende se vingar da morte de seu pai, um oficial que se matou na época da transição do comunismo para o capitalismo no país. Após os terroristas dominarem a situação, apenas um agente de segurança (Zahary Baharov) e  Joe (Dolph Lundgreen), o bateirista da banda que abriu o show, conseguem escapar e se tornam a única chance de sobrevivência para o presidente e os reféns. Este história absurda tem até boas cenas de ação e uma produção bem cuidada, porém o roteiro coloca frases ridículas na boca de Lundgreen, que por sinal sabe apenas lutar, sua interpretação é péssima.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O Pianista

O Pianista (The Pianist, França / Polônia / Alemanha / Reino Unido, 2002) – Nota 10
Direção – Roman Polanski
Elenco – Adrien Brody, Emilia Fox, Frank Finlay, Ed Stoppard, Thomas Kretschmann, Maureen Lipman, Jessica Kate Meyer, Julia Rayner.

Este drama baseado na autobiografia do pianista polonês Wladyslaw “Wlad” Szpilman (Adrien Brody) é com certeza o melhor de filme Roman Polanski nos últimos trinta anos. 

A história começa em 1939 quando Wlad era pianista da rádio de Varsóvia e a cidade começa a ser atacada pelos alemães. A princípio, a família judia de Wlad (pai, mãe, irmão e duas irmãs) pensam em abandonar a cidade, porém ao saber que Inglaterra e França declararam guerra à Alemanha, resolvem ficar, sendo este um grande erro. Daí em diante o espectador passa a ser testemunha de toda a tragédia que se abateu sobre os judeus daquele país e a saga de Wlad para sobreviver até o final da guerra. É uma história dolorosa, tendo um personagem real como protagonista, que sobreviveu graças a sua inteligência, a ajuda de várias pessoas, inclusive de um nazista e muita sorte também. 

O papel principal é interpretado com talento por Adrien Brody, que aparece em quase todas as cenas e cria um personagem extremamente humano, que passou por diversas privações, mas sempre manteve sua dignidade e o amor pela música. 

Para finalizar, a produção é de primeira ao retratar toda a transformação de Varsóvia, com a construção do muro que criava o gueto dos judeus, passando pelas batalhas e os bombardeios na cidade e terminando ao mostrar toda a destruição deixada pela da guerra.  

domingo, 10 de outubro de 2010

Brother - A Máfia Japonesa Yakuza em Los Angeles


Brother – A Máfia Japonesa Yakuza em Los Angeles (Brother, Japão, 2000) – Nota 7
Direção – Takeshi Kitano
Elenco – Takeshi Kitano, Omar Epps, Claude Maki, Masaya Katô, Susumu Terajima, Ryo Ishibashi, James Shigeta, Tatyana Ali, Lombardo Boyar.

No Japão, o matador Aniki Yamamoto (Takeshi Kitano) precisa decidir seu destino quando sua gangue é derrotada e um novo chefão da Yakuza exige fidelidade. Não aceitando, Yamamoto vai para os EUA encontrar o irmão (Claude Maki),  o qual ele imagina estar estudando, porém o jovem se uniu a outros pequenos deliquentes, entre eles Denny (Omar Epps) para vender drogas. Percebendo que pode expandir os negócios, Yamamoto toma a frente do pequeno grupo e começa a matar os concorrentes para dominar a região, porém o crescimento do negócio faz com que apareçam outros inimigos e aumente ainda mais a violência na disputa pelo lucro. 

Interessante e violento drama que mistura as rígidas regras da Yakuza, a máfia japonesa, com os métodos dos traficantes americanos, mostrando que este mercado funciona como uma empresa, com a diferença que para vencer a concorrência é necessário matá-la, literalmente. 

Os pontos fortes são os roteiro e as cenas realistas dirigidas com talento por Takeshi Kitano, que tem outros bons filmes como “Sonatine” e ficou conhecido no ocidente quando trabalhou em “Furyo – Em Nome da Honra”. 

sábado, 9 de outubro de 2010

Más Companhias


Más Companhias (The Chumscrubber, EUA / Alemanha, 2005) – Nota 7
Direção – Arie Posin
Elenco – Jamie Bell, Camilla Belle, Justin Chatwin, Glenn Close, Ralph Fiennes, Rita Wilson, William Fichtner, Allison Janney, Carrie Anne Moss, Caroline Goodall, John Heard, Lauren Holly, Jason Isaacs, Lou Taylor Pucci, Thomas Curtis, Rory Culkin.

Num subúrbio americano, Dean (Jamie Bell) é um adolescente que encontra seu único amigo enforcado no quarto. Este é apenas o início da história que mostrará um mundo sem valores, com jovens sem rumo e pais completamente ausentes, todos preocupados apenas consigo mesmo. 

São diversos personagens que se cruzam em situações absurdas e ao mesmo tempo críticas ao modo de vida atual. O garoto Dean é viciado em comprimidos prescritos pelo próprio pai (William Fichtner), psiquiatra que pensa apenas em ficar famoso com seu livro, enquanto sua esposa (Allison Janney) é um dona de casa alienada e frustrada e o filho mais novo (Rory Culkin) passa todo o filme jogando vídeogame. Além disso alguns jovens que desejam apenas conseguir os comprimidos que o suicida deixou em sua casa, seqüestram um garoto para chantagear Dean, fato que não é percebido sequer pela mãe do menino (Rita Wilson), que pensa apenas no casamento com o prefeito (Ralph Fiennes), um sujeito com atitudes estranhas, as quais teremos uma explicação perto do final. 

Temos ainda uma mãe (Carrie Anne Moss) que gosta de garotos, um casal totalmente idiota (Jason Isaacs e Caroline Goodall) e a mãe do menino suicida (Glenn Close), que após passar quase todo o filme perdida, consegue encarar a realidade apenas no final quando tem uma cena com Dean, esta por sinal parece ser a cena mais normal de todo longa. 

A história lembra em parte o melhor “Alpha Dog”, mas mesmo não sendo para todos os gostos, acaba cumprindo o papel de crítica. Como curiosidade, o Chumscrubber do título é o nome do jogo de videogame que aparece diversas vezes no longa.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Minhas Idéias Assassinas


Minhas Idéias Assassinas (A Shock to the System, EUA, 1990) – Nota 6,5
Direção – Jan Egleson
Elenco – Michael Caine, Elizabeth McGovern, Peter Riegert, Swoosie Kurtz, Will Patton, Jenny Wright, Barbara Baxley, Haviland Morris, Zack Grenier.

O executivo Graham Marshall (Michael Caine) aguarda uma promoção há algum tempo e quando descobre que foi passado para trás fica extremamente irritado. Seu ódio vem à tona quando numa estação, ele empurra um mendigo nos trilhas do trem e ninguém percebe. Este fato faz Graham perceber que pode eliminar seus concorrentes e não ser pego, dando início a pequenos assassinatos, inclusive montando um plano para matar sua esposa (Swoosie Kurtz). 

O roteiro utiliza o humor negro para criticar o mundo corporativo, onde a experiência muitas vezes não vale nada e pessoas são descartadas em virtude da idade ou do valor do salário. 

Em 2005 o diretor grego Costa Gavras dirigiu “O Corte”, filme que ainda não assisti, mas que pela sinopse lembra em parte este outro longo pouco conhecido hoje em dia.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Vício Frenético


Vício Frenético (The Bad Lieutenant: Port of Call – New Orleans, EUA, 2009) – Nota 7
Direção – Werner Herzog
Elenco – Nicolas Cage, Eva Mendes, Val Kilmer, Fairuza Balk, Xzibit, Shawn Hatosi, Jennifer Coolidge, Tom Bower, Vondie Curtis Hall, Brad Dourif, Denzel Whitaker, Irma P. Hall, Michael Shannon.

O policial Terence McDonagh (Nicolas Cage) fere a coluna no resgate de um presidiário que iria se afogar durante o Furacão Katrina em New Orleans. Tendo de tomar remédios para suportar a dor, ele acaba ficando viciado, utilizando inclusive outros tipos de drogas. Sua vida se complica quando uma famíla é assassinada por traficantes e sua equipe precisa prender os responsáveis, sendo que ao mesmo tempo Terence está envolvido com a prostituta Frankie (Eva Mendes) e deve muito dinheiro em apostas para o agenciador Ned (Brad Dourif). 

O longa é um refilmagem de uma obra de mesmo título dirigida por Abel Ferrara em 1992 e com Harvey Keitel no papel principal. O curioso é que Herzog e Ferrara são diretores de personalidade forte, retratando isso em seus filmes, sendo que uma refilmagem não é algo comum na carreira dos dois e talvez por isso o longa tenha resultado numa troca de farpas pela imprensa. De um lado Herzog dizia que faria uma nova versão do filme sem mesmo ter visto o original e do outro Ferrara bradava que seria um absurdo refilmar sua obra. Eu ainda não assisti ao filme de Ferrara, mas por tudo que li, a nova versão de Herzog copia apenas o título e o policial protagonista viciado em drogas, no restante parece ser bem diferente. 

O resultado é no mínimo interessante, valorizado pela performance de Cage como o policial que vai do céu ao inferno em pouco tempo e a cada novo passo parece se afundar ainda mais, além do estranho andar que ele criou para o personagem, mostrando bem o problema físico que afundou sua vida e carreira. Acredito que o papel do parceiro nervoso de Cage, vivido por Val Kilmer, poderia ser melhor aproveitado, além disso o filme perde pontos na parte final da trama que parece um pouco forçada, mesmo com uma cena final que pode gerar uma interpretação dupla.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Sinédoque, Nova York


Sinédoque, Nova York (Synecdoche, New York, EUA, 2008) – Nota 7,5
Direção – Charlie Kaufman
Elenco – Philip Seymour Hoffman, Samantha Morton, Michelle Williams, Catherine Keener, Hope Davis, Tom Noonan, Jennifer Jason Leigh, Emily Watson, Dianne Wiest, Sadie Goldstein.

O criativo roteirista Charlie Kaufman estreou na direção com este longa complicado, que somente poderia ter saído da mente do sujeito que escreveu “Quero Ser John Malkovich” e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”.

A história aqui se passa durante grande parte da vida do diretor teatral Caden Cotard (Philip Seymour Hoffman arrebentando mais uma vez), começando quando sua esposa (Catherine Keener) o abandona e leva sua filha (Sadie Goldstein) para longe. Confuso com a situação, Caden se divide entre a caixa da bilheteria do teatro, Hazel (Samantha Morton) e a atriz principal de sua peça, Claire (Michelle Williams). 

Quando Caden ganha um prêmio pelo trabalho, resolve aplicar o dinheiro ganho para criar a montagem teatral definitiva, uma peça sobre sua vida. O problema é que o roteiro da peça é escrito dia após dia, citando tudo o que acontece em sua vida, com ensaios intermináveis e atores sendo contratados para interpretar pessoas que cercam Caden, sem que nunca a peça seja finalizada para apresentação. Esse processo levará anos, com os cenários cada vez maiores, criando uma réplica de Nova York. O resultado é um mundo onde realidade e encenação se misturam para contar a vida de Caden, que num certo momento ele próprio se confunde entre o real e o imaginário. 

É um filme para se prestar atenção nos pequenos detalhes e entender a jornada de um sujeito que pensou em encontrar a perfeição na sua vida através da peça de teatro, mas ficou preso a seus erros e acertos sem conseguir chegar no que procurava. 

A sequência final é magnífica e ao mesmo tempo triste e verdadeira.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Deu a Louca no Mundo & Tá Todo Mundo Louco



Deu a Louca no Mundo (It’s a Mad Mad Mad Mad World, EUA, 1963) – Nota 8,5
Direção – Stanley Kramer
Elenco – Spencer Tracy, Milton Berle, Sid Caesar, Buddy Hackett, Ethel Merman, Mickey Rooney, Dick Shawn, Phil Silvers, Terry Thomas, Jonathan Winters, Peter Falk, Buster Keaton, Don Knotts, Carl Reiner, Jimmy Durante, Os Três Patetas.

Após um acidente numa rodovia, diversos carros param para ajudar o motorista (Jimmy Durante) que ainda está vivo. O sujeito antes de morrer diz que deixou escondida uma fortuna num determinado local embaixo de um grande W. Este é o início de uma louca corrida atrás da fortuna, a princípio apenas alguns motoristas e suas famílias, mas no desenrolar do filme diversos outros personagens vão descobrindo a história e se envolvendo na disputa. Seguindo a todos, está o policial C. G. Culpeper (Spencer Tracy) que também deseja chegar ao dinheiro. 


O diretor Stanley Kramer fez uma grande homenagem ao gênero, reunindo uma enorme quantidade de comediantes nesta história simples com situações hilariantes. Além dos atores principais, o longa tem pequenas participações do grande Buster Keaton, de um jovem Peter Falk antes de ficar famoso como “Columbo” e principalmente dos Três Patetas interpretando bombeiros na sequência final. É um daqueles filmes para assistir com um largo sorriso no rosto. 



Tá Todo Mundo Louco (Rat Race, EUA, 2001) – Nota 6
Direção – Jerry Zucker
Elenco – Rowan Atkinson, Whoopi Goldberg, Cuba Gooding Jr, Lanei Chapman, Jon Lovitz, Kathy Najimy, Breckin Meyer, John Cleese, Amy Smart, Seth Green, Vince Vieluf, Dave Thomas, Wayne Knight, Paul Rodriguez, Dean Cain, Kathy Bates.

Este longa é uma nova versão da comédia de 1963, com a história um pouco modificada. Aqui o milionário Donald Sinclair (John Cleese) reúne diversas pessoas em seu cassino e as convida para participarem de uma corrida ao ouro. Os participantes terão de sair de Las Vegas e viajar até o Novo México onde uma fortuna está escondida em um cofre. 

O grupo de concorrentes está repleto de comediantes famosos como Whoopi Goldberg, o “Mr. Bean” Rowan Atkison, Cuba Gooding, John Lovitz, entre diversos outros, mas mesmo assim copiando a fórmula do clássico citado, o longa é irregular e com poucas piadas realmente engraçadas. É uma pena, pelo ótimo elenco e o outrora talentoso diretor Jerry Zucker (“Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu” e “Top Secret -  Super Confidencial”).

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Anticristo


Anticristo (Antichrist, Dinamarca / Alemanha / França / Suécia / Itália / Polônia, 2009) – Nota 4
Direção – Lars Von Trier
Elenco – Willem Dafoe, Charlotte Gainsbourg.

Um casal (Willem Dafoe e Charlotte Gainsbourg) sofrem uma terrível perda, o pequeno filho pula da janela do apartamento onde vivem enquanto o casal faz sexo e não percebe a situação. Após a tragédia, a mulher que é escritora entra em depressão, enquanto o marido psicanalista tenta ajudá-la. No meio deste processo, o casal resolve se mudar para uma cabana no meio da floresta de um local chamado Eden, mas ao invés de melhorar a situação, esta mudança leva a esposa a insanidade total, terminando em outra tragédia. 

Antes deste, assisti apenas a outros dois filmes de Lars Von Trier, o polêmico “Os Idiotas”, produzido na época do “Movimento Dogma” criado por ele e outros cineastas escandinavos e posteriormente o musical “Dançando no Escuro”. Apesar de serem filmes que fogem do lugar comum, foram obras interessantes, diferente deste “Anticristo” feito especificamente para chocar, exarcebando o lado marqueteiro de Von Trier, que começou ainda no “Movimento Dogma”. 

O cinema já mostrou várias vezes as conseqüências de uma perda, seja filho, companheiro ou pais, tema com o qual Von Trier inicia bem o longa, mesmo sendo lento em excesso, mas ao levar os personagens para a floresta, ele transforma aquela relação em um filme de terror sádico e exagerado, com cenas desnecessárias criadas para chocar o público. Uma pena, pois a sinistra trilha sonora é inquietante e os enquadramentos de cenas e o visual são de um cineasta talentoso, mas que prefere ser reconhecido pela polêmica.  

domingo, 3 de outubro de 2010

Minha Mãe é uma Sereira


Minha Mãe é uma Sereia (Mermaids, EUA, 1990) – Nota 7
Direção – Richard Benjamin
Elenco – Cher, Bob Hoskins, Winona Ryder, Christina Ricci, Michael Schoeffling.

Nos anos sessenta, Rachel Flex (Cher) é uma mãe solteira de duas filhas, a jovem Charlotte (Winona Ryder) e a pré-adolescente Kate (Christina Ricci). Com uma personalidade expansiva e complicada, Rachel sempre muda de cidade quando seus relacionamentos não dão certo, tendo de enfrentar as críticas de Charlotte, que ao contrário do comportamenteo da mãe, deseja se tornar freira. Já a pequena Kate é esperta e perspicaz, entendendo melhor o que se passa com a mãe do que a irmã. O moralismo da irmã balança quando ela conhece Joe (Michael Schoeffling), ficando dividida entre a vontade de ser freira e o desejo que jovem desperta nela. 

O ponto alto do filme é a simpatia do trio principal de atrizes, onde as ainda jovens Winona Ryder e Christina Ricci já demonstravam que tinha talento e ainda contando com uma boa ajuda do sempre competente Bob Hoskins. A história é um misto de drama e comédia sobre uma época onde existiam vários tabus (ser mãe solteira, virgindade) mostrados de forma simples e realista.