domingo, 31 de maio de 2009

Bombas - Parte V - Filmes Brasileiros

Voltando a sessão Bombas, desta vez estou postando resenhas sobre seis filmes brasileiros que são exemplos de como não ser fazer cinema e alguns deles com elenco de nomes conhecidos, mas feitos antes da retomada do cinema nacional na segunda metade dos anos noventa, com apenas uma exceção, que por sinal é péssima.

O Efeito Ilha (Brasil, 1994) – Nota 3
Direção – Luís Alberto Pereira
Elenco – Luís Alberto Pereira, Antônio Calloni, Ligia Cortez, Vera Zimmerman, Denise Fraga, Perry Sales, José Rubens Chachá, Jandir Ferrari, Sérgio Mamberti, Elias Andreato.
Este filme foi dirigido e estrelado por Luís Alberto Pereira, que interpreta um técnico de televisão que acaba sendo vítima de um estranho acontecimento: Sua imagem é transmitida para todos os canais de TV o dia inteiro. O filme foca em personagens estranhos que interagem em frente a TV enquanto o estranho personagem passa o ser o único programa. Esta absurda mistura de ficção e comédia tem este título em virtude do personagem principal ser chamar William, daí o “Efeito William ou Ilha”.

Os Amantes da Chuva (Brasil, 1979) – Nota 5
Direção – Roberto Santos
Elenco – Bete Mendes, Helber Rangel, Beatriz Segall, Lilian Lemmertz.
Um casal (Bete Mendes e Helber Rangel) se apaixonam e cada vez que se encontram chove. Descobertos pela mídia são levados para TV como “Os Amantes da Chuva”, mas a partir daí seus encontros não mais fazem chover e até o amor parece dinimuir. A interessante história é baseada num livro, porém a realização tem a cara dos anos setenta, estranha e datada.

Bonitinha mas Ordinária (Brasil, 1981) – Nota 4
Direção – Braz Chediak
Elenco – Lucélia Santos, Vera Fischer, José Wilker, Milton Moraes, Carlos Kroeber.
O jovem Edgar (José Wilker) chega de Minas Gerais e vai trabalhar num empresa do Dr. Werneck (Carlos Kroeber) que faz um oferta ao jovem: Se casar com sua filha Maria Cecília (Lucélia Santos) que foi violentada por quatro homens. A princípio Edgar reluta pois ama Ritinha (Vera Fischer), mas acaba aceitando sem conhecer a verdadeira história. Esta adaptação de um conto de Nelson Rodrigues foca apenas nas cenas de erotismo e mais nada.

Perdoa-me por me Traíres (Brasil, 1980) – Nota 5,5
Direção – Braz Chediak
Elenco – Vera Fischer, Nuno Leal Maia, Rubens Correa, Lidia Brondi, Sadi Cabral, Jorge Dória, Angela Leal, Anselmo Vasconcelos, Zaira Zambelli.
Mais um conto de Nelson Rodrigues dirigido sem muita qualidade por Braz Chediak. Aqui a adolescente Glorinha (Lidia Brondi) decide se prostituir, mas acaba sendo resgatada por um tio (Rubens Correa) que contará a verdade sobre o suicídio da mãe. Enquanto isso em flashback é contada a história dos pais de Glorinha (Vera Fischer e Nuno Leal Maia) e a relação de ciúme doentio do marido que levara à tragédia.

Rio Babilônia (Brasil, 1982) – Nota 5
Direção – Neville D’Almeida
Elenco – Jardel Filho, Joel Barcelos, Christiane Torloni, Norma Bengell, Denise Dumont, Pedro Aguinaga, Tania Boscoli, PauloVillaça.
O relações públicas Marciano (Joel Barcelos) e contratado para recepcionar o poderoso industrial Liberato (Jardel Filho) e enquanto participa de festas e orgias, acaba se envolvendo com a jornalista Vera (Christiane Torloni) e descobre que o industrial é na verdade o traficante internacional de ouro conhecido com Mr. Gold. O filme tem a cara do cinema nacional da época, um fiapo de história policial recheada com cenas eróticas protagonizadas pelas desinibidas Christiane Torloni e Denise Dumont.

Fica Comigo (Brasil, 1998) – Nota 3
Direção – Tizuka Yamasaki
Elenco – Antonio Fagundes, Vitor Hugo, Lucia Alves, Luciana Rigueira, Tereza Seiblitz.
A história foca no drama entre CH (Antonio Fagundes) e sua filha adotiva (Luciana Rigueira). Ele que trabalha em uma atividade ilegal e ela uma garota rebelde. A diretora Tizuka Yamazaki teve alguma fama quando fez o drama Gaijin em 1980, mas aqui já estava na fase em que dirigia filmes da Xuxa e Renato Aragão pós-Trapalhões. Dá para imaginar o resultado.

sábado, 30 de maio de 2009

Cartas de Iwo Jima

Cartas de Iwo Jima (Letters from Iwo Jima, EUA, 2006) – Nota 8,5
Direção – Clint Eastwood
Elenco – Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ihara, Ryo Kase, Shidou Nakamura, Hiroshi Watanabe.

A versão do lado japonês para a Batalha de Iwo Jima é contada com maestria pelo grande Clint Eastwood, que coloca como personagem principal o General Kuribayashi (Ken Watanabe) que chega na ilha um pouco antes da chegada do exército americano, sendo praticamente enganado pelos superiores que já sabiam que seria um batalha perdida, encontrando soldados esgotados, com fome e muitos doentes em virtude da péssima água do local. Mesmo assim o General tenta fazer com que seus soldados lutem com honra até o final, porém sendo contra os ataques suicidas, o que o faz entrar em conflito com alguns de seus subordinados.

O filme acompanha também a saga do soldado Saigo (Kazunari Ninomiya), um padeiro que foi forçado a ir para guerra e deixou a esposa grávida no Japão. Sendo ele um homem de paz, não aceita o massacre que está por vir e muito menos vê alguma honra em morrer pelo país, o que ele quer na verdade e tem coragem de lutar é para viver.

O resultado é um grande drama de guerra, com ótimas atuações de Watanabe e Ninomiya, além das competentes cenas de batalha e a história que tenta mostrar a estupidez da guerra e principalmente desta batalha por um ilha em que nem mesmo a água servia para beber.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Syriana

Syriana (Syriana, EUA, 2005) – Nota 8
Direção – Stephen Gaghan
Elenco – George Clooney, Matt Damon, Jeffrey Wright, Chris Cooper, Christopher Plummer, Amanda Peet, Alexander Siddig, Robert Foxworth, William Hurt, David Clennon, Peter Gerety, Jayne Atkinson, Thomas McCarthy, Jamey Sheridan, Tim Blake Nelson.

O veterano agente da CIA Robert Baer, conhecido como Bob (George Clooney) é o cara que faz os serviços sujos, como por exemplo se passar por traficante de armas e explodir uma bomba para matar terroristas, porém começa a ser deixado de lado e percebe que a politicagem está falando mais alto do que a espionagem dentro da CIA.

Ao mesmo tempo o analista de investimentos Bryan Woodman (Matt Damon) perde um filho, mas consegue um emprego milionário para assessorar o Princípe Nasir (Alexander Siddig) que briga com o irmão para herdar o Emirado do pai, onde o petróleo é o grande produto de exportação.

Por trás de tudo isso temos a disputa política para a fusão de duas companhias de petróleo, lideradas cada uma por um executivo sem escrúpulos (Chris Cooper e Peter Gerety) que pretendem investir na extração de petróleo no Oriente Médio e um investigador político ambicioso (Jeffrey Wright) trabalhando para um poderoso (Christopher Plummer) que pretende encontrar um bode expiatório para manter suas negociatas aparentemente limpas.

Este emaranhado de personagens e interesses desenvolvem uma história que mostra toda a corrupção da indústria do petróleo, que tem apoio do governo americano e as terríveis consequências que ela trás, como a exploração dos pobres, que em países do Oriente Médio que podem gerar o terrorismo. O filme não diz em que país se passa a história, mas o título indica que seja a Síria.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Mais Velozes, Mais Furiosos

Mais Velozes, Mais Furiosos (2 Fast 2 Furious, EUA, 2003) – Nota 5,5
Direção – John Singleton
Elenco – Paul Walker, Tyrese Gibson, Eva Mendes, Cole Hauser, Chris “Ludacris” Bridges, Thom Barry, James Remar, Devon Aoki, Amaury Nolasco, Michael Ealy, Mark Boone Junior.

Nesta sequência de “Velozes e Furiosos”, o ex-policial Brian O’Conner (Paul Walker) vive disputando corridas de ruas clandestinas, até que o FBI (entre os agentes está a bela Eva Mendes) o prende e exige que ele se infiltre na gangue de Carter Verone (um canastrão Cole Hauser) para ajudar a prende-lo. Brian acaba aceitando, mas obriga que chamem para ser seu parceiro o amigo delinquente Roman Pearce (Tyrese Gibson), que a princípio brigam por uma desavença do passado, mas logo se acertam.

Esta fraca sequência usa um fiapo de história para mostrar diversas sequências de perseguição, algumas extremamente forçadas e com cara de videogame, além disso o elenco parece estar se divertindo apenas, sem preocupação alguma com as interpretações.

É uma pena, pois o original era até ser ponto sério e interessante, mas está sequência joga por água abaixa a franquia e além disso deixa a sensação que o diretor John Singleton deixou o talento no passado, pois depois de bons filmes como “Os Donos da Rua” e “O Massacre de Rosewood”, ele mudou o rumo de sua carreira para filmes populares mais preocupados com o estilo do que com a história, vide também a fraca nova versão de “Shaft” que ele dirigiu.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Justiça a Qualquer Preço

Justiça a Qualquer Preço (The Flock, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Andrew Lau
Elenco – Richard Gere, Claire Danes, KaDee Strickland, Ray Wise, Russell Sams, Avril Lavigne, Matt Schulze.

Richard Gere é Erroll Babage, um funcionário da Secretária de Segurança encarregado de fiscalizar a vida de criminosos sexuais que cumpriram pena e hoje estão em liberdade. Veterano e cumprindo os últimos dias do emprego, ele é incumbido de treinar a jovem Allison (Claire Danes) para substituí-lo, porém atormentado por um caso pendente e cansado de ouvir mentiras dos criminosos, ele utiliza métodos próprios para pressiona-los a falar a verdade sobre suas vidas e no resto de seu tempo coleciona notícias sobre crimes para analisar se algum daqueles que ele vigia teve alguma participação.

O bom Richard Gere faz bem o papel do sujeito obcecado para resolver seus casos, podendo chegar ao extremo a qualquer momento, além da bela Claire Danes que também dá conta do recado como a novata assustada com a realidade de seu novo trabalho.

O filme é dirigido pelo chinês Andrew Lau que fez o ótimo “Conflitos Internos”, o original que gerou a refilmagem de Scorsese “Os Infiltrados”.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Homem de Palha

O Homem de Palha (The Wicker Man, Inglaterra, 1973) – Nota 7
Direção – Robin Hardy
Elenco – Edward Woodward, Britt Ekland, Christopher Lee, Diane Cilento, Ingrid Pitt, Aubrey Morris.

Um garota desaparece e um investigador, o Sargento Howie (Edward Woodward), escocês e católico praticante vai até uma ilha isolada na Escócia descobrindo um local dominado por uma estranha seita liderada por Lord Summerisle (Christopher Lee), que prega a liberdade sexual e culta a fertilidade. Sendo moralista, o Sargento terá de se esquivar das belas e sensuais personagens interpretadas por Britt Ekland, Diane Cilento e Ingrid Pitt, além de tentar descobrir o que aconteceu com a garota desaparecida.

Este interessante misto de policial e terror, toca no tema da religião e do moralismo e tem como ponto principal o roteiro do dramaturgo Anthony Shaffer, que teve a idéia de escrever um longa diferente dos filmes de terror feitos na época pela produtora inglesa Hammer, que usava artifícios clássicos com sombras, portas fechando sozinhas e barulhos estranhos para assustar e acertou no roteiro, criando uma história bem diferente.

O longa foi refilmado em 2006 nos EUA como “O Sacrifício”, com Nicolas Cage no papel principal e foi um grande fracasso.

domingo, 24 de maio de 2009

O Homem da Máfia

O Homem da Máfia (Wiseguy, EUA, 1987 a 1990)
Direção – Rod Holcomb (Episódio Piloto)
Criadores – Stephen J. Cannell e Frank Lupo
Elenco – Ken Wahl, Jonathan Banks, Ray Sharkey, Jim Byrnes, Gianni Russo, Robert Miranda, Jessica Steen.

Este seriado que fez sucesso no final da década de oitenta tinha como personagem principal o agente do FBI Vinnie Terranova (Ken Wahl) que era recrutado por seu superior Frank McPike (Jonanthan Banks) para se infiltrar na quadrilha do mafioso Sonny Steelgrave (Ray Sharkey) para conseguir provas que pudessem prende-lo e desmantelar a quadrilha.

Um dos pontos altos da série era a história contínua, que prendia a atenção do espectador e muitas vezes mostrava Vinnie em situações que colocavam em cheque sua moral e ao mesmo tempo que não poderia entregar seu disfarce.

A série durou 4 temporadas e teve participação de gente como Tim Curry, Stanley Tucci, Michael Chiklis, Steven Bauer e uma super especial, o comediante Jerry Lewis em um dos poucos papéis sérios de sua carreira apareceu em 5 episódios interpretando outro chefão mafioso.

O ator principal Ken Wahl tinha feito alguns papéis no cinema, sendo seu mais importante o de parceiro de Paul Newman no policial “Forte Apache: Bronx” e apesar da fama que conquistou com a série, não conseguiu se firmar na carreira e seu último filme foi um longa sobre a série feito em 1996.

sábado, 23 de maio de 2009

21 Gramas

21 Gramas (21 Grams, EUA, 2003) – Nota 7,5
Direção – Alejandro Gonzalez Iñarritu
Elenco – Sean Penn, Naomi Watts, Benicio Del Toro, Danny Huston, Charlotte Gainsbourg, Melissa Leo, John Rubinstein, Eddie Marsan, Clea Duvall, Annie Corley, Catherine Dent.

Neste drama pesado, o diretor mexicano Iñarritu e o roteirista Guillermo Arriaga (a mesma dupla de “Babel”) contam a história de alguns personagens atormentados por tragédias e erros em que as vidas se cruzam em virtude do destino.

O professor Paul (Sean Penn) em crise no casamento com Mary (Charlotte Gainsbourg) precisa de um transplante de coração que virá em virtude do atropelamento e morte de Michael (Danny Huston) e suas duas filhas, deixando viúva e completamente perdida na vida Cristina (Naomi Watts). O motorista culpado pelo acidente é o ex-presidiário e hoje religioso fervoroso Jack (Benicio Del Toro), que também tem esposa (Melissa Leo) e um casal de filhos.

Contada de modo fragmentada, com idas e vindas para o passado e o presente, a história é triste e deprimente em vários momentos, deixando a mensagem de que não podemos controlar nosso destino.

Como destaque temos as boas interpretações de todo o elenco, inclusive com Naomi Watts e Benicio Del Toro concorrendo ao Oscar naquele ano.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Diabo a Quatro

O Diabo a Quatro (Duck Soup, EUA, 1933) – Nota 8
Direção – Leo McCarey
Elenco – Groucho Marx, Harpo Marx, Chico Marx, Zeppo Marx, Margaret Dumont, Louis Calhern, Raquel Torres.

No fictício país de Freedonia, a aristocrata Mrs. Teasdale (Margareth Dumont) ajuda a nomear Rufus T. Firefly (Groucho Marx) como novo líder e este totalmente maluco cria um grande confusão com Mr. Trentino (Louis Calhern), Embaixador de Sylvania, que a princípio contrata outros dois malucos (Harpo e Chico Marx) para espionar o inimigo, mas na realidade estes apenas causam mais confusão e ajudam a iniciar um guerra entre os dois países.

Esta história insana é apenas um pretexto para uma sucessão de gags a cargo da dupla Harpo e Chico, o primeiro que não falava uma palavra sequer e sempre com um sorriso no rosto cria cenas engraçadíssimas com objetos e o segundo com seu jeito malandro sempre tenta enganar alguém, tudo isso combinado com as piadas que saem incessantemente da boca de Groucho Marx, que com seu bigodão e sempre com um charuto na mão, dispara sua metralhadora verbal principalmente contra a personagem de Margareth Dumont, que por sinal é usada como escada pelos irmãos Marx em vários filmes. O quarto irmão Zeppo é apenas uma figura decorativa, que participa das cenas musicais e também serve de escada para os irmãos.

Apesar das novas gerações não conhecerem os irmãos Marx, seus filmes são todos hilários e recheados de piadas do início ao fim. Para quem já viu vale rever e para quem não conhece e gosta do gênero, torna-se obrigatório conferir

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Kill Bill

Kill Bill: Vol. 1 (Kill Bill: Vol. 1, EUA, 2003) – Nota 6
Direção – Quentin Tarantino
Elenco – Uma Thurman, Lucy Liu, Vivica A. Fox, Daryl Hannah, David Carradine, Michael Madsen, Julie Dreyfus, Chiaki Kuriyama, Sonny Chiba, Gordon Liu, Michael Parks, Michael Bowen.

Kill Bill: Vol 2 (Kill Bill: Vol. 2, EUA, 2004) – Nota 6
Direção – Quentin TarantinoElenco – Uma Thurman, David Carradine, Michael Madsen, Lucy Liu, Daryl Hannah, Vivica A. Fox, Gordon Liu, Michael Parks, Bo Svenson, Samuel L. Jackson.

Tenho certeza que serei bombardeado de críticas, mas não posso mentir quanto a minha opinião sobre “Kill Bill”. Por mais elogiado que o filme tenha sido pela crítica e grande parte do público e eu mesmo sendo fã de Tarantino, não consegui entrar na brincadeira e no espírito do longa. A história da noiva (Uma Thurman) que no dia do casamento é atacada e quase assassinada dentro da igreja pelo noivo (David Carradine) e suas três capangas (Lucy Liu, Vivica A. Fox e Daryl Hannah), sobrevive e se prepara para vingança, tem a cara das histórias do diretor, bebendo na fonte dos filmes de Kung Fu dos anos setenta, inclusive dando papéis para o chinês Gordon Liu que faz o treinador da noiva e o japonês Sonny Chiba, astros deste tipo de filme, porém o resultado não me agradou e nem mesmo as violentas e sangrentas cenas de luta, que na minha opinião beiram a caricatura.

De Tarantino não assisti apenas “À Prova de Morte”, porém gostei de todas as suas obras, até mesmo do criticado “Jackie Brown” e principalmente de “Pulp Fiction”, que com certeza entraria na minha lista dos melhores filmes que assisti, mas infelizmente “Kill Bill” me decepcionou.

terça-feira, 19 de maio de 2009

88 Minutos

88 Minutos (88 Minutes, EUA, 2007) – Nota 6,5
Direção – Jon Avnet
Elenco – Al Pacino, Alicia Witt, Leelee Sobieski, Amy Brenneman, William Forsythe, Debora Kara Unger, Benjamin McKenzie, Neal McDonough, Leah Cairns, Brendan Fletcher.

O psicanalista forense Dr. Jack Gramm (Al Pacino) é um sujeito bem sucedido que trabalha para o FBI, mas também é chegado a noitadas e bebidas, sendo que após acordar na cama de uma bela garota (Leah Cairns), recebe a notícia de que mais crime foi cometido da mesma maneira que agia o criminoso Jon Forster (Neal McDonough), que está no corredor da morte esperando execução. Ao mesmo tempo Jack é professor em uma universidade e lá recebe uma ligação dizendo que ele tem apenas 88 minutos de vida. Analista ao extremo ele começa a investigar seus alunos e as pessoas próximas para saber quem o está ameaçando.

O ponto de partida deste suspense é muito interessante, porém o desenrolar deixa a desejar, começando pela trilha sonora que acompanha o personagem de Pacino, que não combina em nada com o gênero suspense e o roteiro que apresenta vários personagens sem se aprofundar em nenhum até chegar a um final no mínimo forçado. É uma pena, pois apesar destes detalhes sempre vale a pena ver Pacino, que aqui novamente cria um personagem forte e interessante.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A História de um Soldado

Filme Assistido nº 235
A História de um Soldado (A Soldier´s History, EUA, 1984) – Nota 7,5
Direção – Norman Jewison
Elenco – Howard E. Rollins Jr, Adolph Caesar, Dennis Lipscomb, Art Evans, Denzel Washington, Larry Riley, David Alan Grier, Wings Hauser, Patti LaBelle, Larry Riley, Robert Townsend, William Allen Yong, Scott Paulin, John Hancock, Trey Wilson.

O orgulhoso oficial negro Capitão Davenport (Howard E. Rollins Jr) é designado para investigar o brutal assassinato de um condecorado sargento (Adolph Caesar) dentro de um quartel no Estado da Louisiana. A princípio ele é levado a crer que a vítima era um grande homem e líder, porém durante a investigação ele vai descobrindo que o sargento, apesar de ser negro, tratava seus comandados da mesma cor com discriminação e racismo, abusava da bebida e ainda era uma espécie de capataz a serviço dos oficiais brancos que estavam acima dele na hierarquia.

Este interessante drama racial toca na ferida da discriminação entre pessoas da mesma raça e tem como destaques, o elenco quase todo negro, inclusive Denzel Washington ainda jovem em papel de coajudvante, além da direção do veterano Jewison que fez outros bons filmes como “Feitiço da Lua”, “A Mesa do Diabo” e “The Hurricane”.

O filme concorreu a três prêmios Oscar, de Melhor Filme, Roteiro e Ator Coadjuvante com Adolph Caesar.

domingo, 17 de maio de 2009

A Históra Sem Fim - A Trilogia

A História Sem Fim (The Neverending Story, EUA / Alemanha, 1984) – Nota 7,5
Direção – Wolfgang Petersen
Elenco – Noah Hathaway, Barret Oliver, Gerald McRaney, Patricia Hayes, Deep Roy, Moses Gunn, Tami Stronach.

A História Sem Fim II (The Neverending Story II: The Next Chapter, EUA, 1990) – Nota 6
Direção – George Miller
Elenco – Jonathan Brandis, Kenny Morrison, Clarissa Burt, John Wesley Shipp.

A História Sem Fim III (The Neverending Story III, EUA, 1994) – Nota 4
Direção – Peter MacDonald
Elenco – Jason James Richter, Melody Kay, Jack Black, Freddie Jones.

O garoto Bastian (Barret Oliver) sempre que algo o entristece, como a recente morte da mãe e as brigas na escola, fazem com que ele se refugie em sua imaginação e sonhe, até que um dia numa destas fugas ele se refugia em uma livraria e começar a ler o livro “A História Sem Fim”, onde em um reino de fantasia a imperatriz menina (Tami Stronach) está doente e caso ela morra toda aquele reino maravilhoso morrerá junto, porém apenas ele e o guerreiro Atreyu (o também garoto Noah Hathaway) poderão salva-la e ainda tendo a ajuda de algumas criatuas fantásticas.

Esta fantasia foi dirigida por Wolfgang Petersen antes deste desembarcar de vez em Hollywood e acaba encantando a todos, com suas criaturas fantásticas, efeitos especiais de primeira para época e bela história baseada num livro do alemão Michael Ende. O filme foi grande sucesso de bilheteria e rendeu duas continuações.

Nesta continuação o garoto Bastian (Jonathan Brandis) após descobrir que tem medo de mergulhar, foge novamente para a livraria do filme anterior e ao começar a ler “A História Sem Fim”, descobre que o reino de fantasia precisa novamente da sua ajuda e do guerreiro Atreyu (Kenny Morrison) para a derrotar uma feiticeira (Clarissa Burt) que deseja apagar a memória e a imaginação dos seres daquele reino.

Sem a magia do original, com os mesmos personagens intrepretados por um elenco completamente novo e tendo como diretor George Miller (não confundir com o australiano homônimo que fez “Mad Max”) um especialista em filmes para TV, o resultado final é apenas uma sessão da tarde descompromissada.

Este terceiro episódio é sem dúvida o mais fraco da série. Aqui o garoto Bastian (Jason James Richter da trilogia “Free Willy”) após ser atormentado por garotos na escola novamente se refugia no livro “A História Sem Fim”, porém o livro acaba caindo na mão de uns dos garotos que o atacaram (vivido por Jack Black, ele mesmo de “King Kong”), que começa a rabisca-lo e a criar novas histórias, o que faz com alguns seres do reino da fantasia saiam das páginas para aparecer em várias partes dos EUA, o que força Bastian a retornar para reaver o livro e salvar o reino novamente.

Provavelmente para diminuir gastos, resolveram focar a ação deste filme no nosso mundo e pouco mostrar o reino da fantasia, além disso em nada ajuda a direção pesada de Peter McDonald, que tem no currículo o trabalho de câmera e diretor de segunda unidade em vários filmes famosos, geralmente para cenas de ação e como diretor solo fez filmes como “Rambo III” com Stalllone e “Legionário” com Van Damme, ou seja, não seria o cara certo para dirigir um filme sobre fantasia.

sábado, 16 de maio de 2009

Vingança

Vingança (Wake of Death, EUA, 2004) – Nota 5,5
Direção – Philippe Martinez
Elenco – Jean Claude Van Damme, Simon Yan, Philip Tan, Valerie Tian, Lisa King.

Aqui Van Damme é um leão-de-chácara que resolve abandonar a profissão para dedicar mais tempo a esposa (Lisa King) e ao filho. Até que um dia sua esposa que trabalha na imigração resolve acolher uma garotinha oriental que chegou clandestina ao país (Valerie Tian), porém ela não imagina que a garota é filha de um mafioso (Simon Yan) que virá ao seu encalço.

Mais uma vez Van Damme tentou dar a volta por cima, fazendo este filme que mistura muita violência e situações em família, porém o diretor tentou mostrar um estilo, utilizando jogos de luzes e cenas em câmera lenta que deixaram o filme com altos e baixos, sem se decidir pelo drama ou pela ação.

Como curiosidade, a Los Angeles mostrada no filme na realidade é uma cidade na África do Sul.

Com certeza Van Damme já fez filmes melhores.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Hotel Ruanda

Hotel Ruanda (Hotel Rwanda, EUA / Itália / África do Sul, 2004) – Nota 8,5
Direção – Terry George
Elenco – Don Cheadle, Sophie Okonedo, Nick Nolte, Joaquin Phoenix, Jean Reno, Fana Mokoena, Hakeem Kae-Kazim, David O’Hara.

Ruanda, 1994: Paul Rusesabagina (Don Cheadle) é o sub-gerente de um hotel cinco estrelas em Kigali, capital de Ruanda, pouco antes de estourar uma guerra civil entre Tutsis e Hutus. A princípio ele acredita que os países desenvolvidos e a ONU irão enviar tropas para intervir, porém assim que começa a guerra, ele é obrigado a se abrigar no hotel com sua família e os vizinhos. O problema aumenta quando os estrangeiros que estão hospedados no hotel são retirados pelas tropas internacionais e deixam os moradores locais à mercê da mílicia Hutu que pretende matar todos os Tutsis do país e aqueles que os ajudarem. A partir daí Paul usará todos os seus contatos e tudo de valor que estiver a seu alcance para salvar os refugiados que estão escondidos no hotel.

Este história real lembra muito “A Lista de Schindler”, onde uma pessoa comum acaba se tornando um herói em virtude do destino e tem na interpretação de Don Cheadle um dos pontos altos do filme, apesar de que todo o elenco está muito bem, como a sul-africana Sophie Okonedo que faz o papel sua esposa e de Nick Nolte no papel do oficial da ONU que se sente impotente frente a tanta violência e com o poder limitado.

O filme vale ainda para conhecer o porquê da guerra civil em Ruanda e como aconteceu a divisão entre Tutsis e Hutus, fato este ocorrido quando a Bélgica colonizou o país e criou uma elite, os Tutsis, que serviram de apoio ao país europeu e apesar de ser uma minoria, por muitos anos oprimiu o povo Hutu, o que gerou um grande ódio, porém quando foi eleito um presidente Hutu que assinou um acordo de paz entre os grupos, este acabou assassinado, sendo este fato o estopim para a sangrenta guerra civil que durou cerca de 100 dias e deixou 1.000.000 de mortos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Velozes e Furiosos

Velozes e Furiosos (The Fast and the Furious, EUA, 2001) – Nota 7
Direção – Rob Cohen
Elenco – Paul Walker, Vin Diesel, Michelle Rodriguez, Jordana Brewster, Rick Yune, Ted Levine, Chad Lindberg, Johnny Strong, Matt Schulze, Ja Rule.

O policial Brian O’Conner (Paul Walker) é escolhido para se infiltrar na gangue de Dominic Toretto (Vin Diesel), que disputa corridas de rua ilegais e ainda são suspeitos de roubo de produtos eletrônicos. A princípio Brian tenta fazer seu trabalho, mas aos poucos vai sendo seduzido pela vida fácil, cheia de carrões e adrenalina, sendo que ainda se envolve com Mia (Jordana Brewster), irmã de Dominic, o que o fará balançar sua cabeça na hora de completar a missão.

A história é o clichê do policial disfarçado que acaba gostando da vida de bandido, porém tem a favor as boas sequências de perseguição de carros e para os aficcionados, um desfile de carros turbinados.

Este filme transformou Vin Diesel em astro e ainda tem a participação da esquentada Michelle Rodriguez (a Ana Lucia de “Lost”).

É uma boa diversão para quem gosta do gênero.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Histórias de Fantasmas

Filme Assistido nº 234
Histórias de Fantasmas (Ghost Story, EUA, 1981) – Nota 6
Direção – John Irvin
Elenco – Fred Astaire, Melvyn Douglas, Douglas Fairbanks Jr, John Houseman, Craig Wasson, Patricia Neal, Alice Krige, Miguel Fernandes, Ken Olin.

Este horror a moda antiga conta quatro veteranos atores na época e hoje todos falecidos (Astaire, Douglas, Fairbanks e Houseman), como integrantes de um clube que se reúne para contar histórias de terror, nem sempre verdadeiras.

Ao mesmo tempo somos apresentados a Don (Craig Wasson), filho do personagem de Douglas Fairbanks, que ao se deparar com uma mulher com aparência de morta-viva, acaba se suicidando pulando de um edíficio. Isto fará com que seu irmão gêmeo David (Craig Wasson também) desconfie de que tenha sido um assassinato e comece a investigar, principalmente após os velhos integrantes do grupo começarem a morrer misteriosamente.

O destaque fica por conta do clima estilo filme de terror dos anos sessenta e de uma jovem Alice Krige no papel da mulher fantasma, aqui começando a interpretar personagens soturnas, que repetiria em filmes como “Sonâmbulos”, “Reino de Fogo” e “Terror em Silent Hill”.

domingo, 10 de maio de 2009

Uma História Americana

Filme Assistido nº 233
Uma História Americana (The Long Walk Home, EUA, 1990) – Nota 7
Direção – Richard Pearce
Elenco – Sissy Spacek, Whoopi Goldberg, Dwight Schultz, Ving Rhames, Dylan Baker, Erika Alexander.

Na década de cinquenta no Estado do Alabama, a empregada negra Odessa (Whoopi Goldberg) trabalha para o casal Norman e Miriam (Dwight Schultz e Sissy Spacek) e quando os negros resolvem boicotar as viagens de ônibus em virtude deles não poderem se sentar na frente e sempre dar o lugar para brancos, ela percorre o longo trajeto de sua casa até a residência dos patrões a pé, o que comove a esposa Miriam que resolve apoiar a empregada e juntas enfrentarão as consequências deste ato neste Estado onde o racismo era normal. Miriam terá de encarar até mesmo o próprio marido.

Este drama utiliza o boicote promovido por Martin Luther King na época como ponto principal da história, boicote este acontecido em razão de Rosa Parks, a primeira negra que se negou a ceder o lugar a um branco em um ônibus no sul dos Estados Unidos e marcou a luta pela igualdade racial na sociedade americana. O grande destaque deste filme são as boas interpretações de Sissy Spacek e Whoopi Goldberg.

sábado, 9 de maio de 2009

Chemical Wedding

Chemical Wedding (Chemical Wedding, Inglaterra, 2008) – Nota 5
Direção – Julian Doyle
Elenco – Simon Callow, Kal Weber, Lacy Cudden, Jud Charlton, Paul McDowell, John Shrapnel.

Este curioso filme foi escrito por Bruce Dickinson, vocalista da banda Iron Maiden e utiliza como personagem principal, pelo menos em espírito em grande parte do filme, o ocultista inglês Aleister Crowley e para quem gosta de rock pesado, ele é o personagem real da música Mr. Crowley de Ozzy Osbourne, além deste filme ter o título tirado de um música solo do próprio Bruce Dickinson.

O filme em si é confuso e tentar misturar ocultismo, vida acadêmica, perversão sexual e tem até mesmo uma máquina de realidade virtual que pode provar a existência de outras dimensões. A história começa em 1947 quando um moribundo Crowley (John Shrapnel) recebe dois jovens que querem conhecer suas crenças sobre o ocultismo, mas após falar dezenas de impropérios misturados com teorias malignas, ele acaba morrendo. Daí o filme pula para os dias atuais onde em uma Universidade onde Victor (Jud Charlton) desenvolveu uma máquina de realidade virtual e o tímido Professor Haddo (Simon Callow) resolve experimentar e acaba sendo tomado pelo espírito de Crowley e muda seu comportamento se transformando no ocultista e inciando uma busca pela mulher perfeita para cumprir o “Casamento Alquímico” do título.

Esta verdadeira salada russa vale apenas para conhecer um pouco sobre o interessante personagem que realmente existiu e pela interpretação desbocada e amoral de Simon Callow.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Jogos Mortais

Jogos Mortais (Saw, EUA, 2003) – Nota 8
Direção – James Wan
Elenco – Cary Elwes, Leigh Whannell, Danny Glover, Monica Potter, Tobin Bell, Ken Leung, Dina Meyer, Michael Emerson, Benito Martinez, Shawnee Smith, Makenzie Vega.

Dois desconhecidos acordam acorrentados em um banheiro imundo, cada um em um canto e no meio deles o corpo de um homem que parece ter sido asssassinado. Este é o início de um dos mais angustiantes suspenses/terror feitos nesta década.

Os homens presos na armadilha são o fotógrafo Adam (Leigh Whannell) e o médico Lawrence Gordon (Cary Elwes), que a princípio parecem nada ter em comum, mas conforme as pistas deixadas por quem os sequestrou e prendeu, e pela conversa entre eles, acabam descobrindo o porque de estarem naquele local. Ao mesmo tempo o detetive David Tapp (Danny Glover) investiga uma série de crimes que podem ter ligação com o sequestro destes homens.

O diretor James Wan e o ator Leigh Whannell que também são os roteiristas do longa, filmaram uma sequência e apresentarem a vários produtores até levantarem o dinheiro para investir no filme e ainda conseguirem nomes como Cary Elwes, Danny Glover e Monica Potter para completar o elenco.

Os destaques, além da violência é claro, são o roteiro bem amarrado e com certeza a angustiante decisão que os dois personagens acorrentados tem que tomar para tentar salvar suas vidas, além da interessante surpresa final.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Quem Quer Ser um Milionário?

Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Milionaire, EUA / Inglaterra, 2008) – Nota 9
Direção – Danny Boyle
Elenco – Dev Patel, Freida Pinto, Madhur Mittal, Irrfan Khan, Anil Kapoor.

O grande vencedor do Oscar de 2009 tem todos os ingredientes para agradar ao público. Esta mistura de aventura, drama, violência e denúncia social, tem na verdade como tema principal, uma bela história de amor.

Logo no início somos apresentados ao jovem Jamil Malik (Dev Patel) que está sendo torturado por policiais acusado de ter trapaceado no famoso programa “Quem Quer Ser um Milionário?”, porém em seguida saberemos como aquele garoto conseguiu sair das ruas onde passou toda a infância e chegou para participar do programa, pois ele contará toda a sua vida para o duro inspetor de polícia (Irrfan Khan de “O Preço da Coragem”).

A trajetória do garoto Jamil, de seu irmão Salim (Madhur Mittal) e da garota Latika (Freida Pinto) se inicia ainda criança, quando eles que tem origem muçulmana testemunham sua mãe ser assassinada por hindus e passam a viver na rua, onde enfrentarão uma verdadeira saga para sobreviver, sendo que cada um trilhará um caminho diferente mas que se cruzarão anos depois, sempre pela fé e a obstinação de Jamil.

O filme é muito bom tecnicamente e tem grande força no roteiro bem amarrado, que mostra a triste vida de grande parte da população indiana que é pobre e toda a transformação do país nos últimos anos, que apesar do crescimento econônimo, continua a ser um local de desigualdades e injustiças.

É obrigatório destacar a atuação de todo o elenco, principalmente do ator principal Dev Patel, que passa toda a força de vontade que o personagem precisa ter e a esperteza de quem cresceu nas ruas, mas preferiu ser o caminho correto, além disso os três personagens principais são interpretados cada um por três atores/atrizes diferentes nas três fases do filme e sempre com qualidade. Não podemos esquecer também do ator Anil Kapoor, que interpreta o canastrão apresentador do programa que dá título ao filme e mostra toda a inveja e preconceito para com o humilde jovem.

Este é um daqueles filmes que prendem nossa atenção por duas horas e deixam um sentimento de otimismo no coração, apesar do mundo maluco e injusto em que vivemos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Havana

Filme Assistido nº 232
Havana (Havana, EUA, 1990) – Nota 5,5
Direção – Sydney Pollack
Elenco – Robert Redford, Lena Olin, Alan Arkin, Raul Julia, Besty Brantley, Tomas Millian, Mark Rydell, Daniel Davis, Richard Farnsworth, Tony Plana, Lise Cutter, Richard Portnow.

Pouco antes da Revolução Cubana o jogador de poquer Jack Weil (Robert Redford) vive em Havana do dinheiro ganho nas mesas dos cassinos, até que conhece a bela Bobby Duran (Lena Olin) por quem se apaixona. Entretando ela é casada com um revolucionário (Raul Julia), o que complica muito a situação.

Para quem não sabe, a Revolução Cubana liderada por Fidel Castro e Che Guevara derrubou em 1959 o corrupto ditador Fulgêncio Batista, que era aliado do goveno americano e deixava as portas abertas de Cuba para os ricos e poderosos americanos que tinham mansões na ilha e aproveitavam a vida nos cassinos, enquanto a população passava fome. Todos sabem que Fidel acabou se tornando outro ditador e deixou de lado parte dos ideais socialistas por que lutou, mas aí é outra história.

Quanto ao filme, o que poderia ser um drama intenso misturando política e romance, acaba tendo um resultado morno e decepcionante, ficando com a cara dos dramas do ano cinquenta, porém sem conseguir passar emoção e ainda sendo muito lento. Infelizmente é o mais fraco filme da parceira entre Pollack e Refdord.

terça-feira, 5 de maio de 2009

A Última Loucura de Mel Brooks

A Última Loucura de Mel Brooks (Silent Movie, EUA, 1976) – Nota 7,5
Direção – Mel Brooks
Elenco – Mel Brooks, Marty Feldman, Dom DeLuise, Bernadette Peters, Sid Caesar, Burt Reynolds, James Caan, Liza Minelli, Paul Newman, Anne Bancroft, Marcel Marceau, Barry Levinson, Howard Hesseman, Harold Gould, Valerie Curtin.

Hoje o cinema perdeu o ator Dom DeLuise, grande comediante e que se preferiu participar dos filmes de seus amigos. Foi da turma de Mel Brooks nas grandes comédias dos anos setenta, atuando ao lado de Marty Feldman, Gene Wilder e Madeline Kahn. Ainda nos anos setenta e depois até meados dos oitenta foi coadjuvante em vários filmes de Burt Reynolds, como "Desta Vez te Agarro" e "Quem Não Corra, Voa".

Nesta hilariante comédia, Mel Brooks faz o papel de um diretor de cinema que tem a brilhante idéia de fazer um filme mudo nos dias atuais para tentar salvar o estúdio da falência. Contando com a ajuda dos amigos (o estranho e engraçado Marty Feldman e o gorducho Dom DeLuise), ele sai a caça de astros para participarem de seu filme e conseguir financiamento, porém arruma muita confusão ao encontrar astros como Burt Reynolds, James Caan e Paul Newman, com um detalhe o filme é realmente mudo.

Esta ótima homenagem ao cinema mudo está recheada de gags e fica ainda mais engraçada com os astros convidados interpretando eles mesmos, não falando uma palavra sequer e ainda sendo alvos das desastradas sequências.

O final dos anos sessenta e os anos setenta foram da carreira auge de Mel Brooks, que fez diversas comédias engraçadas, além de ser o co-criador da série “Agente 86”.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Hatari

Filme Assistido nº 231
Hatari (Hatari, EUA, 1962) – Nota 8
Direção – Howard Hawks
Elenco – John Wayne, Hardy Kruger, Elsa Martinelli, Red Buttons, Bruce Cabot, Gerard Blain, Valeltin de Vargas, Eduard Franz.

Este bom drama de ação se passa na África onde o caçador Sam Mercer (John Wayne) lidera um grupo que tem como objetivo capturar animais selvagens e vende-los para os zoológicos do mundo inteiro e ainda precisa se preocupar com a fotógrafa italiana Dallas (Elsa Martinelli) que resolve acolher filhotes de elefante que acabam fazendo uma grande bagunça no acampamento.

Com cenas de caça muito bem filmadas, onde na maioria delas são usados veículos como jipes para perseguir animais selvagens e capturá-los, cenas estas todas feitas em locação na Tanzania, em uma fazenda de propriedade do ator alemão Hardy Kruger, que é o segundo nome do elenco e substituiu Clark Gable que faleceu um ano antes e era o nome que o grande diretor Howard Hawks tinha em mente para o papel.

Por sinal, Hawks mostra todo o seu talento e nos entrega um filme diferente e interessante e que ainda tem as belas paisagens da África como destaque.

Como curiosidade, a palavra Hatari, significa “perigo” no dialeto africano Swahili.

domingo, 3 de maio de 2009

Cavalgada com o Diabo

Cavalgada com o Diabo (Ride with the Devil, EUA, 1999) – Nota 6,5
Direção – Ang Lee
Elenco – Tobey Maguire, Skeet Ulrich, Jewell, Jeffrey Wright, Simon Baker, Jonathan Rhys Meyers, James Caviezel, Jonathan Brandis, Tim Guiry, Matthew Faber, Mark Ruffalo, Zach Grenier, Tom Wilkinson, Margo Martindale, Celia Weston.

Durante a Guerra Civil Americana dois jovens amigos, Jake Roedel (Tobey Maguire) e Jack Bull Chiles (Skeet Ulrich) se aliam a uma mílicia sulista na luta contra o exército abolicionista do norte do país, após Jack Bull ter seu pai assassinado. Neste grupo de rebeldes eles ficarão amigos de George Clyde (Simon Baker) e do negro livre Daniel Holt (Jeffrey Wright) e terão de participar de batalhas sangrentas em uma guerra que se anunciava perdida. No meio da jornada eles cruzarão com a viúva Sheryl Lee (a cantora Jewell) que chamará a atenção dos dois amigos.

A boa história tem um desenrolar irregular, com o diretor Ang Lee alternando bons momentos nas cenas de batalhas e nos conflitos ideológicos entre os rebeldes, com outros sonolentos, principalmente na meia hora final que se dá após o climax da história e acaba sendo um complemento sem graça e com pouca emoção.

Outros pontos negativos são a participação da bela cantora Jewell, que se mostra uma atriz fraca e de Tobey Maguire, que com sua cara e jeito de bom moço não convence como alguém que participaria voluntariamente de um conflito como este.

O destaque fica por conta do sempre competente Jeffrey Wright (“Basquiat”), que novamente interpreta com talento e sutileza o personagem do ex-escravo que oferece toda sua leadade aos amigos.

sábado, 2 de maio de 2009

Juno

Juno (Juno, EUA, 2007) – Nota 8,5
Direção – Jason Reitman
Elenco – Ellen Page, Michael Cera, Jennifer Garner, Jason Bateman, Allison Janney, J. K. Simmons, Olivia Thirlby, Rainn Wilson.

Este inesperado sucesso conta a história de Juno MacGuff (a ótima Ellen Page) que aos 16 anos fica grávida do amigo imaturo Pauli Bleeker (Michael Cera de “Superbad”) e resolve por conta própria entregar o filho para um rico casal (Jennifer Garner e Jason Bateman), contando com todo o apoio do pai (J. K. Simmons) e da madastra (Allison Janney).

O que poderia ser um melodrama ou cair na vulgaridade é mostrado com sensibilidade pelo diretor Jason Reitman (filho de Ivan Reitman de “Irmãos Gêmeos”) e apoiado pelo roteiro da ex-dançarina de boate Diablo Cody, que tem como grande destaque a bela atuação de Ellen Page, que cria uma personagem ainda adolescente mas que mostra maturidade, as vezes até maior que a do casal que quer adotar seu filho, no caso a esposa é uma pessoa séria e um pouco fria, mas que está quase desesperada por um filho e o marido ainda tentando viver uma adolescência tardia, está relutante em ser pai.

O filme fala de vários temas interessantes como amor, amizade e paternidade, de uma forma realista e extremamente simpática. É uma das aquelas histórias sem grandes exageros e que nos deixa com uma boa sensação ao final da sessão.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Tron & O Último Guerreiro das Estrelas

Tron – Uma Odisséia Eletrônica (Tron, EUA, 1982) – Nota 7
Direção – Steve Lisberger
Elenco – Jeff Bridges, Bruce Boxleitner, David Warner, Cindy Morgan, Barnard Hughes.

O Último Guerreiro das Estrelas (The Last Starfighter, EUA, 1984) – Nota 6
Direção – Nick Castle
Elenco – Lance Guest, Robert Preston, Dan O’Herlihy, Catherine Mary Stuart, Barbara Bosson.

Hoje a computação gráfico e os efeitos digitais são fatos comuns na maioria dos filmes de ação e ficção, sendo até mesmo usado exageradamente por alguns diretores que vêem neste recurso algo mais importante que a história ou mesmo os atores. No início dos anos a computação gráfica ainda engatinhava, mas estes dois filmes que estou citando estão entre os primeiros que tiveram sequências inteiras feitas com este recurso, sendo principalmente em "Tron" usada com trunfo principal para o filme.

E começando por "Tron", aqui o programador de computadores Kevin Flynn (Jeff Bridges) vai procurar indícios de corrupção no computador de seu chefe e acaba sendo sugado para dentro de um programa onde seres virtuais são obrigados a participar de desafios perigosos criados pelo Controle Mestre (David Warner) e precisam lutar para sobreviver. Dentro do jogo ele cruzará com Tron, o alter ego do criador do jogo Alan Bradley (Bruce Boxleitner).

Este foi o primeiro filme que usou computação gráfica em grande parte de suas sequências e apesar de parecer primitivo em relação à tecnologia de hoje, ainda tem uma boa história e vale como curiosidade. Uma continuação está planejada para ser lançada em 2011 e por enquanto apenas Jeff Bridges confirmou o retorno ao personagem Kevin Flynn.

Já em "O Último Guerreiro das Estrelas", o garoto Alex Rogan (Lance Guest) é um craque no fliperama e consegue chegar ao final do jogo “Starfighter”, mas o que ele não imaginava é que em seguida seria procurado por uma nave alienígena e levado como a grande esperança desta raça em vencer uma guerra espacial, descobrindo que o jogo de fliperama era um teste e ele foi o escolhido. A príncipio o garoto reage com medo ao desafio, mas acaba ficando amigo dos alienígenas que deixam um clone do rapaz na Terra para enganar a namorada (Catherine Mary Stuart) e mãe (Barbara Bosson).

Este é mais um filme que bebe na fonte do sucesso de “Guerra nas Estrelas” e com um enredo e personagens simpáticos gera uma boa diversão e ainda tem como destaque ser um dos primeiros filmes a usar a computação gráfica em algumas cenas. A dupla Lance Guest e Catherine Mary Stuart não conseguiu se firmar na carreira e tem no currículo apenas participações em produções e séries de tv.