quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Amistad

Amistad (Amistad, EUA, 1997) – Nota 8
Direção – Steven Spielberg
Elenco – Djimon Hounsou, Matthew McConaughey, Morgan Freeman, Anthony Hopkins, Nigel Hawthorne, Stellan Skarsgard, David Paymer, Pete Postlethwaite, Razaaq Adoti, Chiwetel Ejiofor, Anna Paquin, Tomas Milian, Geno Silva, John Ortiz, Allan Rich, Paul Guilfoyle, Peter Firth, Xander Berkeley, Jeremy Northam, Arliss Howard, Austin Pendleton.

Em 1839, um grupo de escravos liderados por Cinque (Djimon Hounsou) se rebela e mata toda a tripulação do navio que os carregava para a Espanha, o “La Amistad”. Os escravos deixam apenas dois homens vivos e estes os enganam, ao invés de levarem o navio para a África, eles acabam chegando aos EUA onde os amotinados são presos e levados a julgamento. Após o acontecido diversas pessoas se apresentam como sendo os donos dos escravos (os espanhóis sobreviventes, dois oficiais da marinha inglesa e o representante da Rainha da Espanha), além de dois homens que lutavam pelo abolição no país (Morgan Freeman e Stellan Skargaard) e que serão representados pelo jovem advogado Baldwin (Matthew McConaughey), que tentará provar ser ilegal a prisão dos africanos. Essa briga jurídica se complica ainda mais quando o Presidente Martin Van Buren (Nigel Hawthorne) se vê pressionado pelos escravocratas políticos do Sul para intervir na condenação dos amotinados e mostrar que a abolição não seria sua prioridade.

Aqui Spielberg nos entrega um drama contido, baseado numa história real pouco conhecido fora dos EUA e que foi um dos motivos para abolição da escravatura no país e por consequência da Guerra da Secessão também.

Além do bom roteiro podemos destacar o elenco, principalmente Djimon Hounsou que passa todo o sentimento de injustiça que seu personagem sofre e a dimensão do absurdo que foi a escravidão.

Outro destaque do elenco é o grande Anthony Hopkins, que num papel de coadjuvante (que concorreu ao Oscar) interpreta com firmeza e dignidade o ex-Presidente Americano John Quincy Adams, que durante seu mandato ficou em cima do muro, mas neste episódio já na fim da vida tomou o partido da abolição e teve grande importância nesta luta.

4 comentários:

Pedro Henrique disse...

É um filme bem conduzido pelo Spielberg, mas que longe representa o melhor de seu cinema.

Abs!

Hugo disse...

Pedro - Não é o melhor de Spielberg, mas gostei do filme. A história prende a atenção principalmente por ser baseada em fato real.

Abraço

Wally disse...

Um dos meus maiores pecados cinematográficos é não ter visto esta obra de Spielberg.

Hugo disse...

Wally - Não é um dos filmes mais festejados de Spielberg, mas não deixa de ser um bom espetáculo.

Abraço