sábado, 31 de janeiro de 2009

Babel

Babel (Babel, EUA, 2006) – Nota 8
Direção – Alejandro Gonzalez Iñarrritu
Elenco – Brad Pitt, Cate Blanchett, Adriana Barraza, Ellie Fanning, Nathan Gamble, Gael Garcia Bernal, Clifton Collins Jr, Michael Peña, R. D. Call, Rinko Kikuchi, Koji Yakusho, Sayoshi Nikaido, Said Tarchani, Boubker At El Caid, Mohamed Akhzam.


No Marrocos um ônibus cheio de turistas é atingido por um tiro. Este é o ponto de partida deste drama que flerta com a teoria do caos e mostra a globalização da tragédia, deixando claro que todo ato gera uma conseqüência.

A pessoa atingida pelo tiro no ônibus é a americana Rachel (Cate Blanchett) que está viajando junto com seu marido Richard (Brad Pitt) na tentativa do casal se reaproximar após uma perda. O tiro foi disparado pelos irmãos Ahmed (Said Tarchani) e Youssef (Boubker At El Caid) que estavam com um rifle dado pelo pai para afastar os chacais de suas ovelhas. O fato afeta a vida de Amélia (Adriana Barraza) babá dos dois filhos do casal americano, que resolve levar as crianças de Los Angeles até o México para não perder o casamento do filho, tendo a companhia de seu sobrinho Santiago (Gael Garcia Bernau), além de ressoar no Japão também, onde a adolescente surda-muda Chieko (Rinko Kikuchi) sente-se rejeitada após a mãe ter se suicidado e o pai (Koji Yakusho) tenta se aproximar da garota e seguir com a vida.

Esta verdadeira Babel como diz o título, está ligada pela tragédia no Marrocos sendo contada em um ritmo que começa lento e aos poucos vai aumentando o nível de tensão e de emoções pelas quais os personagens tem de passar, mexendo ainda com diversos temas como preconceito, política, terrorismo, família, ou seja, um diversidade de temas universais e atuais contados com talento pelo diretor Iñarritu.

10 comentários:

Red Dust disse...

Um dos filmes que mais me impressionou nos últimos anos. De uma beleza extrema, com sentido, trágica quando preciso. Assim dá gosto ver cinema.

9/10.

Abraço.

Roberto F. A. Simões disse...

Concordo absolutamente com o Red Dust. BABEL é magnífico. A globalização, as diferenças culturais e o choque de todas essas diferenças numa realização brilhante e originalíssima, fria e crua, do mexicano Alejandro González Iñárritu.

Cumps.

Roberto F. A. Simões
cineroad.blogspot.com

Fifeco disse...

Já vi este filme há algum tempo. Creio que no cinema e nunca o mais revi. Sei que gostei mas não adorei. Ainda assim apresenta excelentes interpretações e um argumento muito interessante.

Abraço

Yuri Dias disse...

Filme muito bom. Maduro, forte, que mostra relacionamentos humanos de formas diferentes e ao mesmo tempo, parecidas.

Excelente parte técnica e atuações.

Hugo disse...

A todos - Sem dúvida uma grande realização, uma história forte, atual e bem amarrada, com boas interpretações além da ótimas imagens.

Abraço

Kau Oliveira disse...

Hugo, permita-me discordar. Acho que o elenco é notável e a montagem uma obra-prima. Mas detesto o roteiro e a direção. Um dia eu escrevo um texto sobre o filme que, pra mim, sofre do mesmo problema que Crash: excesso de pretensão.

Abraços!

Hugo disse...

Kau - Aqui você pode discordar sempre, não se preocupe.
Não vejo o filme desta forma, assim como "Crash" e outros longas que cruzam várias histórias, analiso como obras que tentam mostrar que querendo ou não, estamos todos ligados e temos que sermos responsáveis como nossas ações.

Myrianna Coeli disse...

Filme impressionante. Tô doida pra rever.

Wally disse...

Amo este filme. Alias, toda a trilogia é fantástica. Belíssima obra de muitas camadas.

Nota 9.5

Ciao!

cicero disse...

Um dos melhores filmes que eu assisti nos últimos anos.Muito bom,o tipo da obra que só vai ser valorizada daqui a alguns anos,quando a ficha cair.Imperdível!!