domingo, 28 de fevereiro de 2010

Gene Wilder & Richard Pryor


Os comediantes Gene Wilder e Richard Pryor não formaram oficialmente uma dupla, mas dividiram o espaço na tela em quatro comédias. Enquanto Gene Wilder já era famoso por ter feito filmes com Mel Brooks, como "Primavera Para Hitler" e "O Jovem Frankenstein", Richard Pryor vinha  dos clubes noturnos de comédia e de alguns pequenos papéis no cinema e na tv quando eles se encontraram no melhor filme da dupla, "O Expresso de Chicago".

O Expresso de Chicago (Silver Streak, EUA, 1976) – Nota 7,5
Direção – Arthur Hiller
Elenco – Gene Wilder, Jill Clayburg, Richard Pryor, Ned Beatty, Richard Kiel, Patrick McGoohan, Clifton James, Ray Walston, Scatman Crothers, Valerie Curtin, Fred Willard.

Durante um viagem de trem para Chicago, George Caldwell (Gene Wilder) conhece a bela secretária Hilly (Jill Clayburgh) com quem acaba flertando, porém em seguida acaba testemunhando um assassinato e a garota sendo seqüestrada. Ninguém no trem acredita em sua história e ele acaba sendo perseguido, tendo a ajuda apenas do trapaceiro Grover (Richard Pryor). Engraçada comédia de ação, que bebe na fonte dos filmes policiais e de espionagem, inclusive utilizando como vilão o ator Richard Kiel, que fez o personagem “Dentes-de-Aço” em dois filmes da série 007.

Quatro anos depois do sucesso deste filme, eles se reencontram em uma comédia dirigida pelo grande ator Sidney Poitier. Mas provavelmente a falta de mão deste para o gênero resultou numa comédia apenas mediana.

Loucos de Dar Nó (Stir Crazy, EUA, 1980) – Nota 6,5
Direção – Sidney Poitier
Elenco – Gene Wilder, Richard Pryor, Jobeth Williams, Georg Stanford Brown, Craig T. Nelson, Barry Corbin, Miguel Angel Suarez, Jonathan Banks, Erland van Lidht, Franklyn Ajaye.

Dois desempregados, o pretendente a escritor Skip (Gene Wilder) e o ator (Harry) Richard Pryor resolvem sair de Nova Iorque e tentar a sorte pelos EUA. Depois de algum tempo eles estão trabalhando fantasiados de passarinho em um lanchonete no Arizona e por uma ironia do destino são confundidos com dois assaltantes de bancos e acabam presos. No presídio eles participarão de um inacreditável rodeio para tentar escapar

O tempo passou e a vida e as carreiras da dupla tiveram altos e baixos. Gene Wilder experimentou mais um pouco de sucesso com algumas comédias românticas na primeira metade dos anos oitenta, principalmente em "A Dama de Vermelho", porém na segunda metade teve de conviver com a doença de sua amada, a também comediante Gilda Radner que foi também sua parceira nas telas em "Hanky Panky" e "Lua de Mel Assombrada". Gilda faleceu em 1989. A vida de Richard Pryor foi ainda mais atribulada. Após conseguir se recuperar do vício nas drogas, ele fez apenas filmes medianos na época e viu sua carreira e vida descerem a ladeira quando descobriu ter o Mal de Parkinson. Talvez para aliviar suas dores, a dupla mesmo com os problemas pessoais resolveu voltar a filmar juntos e chamaram o diretor Arthur Hiller do sucesso "O Expresso de Chicago" para dirigir o novo longa, que resultou num filme com algumas cenas engraçadas.

Cegos, Surdos e Loucos (See No Evil, Hear No Evil, EUA, 1989) – Nota 6,5
Direção – Arthur Hiller
Elenco – Gene Wilder, Richard Pryor, Joan Severance, Kevin Spacey, Alan North, Anthony Zerbe, Louis Giambalvo, John Capodice.

O surdo Dave (Gene Wilder) é o dono de banca de jornais e tem como assistente o cego Wally (Richard Pryor). Num certo dia uma assassina profissional (a bela Joan Severance) mata um sujeito que tenta esconder uma moeda na banca da dupla. Conseguir a moeda era o objetiva da assassina, mas como ele foge a dupla não sabe se explicar para a polícia, eles acabam presos. Mesmo na cadeia, a assassina e seu ajudante (Kevin Spacey ainda desconhecido) tenta recuperar a moeda e se livrar da dupla, que acaba escapando.

O razoável resultado deste longa serviu ainda para reunir a dupla mais uma vez nas telas, desta vez num filme um pouco mais fraco e com Pryor cada vez mais mostrando os sinais da doença.

Um Sem Juízo, Outro Sem Razão (Another You, EUA, 1991) – Nota 6
Direção – Maurice Phillips
Elenco – Gene Wilder, Richard Pryor, Mercedes Ruehl, Stephen Lang, Vanessa Williams, Phil Rubenstein, Kevin Pollak.

O golpista Eddie (Richard Pryor) é obrigado a prestar serviço comunitário para pagar um pequeno delito. Durante este “trabalho” ele conhece George (Gene Wilder) um mentiroso compulsivo que acaba sendo confundido por muitas com um milionário. Eddie percebe a chance de lucrar quando a esposa do milionário (Mercedes Ruel) leva George para casa como se fosse seu marido, porém o que parece um engano é na verdade um armação para alguém herdar um fortuna.

Após este longa Richard Pryor praticamente se retirou de cena, ainda apareceu em dois ou três episódios de séries de tv, como "Chicago Hope" e faleceu em 2005. Gene Wilder ainda estrelou uma série que teve apenas uma temporada, antes também de praticamente encerrar a carreira em dois episódios de "Will and Grace". Mas apesar dos problemas, os dois atores pouco conhecidos pela geração atual, deixaram interessantes carreiras que merecem ser conhecidas, principalmente por aqueles que gostam de um boa comédia.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Marley e Eu

Marley e Eu (Marley and Me, EUA, 2008) – Nota 7
Direção – David Frankel
Elenco – Owen Wilson, Jennifer Aniston, Eric Dane, Alam Arkin, Kathleen Turner.

O jornalista John Grogan (Owen Wilson) é casado com a também jornalista Jennifer (Jennifer Aniston) e está indeciso sobre ser pai. Seguindo o conselho de um amigo (Eric Dane), ele compra um cachorro, o filhote de labrador Marley para agradar a esposa. Depois de algum tempo o filhote se transforma num cachorro enorme, que destrói tudo e não respeita ordem de ninguém. Para complicar a vida chegam os filhos e a confusão aumenta. O filme é baseado no best-seller de John Grogan, que conta toda a transformação de sua vida pessoal e profissional, sempre na convivência com o cão Marley.

Não li o livro, mas o filme é apenas agradável e correto, nada mais do que isso. Tem comédia e um pouco de drama na média dos filmes do gênero.

Como curiosidade, é triste ver que a outrora bela Kathleen Turner hoje está quase irreconhecível e aqui faz ainda o papel de uma nervosa instrutora de animais.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Golpe Perfeito

O Golpe Perfeito (Confidence, EUA, 2003) – Nota 7
Direção – James Foley
Elenco – Edward Burns, Rachel Weisz, Paul Giamatti, Andy Garcia, Brian Van Holt, Dustin Hoffman, Donal Logue, Luis Guzman, Morris Chestnut, Franky G, John Carroll Lynch, Robert Forster, Robert Pine, Leland Orser, Louis Lombardi, Tommy Tiny Lister.

Este bom filme policial tem como personagem principal Jake Vig (Edward Burns), que é a cabeça pensante de um grupo de golpistas que conta ainda com Gordo (Paul Giamatti), Miles (Brian Van Holt) e Big Al (Louis Lombardi), especialistas em armar um grande teatro para enganar suas vítimas. Em um de seus golpes acabam roubando um homem (Leland Orser) que trabalha para o perigoso chefão King (Dustin Hoffman). Precisando limpar a barra, Jake faz um acordo com King onde é obrigado a armar um golpe para roubar um famoso banqueiro (Robert Forster).

Este é apenas o início de um jogo de trapaças e reviravoltas que são narradas pelo personagem de Edward Burns de modo irônico, até um final que pode parecer surpresa, mas que com certeza quem conhece o gênero não demorará muito para descobrir. Mesmo assim é um bom passatempo e vale pelo elenco que tem gente de primeira como Rachel Weisz e Paul Giamatti, além de Andy Garcia e Dustin Hoffman que parecem se divertir em seus papéis.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Luzes da Cidade

Luzes da Cidade (City Lights, EUA, 1931) – Nota 10
Direção – Charles Chaplin
Elenco – Charlie Chaplin, Virginia Cherrill, Harry Myers, Florence Lee, Allan Garcia, Hank Mann.

Um vagabundo (Charles Chaplin) se apaixona por uma vendedora de flores cega (Virginia Cherrill), que ao ouvir o motor de um carro de luxo, pensa que ele é um milionário. Na verdade o milionário (Harry Myers) é um homem triste e alcoólatra que tenta se suicidar mas acaba sendo salvo pelo vagabundo. A questão é que o milionário quando fica sóbrio não reconhece o vagabundo na rua e o trata terrívelmente. Em meio a esta história o vagabundo descobre um médico que pode curar a jovem, porém o preço é alto e ele resolve tentar de tudo para conseguir o dinheiro, até mesmo disputar uma luta de boxe.

O longa foi feito quando o cinema estava em fase de transformação, os filmes mudos estavam acabando com a chegada do som, mas Chaplin preferiu filmar um história sem diálogos, porém com som, onde as expressões e atitudes dizem mais que muitas palavras.

Para muitos é a obra prima de Chaplin, este filme sensível e triste em alguns momentos, mas que no final deixa uma bela mensagem de esperança.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Homem do Ano

O Homem do Ano (Brasil, 2003) – Nota 7,5
Direção – José Henrique da Fonseca
Elenco – Murilo Benício, Cláudia Abreu, Natália Lage, Jorge Dória, Lázaro Ramos, André Gonçalves, Perfeito Fortuna, Paulinho Moska, Wagner Moura, André Barros, Carlo Mossy, Mariana Ximenes, José Wilker, Agildo Ribeiro, Paulo César Peréio, Nill Marcondes, Vick Militello.

Na Baixada Fluminense o desempregado Maiquel (Murilo Benício) pinta o cabelo de loiro para pagar uma aposta e depois de ser alvo de gozação em um bar, acaba assassinando o ladrão Suel (Wagner Moura). Como Suel era odiado por todos, principalmente pelos comerciantes, Maiquel se transforma numa espécie de herói na região e começa a receber presentes dos moradores, ganhando inclusive um emprego. Porém sua fama acaba atraindo pessoas que querem usá-lo como uma espécie de vigilante, principalmente o dentista racista e preconceituoso Carvalho (o veterano Jorge Dória).

O que começou como uma discussão boba de bar foi o início de uma espiral de violência em que o protagonista vai se afundando cada vez mais, arrastando família e amigos.

Além de ser um bom filme policial, com destaque para o elenco que tem ainda nomes como Lázaro Ramos, Cláudia Abreu e José Wilker, o filme mostra a realidade de uma região violenta esquecida pelos governantes e onde a corrupção policial acaba se tornando comum.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Alcatraz - Fuga Impossível

Alcatraz – Fuga Impossível (Escape from Alcatraz, EUA, 1979) – Nota 8
Direção – Don Siegel
Elenco – Clint Eastwood, Fred Ward, Patrick McGoohan, Roberts Blossom, Jack Thibeau, Paul Benjamin.

Em 1960 o detento Frank Morris (Clint Eastwood) é enviado para prisão de Alcatraz em razão do seu currículo de fugas de diversos outros presídios. No local ele fará amizade com alguns detentos, se desentenderá com outros e com alguns guardas, mas planejará pacientemente sua fuga.

Conhecida como “A Rocha”, a prisão de Alcatraz fica em uma ilha próxima a São Francisco e era considerada à prova de fugas, até que Frank Morris conseguiu escapar, conforme conta a história real e este fato acabou sendo o início do declínio da prisão, que foi desativada alguns anos depois.

O filme é hoje um clássico e tem na dobradinha Siegel / Eastwood o grande trunfo. O talento de Siegel para contar histórias policiais com simplicidade casava-se perfeitamente com o a figura de Clint e a parceria rendeu outros bons filmes como “Perseguidor Implacável” e “Meu Nome é Coogan”.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Cidade dos Homens

Cidade dos Homens (Brasil, 2007) – Nota 9
Direção – Paulo Morelli
Elenco – Douglas Silva, Darlan Cunha, Jonathan Haagensen, Rodrigo dos Santos, Camila Monteiro, Naima Silva, Eduardo BR, Pedro Henrique, Fábio Lago, Maurício Gonçalves.

Baseado na série de TV com o mesmo título e praticamente sendo uma conclusão da história, este ótimo filme bebe na fonte do grande “Cidade de Deus” e apesar do tema muito parecido, conseguiu criar um identidade própria para contar a história da dupla Acerola (Douglas Silva) e Laranjinha (Darlan Cunha), que aqui ao completarem dezoito anos são obrigados a começar a enfrentar a vida adulta.

Acerola está casado e com um filho pequeno, porém sua esposa está insatisfeita e pensa em mudar para São Paulo a trabalho. Emquanto isso Laranjinha descobre quem é o seu pai e tentará se aproximar do homem. No meio de tudo isto explode uma guerra do tráfico no Morro da Sinuca onde eles moram e o chefão Madrugadão (Jonathan Haagensen) defenderá sua posição a qualquer preço.

Ótimo misto de drama com filme policial, balanceando muito bem as cenas de ação com o drama a ser enfrentado pelos protagonistas e por vários outros moradores do Morro, mostrando um realidade triste e cruel.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O Caçador de Pipas

O Caçador de Pipas (The Kite Runner, EUA, 2007) – Nota 7,5
Direção – Marc Forster
Elenco – Khalid Abdalla, Atossa Leoni, Shaun Toub, Homayoun Ershadi, Said Tagmaoui, Zekeria Ebrahimi, Ahmad Khan Mahmidzada.

No final de 1979 em Cabul no Afeganistão, dois garotos, Amir (Zeberia Ebrahimi) da etnia dominante Pashtun e Hassan (Khan Mahmidzada) da etnia hazara são amigos inseparáveis, porém um acontecimento trágico, seguido de uma traição faz com eles se separem. Vinte anos depois Amir (vivido agora por Khalid Abdalla) recebe um telefonema de um amigo de seu pai que vive no Paquistão (Shaun Toub) e resolve voltar para reparar o passado.

O filme é baseado no best-seller mundial de Khaled Hosseini. que além de tocar muito em amizade e família, mostra ao mundo como era o Afeganistão antes da invasão Soviética nos anos oitenta e o que o país se tornou hoje, com as conseqüências na vida de seu povo, tanto daqueles que ficaram no país, quanto nos que fugiram para viver em outro lugar. É interessante ver na tela as tradições do povo afegão, as coisas boas e as atrasadas, além da diferença absurda de tratamento entre as duas etnias do país.

O filme em si deixa a impressão de que poderia ser ainda melhor e a atuação de Khalid Abdalla não me convenceu totalmente, ao contrário do ótimo Homayoun Ershadi que faz o papel do pai de Amir, um sujeito liberal, justo e que ama a vida, mas que é obrigado a fugir do país para salvar o filho e a si mesmo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Último Trem

O Último Trem (The Midnight Meat Train, EUA, 2008) – Nota 6
Direção – Ryuhei Kitamura
Elenco – Bradley Cooper, Leslie Bibb, Vinnie Jones, Brooke Shields, Roger Bart, Tony Curran, Barbara Eve Harris, Peter Jacobson.

Baseado num conto de Clive Barker, este terror tem como personagem principal o fotógrafo Leon (Bradley Cooper), que com a ajuda do amigo Jurgis (Roger Bart) e da namorada Marya (Leslie Bibb) consegue apresentar seu trabalho a Susan Hoffs (Brooke Shields), dona de uma galeria, que diz ter gostado do material mas que prefere fotos que mostrem a sujeira da cidade. Com isso o rapaz começa a percorrer a cidade durante a noite para capturar imagens e numa dessas jornadas fotografa uma garota que acaba desaparecida, o que o leva a investigar o ocorrido, chegando até a um sinistro açougueiro (Vinnie Jones) que pode ser um serial killer que usa o último trem da noite para sequestrar suas vítimas.

O escritor Clive Barker é conhecido pelos seus contos de terror com muito sangue e esta adaptação não é diferente. Tendo como destaque o sinistro personagem de Vinnie Jones, o resultado é razoável, em virtude dos furos no roteiro que atrapalham a trama e o fraco protagonista Bradley Cooper também, mas para quem gosta do gênero vale uma espiada.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Um Lugar no Coração

Um Lugar no Coração (Places in the Heart, EUA, 1984) – Nota 7,5
Direção – Robert Benton
Elenco – Sally Field, Lindsay Crouse, Ed Harris, Amy Madigan, John Malkovich, Danny Glover, Jane Smith, Terry O’Quinn, Bert Remsen, Ray Baker.

Num pequena cidade do Texas nos anos trinta, a viúva Edna Spalding (Sally Field) precisa manter a família unida após seu marido ser assassinado por um negro que estava bêbado.

Morando em uma fazenda de algodão, ela aluga um quarto para o cego Will (John Malkovich) e contrata para auxiliar na colheita o negro Moze (Danny Glover), o que desperta o preconceito em vários membros da comunidade, exceto em Wayne Lomax (Ed Harris), que procura apoiar a viúva.

Este interessante drama foi um projeto do diretor Robert Benton, que ficou famoso por “Kramer vs Kramer” e aqui dirigiu outro longa que recebeu algumas indicações para o Oscar e venceu com Sally Field como melhor atriz e pelo roteiro do próprio diretor.

A história mistura bem drama social e familiar, tocando na questão do preconceito racial, que era forte na época e no local em que a história se passa, tendo ótimas interpretações que elevam o nível do longa. Por sinal, Malkovich e Glover ainda era nomes quase desconhecidos, que ficariam famosos logo em seguida, Malkovich com “Ligações Perigosas” e Glover com “Máquina Mortífera”.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cara, Cadê Meu Carro?

Cara, Cadê Meu Carro? (Dude, Where’ My Car?, EUA, 2000) – Nota 2
Direção – Danny Leiner
Elenco – Ashton Kutcher, Seann William Scott, Jennifer Garner, Marla Sokoloff, Kristy Swanson, David Herman, Hal Sparks, Charlie O’Connell, John Toles Bey, Mary Lynn Rajskub.

Dois amigos idiotas que moram juntos, Jesse e Chester (Ashton Kutcher e Seann William Scott), acordam após uma balada e nada se lembram. A primeira coisa que descobrem é que o carro deles sumiu. Eles resolvem procurar o carro e descobrir o que aconteceu na noite anterior. Fica difícil explicar o que acontece depois. Os dois “heróis” se metem em várias confusões com um transexual, alguns idiotas metido a fortões, um grupo que acredita em alienígenas, os próprios aliens, além de uma mala de dinheiro e um objeto que salvará o mundo.

Resultado, um dos piores filmes que assisti na vida, com um roteiro sem pé nem cabeça e a irritante dupla principal fazendo papéis estúpidos e sem a mínima graça.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Apenas Amigos

Apenas Amigos (Just Friends, EUA, 2005) – Nota 6
Direção – Roger Kumble
Elenco – Ryan Reynolds, Amy Smart, Anna Faris, Chris Klein, Chris Marquette, Julie Hagerty, Stephen Root, Ashley Scott.

Na adolescência o gordinho Chris Brander (Ryan Reynolds) era apaixonado e ao mesmo tempo o melhor amigo de Jamie Palamino (Amy Smart), porém sendo inseguro nunca mostrou seu sentimento para a garota e acabou traumatizado após um episódio em uma festa. Hoje Chris emagreceu e se tornou um mulherengo que não se apega a ninguém, apenas usa as mulheres, porém o destino faz com que ele reencontre Jamie, o que irá reacender sua paixão.

Comédia água com açúcar idêntica a tantas outras, que fala de amores do passado, reencontro e confusões, tendo seu ponto forte na figura do simpático Ryan Reynolds e mais uma vez colocando Chris Klein e Anna Faris em papéis de personagens pouco inteligentes.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Lost - O Início do Fim

Lost (EUA, 2004)
Criação: J. J. Abrams, Jeffrey Lieber e Damon Lindelof
Elenco - Naveem Andrews, Matthew Fox, Jorge Garcia, Josh Holloway, Daniel Dae Kim, Yunjin Kim, Terry O'Queen, Michael Emerson, Henry Ian Cusick, Elizabeth Mitchell, Nestor Carbonell, Ken Leung, Titus Welliver, Mark Pellegrino, Hiroyuki Sanada, John Hawkes.

Esta semana o canal AXN apresentou os dois primeiros episódios da sexta e última temporada de "Lost" e como sempre trouxe poucas respostas e muitas perguntas.

O seriado realmente é um fenônemo que prende a atenção, mas ao mesmo tempo fico preocupado com a forma com que a história irá terminar, são muitas perguntas a serem respondidas.

A temporada começou com boas idéias como colocar todos os personagens na mesma época após a explosão da bomba, apesar de a questão ser explicar o que aconteceu realmente. Outros detalhes ficaram também sem explicação, como o aparecimento de um novo grupo de pessoas em um templo na iha, lideradas pelo astro japonês Hiroyuki Sanada e que a princípio parecem viverem no futuro, assim como o universo paralelo que deve ter sido criado após a explosão do bomba e fez com a queda do avião que deu início a série não aconteça e os personagens sigam sua vida em Los Angeles, com problemas diferentes por sinal.

O enigma continua e nós espectadores temos que curtir os mistérios a cada semana e torcer para um final digno que a série merece.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ligados Pelo Crime

Ligados Pelo Crime (The Air I Breathe, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Jieho Lee
Elenco – Forest Whitaker, Brendan Fraser, Kevin Bacon, Sarah Michelle Gellar, Andy Garcia, Emile Hirsch, Julie Delpy, Clark Gregg, Kelly Hu, Evan Parke, Taylor Nichols, Victor Rivers, John Cho.

Este interessante e ao mesmo tempo irregular longa se baseia num antigo provérbio chinês que divide a vida em quatro estágios: Felicidade, prazer, tristeza e amor. Para isso o roteiro liga vários personagens numa história violenta e atual.

Um funcionário de banco (Forest Whitaker) timido e solitário busca a felicidade e resolve apostar uma fortuna num cavalo dopado, mas acaba perdendo e fica devendo muito para o gângster Fingers (Andy Garcia). Um cobrador de dívidas (Brendan Fraser) que trabalha para Fingers e tem visões do futuro, sente prazer em bater nos devedores usando seu poder, porém sua vida muda quando se apaixona por um cantora pop (Sarah Michelle Gellar), que foi vendida por seu empresário para Fingers como pagamento de uma dívida. A garota personifica a tristeza ao descobrir que está presa ao bandido e seus amigos a abandonaram. Por último o amor é personificado por um médico (Kevin Bacon), que viu o amor de sua vida (Julie Delpy) se casar com seu melhor amigo e agora precisa salva-la rapidamente.

Como já escrevi, a narrativa é irregular e tem como ponto alto o bom elenco, principalmente Whitaker, Bacon e uma supreendente Sarah Michelle Gellar. Menção honrosa para o pequeno papel de Emile Hirsch. Já Brendan Fraser mostra que não tem grande talento e Andy Garcia repete novamente o papel de chefão, no estilo da série ‘Onze Homens e um Segredo”.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Um Lugar ao Sol

Um Lugar ao Sol (A Place in the Sun, EUA, 1951) – Nota 8
Direção – George Stevens
Elenco – Montgomery Clift, Elizabeth Taylor, Shelley Winters, Raymond Burr, Anne Revere, Keefe Brasselle.

O jovem George Eastman (Montgomery Clift) vai trabalhar na fábrica do tio em busca de um futuro melhor. No local ele conhece e acaba engravidando a colega de trabalho Alice (Shelley Winters, bem jovem e ainda magra). Ao mesmo tempo George se apaixona por outra jovem, a rica Angela (Elizabeth Taylor), que corresponde ao sentimento. Desesperado, George arma um plano para matar Alice e ficar com o caminho livre e casar com Angela, mas as coisas não acontecerão como ele imagina.

Este clássico de George Stevens (“Gunga Din”, “Assim Caminha a Humanidade”) começa com um romance leve, se transforma num suspense e termina como um drama de tribunal, misturando com talento estes três gêneros num único filme.

Vale ainda para pelo ótimo elenco, com Montgomery Clif, Elizabeth Taylor e Shelley Winters bem jovens ainda.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

No Rastro da Bala

No Rastro da Bala (Running Scared, EUA, 2006) – Nota 8
Direção – Wayne Kramer
Elenco – Paul Walker, Cameron Bright, Vera Farmiga, Chazz Palminteri, Karel Roden, Johnny Messner, Ivana Milicevic, Alex Neuberger, Michael Cudlitz, Bruce Altman, Elizabeth Mitchell, Arthur J. Nascarella, John Noble.

Durante uma negociação de drogas entre mafiosos italianos e um bando de jamaicanos, um grupo mascarado invade o local dando início a um tiroteiro, onde diversos homens morrem, inclusive dois dos ladrões, que na realidade eram policiais corruptos. O líder dos mafiosos entrega a arma usada para matar os policiais ao capanga Joey (Paul Walker) dando a ordem para sumir com o objeto, porém Joey esconde a arma em sua casa que é encontrada pelo enteado do vizinho (Cameron Bright), um garoto amigo do filho de Joey que usa arma para tentar matar o violento padastro russo (Karel Roden) e fugindo em seguida. Isto dá início a uma caçada, onde Joey, os mafiosos italianos e um policial corrupto (Chazz Palminteri) perseguem o garoto, todos querendo reaver a arma, a prova do crime.

Este é um daqueles filmes que parece ser apenas outro longa policial cheio de tiros, porém tive uma surpresa, a história é muito bem elaborada e o clima é de crescente tensão principalmente na primeira hora de exibição, com uma perseguição bem legal, onde diversos personagens marginais vão surgindo pelo caminho.

Outro ponto alto são as cenas muito bem filmadas, com enquadramentos diferentes e bem bolados, culminando com um pequeno final surpresa.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Um Lugar Chamado Notthing Hill

Um Lugar Chamado Nothing Hill (EUA / Inglaterra, 1999) – Nota 7,5
Direção – Roger Michell
Elenco – Julia Roberts, Hugh Grant, Rhys Ifans, James Dreyfus, Emma Chambers, Hugh Bonneville, Alec Baldwin, Mischa Barton, Emily Mortimer.

O tímido William Thacker (Hugh Grant) é dono de uma pequena livraria em Londres e tem sua vida modificada quando a estrela de cinema Anna Scott (Julia Roberts) entra em sua loja e logo nasce uma atração entre eles. Como a maioria dos filmes românticos, aqui a história segue a trama comum, primeiro o encontro entre os dois personagens, seguido pelos flertes, o início do namoro, a crise e a volta para o final feliz.

Os pontos interessantes deste filme são vários: A química entre Hugh Grant e Julia Roberts é perfeita, os coadjuvantes ingleses são simpáticos, inclusive o estranho colega de Grant vivido por Rhys Ifans e a trama em si, que tenta mostrar como a vida amorosa de um pessoa famosa é tão ou até mais complicada que de uma pessoa comum.

A escolha de Juliar Roberts é perfeita e passa a impressão de que muito da personagem é semelhante a vida real da atriz, que por muito tempo foi alvo da imprensa pelos casos amorosos.

Com certeza a beleza e o sorriso de Juliar Roberts e a simpatia de Hugh Grant valem o filme.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo

Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo (Master and Commander: The Far Side of the World, EUA, 2003) – Nota 7,5
Direção – Peter Weir
Elenco – Russell Crowe, Paul Bettany, James D’Arcy, Edward Woodall, Chris Larkin, Max Pirkis, Billy Boyd, Robert Pugh.

Durante as “Guerras Napoleônicas” um navio britânico comandado por Jack Aubrey (Russell Crowe), tem como missão afundar o navio francês Acheron que está indo em direção ao mares do Sul, porém no caminho ele é surpreendido pelo franceses e tem o navio avariado. Mesmo com a tripulação com a moral baixa, o capitão Aubrey resolve perseguir o inimigo entrando em conflito com o médico e amigo Stephen Maturin (Paul Bettany), mas nada o impedirá de concluir a missão.

A história baseada no décimo livro das aventuras de Jack Aubrey escrito por Patrick O’Brian tem todos os elementos essenciais para o gênero, aventura, drama e boa cenas de batalha, porém o resultado final apesar de bom deixa a impressão de que faltou algo e que a história poderia render mais. Com certeza o filme foi feito com a intenção de virar uma franquia, mas por algum motivo ela não vingou.

Vale como destaque a ótima direção do talentoso e veterano Peter Weir, que fez poucos filmes no últimos anos, mas tem grandes obras na carreira como “A Testemunha”, “O Show de Truman” e “Sociedade dos Poetas Mortos”.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Os Chefões

Os Chefões (The Funeral, EUA, 1996) – Nota 7
Direção – Abel Ferrara
Elenco – Christopher Walken, Chris Penn, Annabella Sciorra, Isabella Rossellini, Vincent Gallo, Benício Del Toro, Gretchen Mol, John Ventimiglia, Paul Hipp, Victor Argo.

O diretor Abel Ferrara lembra um pouco Scorsese, seus filmes quase sempre usam como locação Nova Iorque e os personagens são mafiosos, drogados ou que vivem a beira da marginalidade.

Este filme se passa nos anos trinta, durante a Depressão e conta a vida de três irmãos mafiosos, o frio Ray (Christopher Walken), o atormentado Chez (o falecido Chris Penn, irmão de Sean) e o jovem comunista Johnny (Vincent Gallo) e o que acontece após o assassinato deste. O maior destaque do longa é o elenco, que além dos três irmãos tem ainda Benício DelToro e as belas Annabella Sciorra e Isabella Rossellini.

Abel Ferrara usa muito o recursos de flahsbacks para explicar as atitudes dos personagens e o porquê da morte do personagem de Vincent Gallo. Como já citei, lembra Scorsese, neste caso o longa é bem parecido, apesar de inferior é claro, com um de seus primeiror filmes chamado “Caminhos Perigosos”.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O Terminal

O Terminal (The Terminal, EUA, 2004) – Nota 7,5
Direção – Steven Spielberg
Elenco – Tom Hanks, Catherine Zeta Jones, Stanley Tucci, Chi McBride, Diego Luna, Barry Shabaka Henley, Kumar Pallana, Zoe Saldana, Jude Ciccolella, Guillermo Diaz, Michael Nouri.

Viktor Navosrki (Tom Hanks) está em pleno vôo entre seus país natal, a fictícia Krakhozia e os EUA, quando um golpe de estado derruba o presidente de seu país e os EUA não mais o reconhecem como nação. O problema toma proporções estúpidas, pois Viktor não pode voltar para seu país que está fechado e não pode entrar nos EUA em virtude de seu passaporte não poder ser aceito. Sem falar inglês e detido no aeroporto, ele utiliza sua inteligência e habilidade para tranformar o aeroporto em sua casa, enquanto o diretor do local (Stanley Tucci) tenta fazer de tudo para que ele quebre alguma lei e dê motivos para ser preso.

Não é dos melhores filmes de Spielberg, mas é uma comédia leve que mexe num tema político e na burocracia de modo engraçado e irônico, com Tom Hanks se divertindo e fazendo um estranho sotaque que lembra alguma língua do leste europeu.

O filme é levemente baseado na história de um sujeito que morou por vários meses no aeroporto de Paris em virtude de não ter como pagar a passagem de volta para seu país.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

As Duas Faces de um Crime

As Duas Faces de um Crime (Primal Fear, EUA, 1996) – Nota 7,5
Direção – Gregory Hoblit
Elenco – Richard Gere, Laura Linney, Edward Norton, John Mahoney, Alfre Woodard, Frances McDormand, Terry O’Quinn, Andre Braugher, Maura Tierney, Steven Bauer, Joe Spano, Tony Plana, Stanley Anderson, Jon Seda.

O esperto advogado de defesa Martin Vail (Richard Gere) vê no assassinato do Bispo Rushman (Stanley Anderson) a chance de vencer novamente a promotoria, onde ele trabalhou anteriormente e teve um romance com a promotora designada para o caso (Laura Linney). Com isso resolve defender gratuitamente o suspeito Aaron Stanpler (Edward Norton).

Dizendo não se importar se seus clientes são culpados ou inocentes, Martin acaba se apegando a Aaron e acredita na sua história, que irá resvalar em negociatas de poderosos, entre outras sujeiras, além de uma interessante reviravolta final.

Bom suspense sobre justiça e poder, que trás uma grande interpretação de Edward Norton, que lhe valeu a indicação ao Oscar de Coadjuvante mesmo sendo apenas sua estréia no cinema.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Volta ao Mundo em 80 dias (1956 e 2004)

Desta vez estou escrevendo sobre duas adaptações para o cinema do clássico de Jules Verne. A primeira e original é um clássico vencedor do Oscar e recente refilmagem é um longa com a cara do astro Jackie Chan. Diversões diferentes, para públicos diferentes.

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (Around the World in Eighty Days, EUA, 1956) – Nota 8
Direção – Michael Anderson
Elenco – David Niven, Cantinflas, Shirley MacLaine, Robert Newton, Joe E. Brown, Noel Coward, John Gielgud, Cedric Hardwicke, John Carradine, Marine Carol, Marlene Dietrich, Cesar Romero, Ava Gardner, Charles Boyer, Peter Lorre, Trevor
Howard, Frank Sinatra.

O milionário Phileas Fogg (David Niven) é um sujeito extremamente pontual e freqüentador de um clube da elite inglesa. Durante uma discussão, ele afirma que poderá dar a volta ao mundo em oitenta dias com os meios de transporte da época, o que é rechaçado pelos companheiros de clube e daí surge uma aposta. Phileas começa a viagem e leva consigo seu criado Passespartout (Cantinflas) e juntos viajarão por Espanha, Indía, China e EUA, enfrentandos os perigos destes países e ainda a perseguição do Inspetor Fix (Robert Newton), que suspeita que Fogg foi o responsável pelo roubo ao Banco da Inglaterra.

Este bom filme de aventura foi a surpresa do Oscar na época, ao vencer cinco prêmios, entre eles de Melhor Filme derrotando clássicos como “Os Dez Mandamentos” e “Assim Caminha a Humanidade”. O interesse da história está em mostrar diversas partes do mundo e fazer a dupla principal participar de situações sobre a cultura do país, como as touradas na Espanha ou velho oeste nos EUA.

Um ótima adaptação do livro Jules Verne e com boas atuações do inglês David Niven e do grande astro mexicano Cantinflas.

A Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in 80 Days, EUA, 2004) – Nota 7
Direção – Frank Coraci
Elenco – Jackie Chan, Steve Coogan, Cécile de France, Jim Broadbent, Ian McNeice, Karen Mok, Ewen Bremmer, Arnold Schwarzenegger, Maggie Q, Sammo Hung, Rob Schneider, Frank Coraci, Luke Wilson, Owen Wilson, Mark Addy, John Cleese, Will Forte, Kathy Bates.

O inventor inglês Phileas Fogg (Steve Coogan) é desafiado pelo Ministro da Ciência (Jim Broadbent) a dar a volta ao mundo em 80 dias e aceita, levando consigo Passepartout (Jackie Chan), um chinês que roubou um objeto do Banco da Inglaterra e se passa por francês para fugir da polícia e de um grupo de vilões que querem o objeto de volta. Este é o início de uma viagem que passará por Paris, onde a bela Monique La Roche (Cécile de France) se junta dupla e segue pela Turquia, Índia, China e EUA, até voltar ao Reino Unido.

Baseado livremente no livro de Jules Verne, a história foi remontada para ter o personagem de Chan como principal, criando um gancho para trocar a nacionalidade e diferente da versão de Michael Anderson, aqui o ponto principal é a ação ao estilo Jackie Chan, como muitas lutas e coreografias extremamente bem feitas, mas que foge ao espírito do livro.

Outros destaques são as participações especiais de vários astros, como Schwarzenegger no papel de um rei, os irmãos Wilson no papel dos Irmãos Wright (inventores do avião) e outros como Sammo Hung, Rob Schneider e John Cleese.

O filme perde em relação ao original no roteiro remendado, na direção de Frank Coraci (sujeito que dirigiu os piores filmes de Adam Sandler) e no perdido e apagado Steve Coogan como Phileas Fogg, que não chega aos pés do grande David Niven.

No geral, é um filme legal para quem gosta de Jackie Chan, mas sem maiores pretensões.