quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Brown Bunny


Brown Bunny (The Brown Bunny, EUA / Japão / França, 2003) – Nota 4
Direção – Vincent Gallo
Elenco – Vincent Gallo, Chloe Sevigny, Cheryl Tiegs, Elizabeth Blake, Anna Vareschi.

A polêmica causada em virtude de um cena de sexo oral da atriz Chloe Sevigny em Vincent Gallo é maior que a qualidade do filme. 

O longa divide opiniões, alguns adoram a melancolia e o sofrimento do personagem de Gallo, outros odeiam, principalmente a cena explícita que é vista como gratuita e exagerada. A cena em si estava no roteiro do diretor/ator/produtor e com coragem foi aceita por Chloe Sevigny, tendo até sentido em relação a história, mas acredito que ela foi criada apenas com o intuito de chocar e chamar a atenção para conseguir um público maior. 

Fora isso e algumas análises filosóficas de parte da crítica para explicar a história, o filme é extremamente chato, um road movie com um ritmo lento onde praticamente não acontece nada durante mais de uma hora. Além disso o personagem de Vincent Gallo é exagerado na depressão, ele murmura poucas palavras durante o filme, muitas vezes de cabeça baixa, o que chega a ser irritante. 

Eu gostei apenas de dois detalhes: Da fotografia nas cenas das estradas, onde o espectador acompanha diferentes locais, alguns com um beleza própria e da bela e melancólica trilha sonora, que acompanha bem a depressiva jornada do personagem principal. 

A história é simples, Vincent Gallo é Bud Clay, um motociclista que após disputar uma corrida atravessa os EUA para chegar na Califórnia onde pretende encontrar sua amada Daisy (Chloe Sevigny) e pelo caminho cruza com três mulheres diferentes, todas com nomes de flor e ainda visita os pais de Daisy (margarida em inglês, outra flor), que moram em uma casa ao lado da sua quando criança e em frente a um cemitério. Estes pequenos detalhes e o coelho que a mãe de Daisy tem casa fazem a alegria dos fãs do filme que cultuam a jornada do sujeito, mas infelizmente não entrei no clima e posso resumir o trabalho como um pretensioso exercício narcisista de Vincent Gallo.

8 comentários:

Roberto F. A. Simões disse...

Desta vez não estamos de acordo. Acho-o um filme belíssimo e muito bem feito. De uma sensibilidade fora de série.

Cumps.
Roberto Simões
» CINEROAD - Há 2 Anos na Estrada do Cinema «

alan raspante. disse...

Ainda não vi este Hugo, pra ser sincero nem sabia de sua existência, mas ao meu ver, eu posso gostar do filme. Gosto de road movies, e filmes com uma extrema "melancolia" hahaha. Enfim, vou tentar vê-lo!

Abs.

M. disse...

Oi Hugo!!!!! Obrigada por sua visita ao meu blog. Também te linkei. Um abraço e ótimo dia.

Hugo disse...

Roberto - Fique a vontade para discordar. Como escrevi na resenha, não consegui entrar no clima da história.

Alan - Tb gosto de road movies, mas este é muito chato.

M - Valeu.

Abraço a todos

vitor silos disse...

Eu conheço essa polêmica, mas nunca vi esse filme.
Toda essa história de sexo explícito me lembrou 9 Canções.

Vitor Silos
www.volverumfilme.blogspot.com

Hugo disse...

Vitor - Estou curioso para assistir "9 Canções" e acredito que seja melhor que este "Brown Bunny".

Abraço

Hugo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

a Chloe demosntra todo o seu talento vocalico na famosa cena pornografica desse filme! essa garota tem um grande talento e futuro na industria pornô americana! Marcos Punch.