sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Doutor Jivago

Filme Assistido nº 158
Doutor Jivago (Doctor Zhivago, EUA, 1965) – Nota 8,5
Direção – David Lean
Elenco – Omar Sharif, Julie Christie, Geraldine Chaplin, Rod Steiger, Alec Guinnes, Ralph Richardson, Tom Courtenay, Rita Tushingham, Klaus Kinski.

Baseado num romance de Boris Pasternak, o filme se passa durante a Revolução Russa em 1917 e conta a história de amor entre o médico aristocrata Yuri Jivago (Omar Sharif) e a jovem Lara (Julie Christie), que se estenderá por anos. Com idas e vindas em virtude dele ser casado com Tania (Geraldine Chaplin) e Lara além de ser pobre, foi estuprada pelo político Victor Komarovski (Rod Steiger), o que a deixou marcada.

O filme é narrado pelo meio-irmão de Jivago, Yevgraf (Alec Guinnes) e mostra como o médico que era a favor da Revolução foi mudando o pensamento conforme o seu país foi sendo conduzido.

Grande drama de época, que mistura amor e política, com uma direção impecável do mestre David Lean e um elenco de primeiro que garantem o interesse por este longo filme, além da famosa música composta por Maurice Jarre chamada “O Tema de Lara”.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Dona Flor e Seus Dois Maridos

Filme Assistido nº 157
Dona Flor e Seus Dois Maridos (Brasil, 1976) – Nota 7
Direção – Bruno Barreto
Elenco – Sônia Braga, José Wilker, Mauro Mendonça, Mara Rúbia, Nelson Xavier, Rui Resende, Nelson Dantas.

Baseado no livro de Jorge Amado, o filme começa com o boêmio Vadinho (José Wilker) morrendo em plena rua e deixando Flor (Sônia Braga) viúva. Em flashbacks o diretor mostra a vida desregrada levada por Vadinho e seus amigos, mas também o relacionamento com Flor que era apaixonada por ele. A história muda quando Flor sentindo-se sozinha acaba casando com o correto Teodoro (Mauro Mendonça), homem bondoso e honesto mas que não satisfaz Flor e para complicar ainda mais as coisas o espírito de Vadinho reaparece para atormentar Flor, que continua apaixonada pelo falecido.

Considerado o maior sucesso de bilheterias da história do cinema brasileiro, é um comédia que usa e abusa da sensualidade de Sônia Braga, apimentada com o espírito interpretado por José Wilker que aparece nu em grande parte do filme. Um filme datado mas interessante e com passagens engraçadas e sensuais.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Don Juan DeMarco

Filme Assistido nº 156
Don Juan DeMarco (Don Juan DeMarco, EUA, 1995) – Nota 7
Direção – Jeremy Leven
Elenco – Johnny Depp, Marlon Brando, Faye Dunaway, Rachel Ticotin, Talisa Soto, Bob Dishy, Richard C. Sarafian, Carmem Argenziano.

Um jovem usando uma máscara dizendo ser o grande conquistador Don Juan (Johnny Depp), pretende saltar de um edifício dizendo não ter mais porque viver em virtude de ter perdido o grande amor de sua vida. Resgatado do local, ele começa a ser avaliado por um psquiatra (Marlon Brando) que no início imagina estar cuidado apenas de outro maluco, mais aos poucos vai se envolvendo nas histórias de conquistas contadas pelo paciente, o que ainda fará o psquiatra repensar seu casamento e reaquecer sua relação com a esposa (Faye Dunaway).

Filme sensível, com boas interpretações de Depp e Brando, sendo o único dirigido por Jeremy Leven, que deixa uma mensagem positiva e faz a alegria dos românticos, tendo ainda a balada “Have You Ever Really Loved a Woman” como música-tema cantada por Bryan Adams.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Dollman - 33cm de Altura...e Atira

Filme Assistido nº 155
Dollman – 33cm de Altura... e Atira (Dollman, EUA, 1991) – Nota 3
Direção – Albert Pyun
Elenco – Tim Thomerson, Jackie Earle Haley, Kamala Lopez Dawson, Nicholas Guest.

No Planeta Arturus que por sinal é idêntico a Terra, o policial Brick Bardo (Tim Thomerson) persegue um bandido que se apossa de uma nave espacial e foge para nosso planeta. A nave acaba caindo no Bronx e o policial Bardo terá de enfrentar também os traficantes do bairro, porém com um pequeno problema, ele tem apenas 33 cm de altura.

Esta bobagem dirigida pelo péssimo Albert Pyun, diretor de besteiras como “Cyborg” com Van Damme e “Tycker” com Steve Seagal e Tom Sizemore, chega a ser engraçada de tão trash.

O filme foi produzido por Charles Band o cara por trás de vários filmes de ficção e terror B nos oitenta e noventa, como “Trancers - O Exterminador do Século XXIII” também estrelado por Thomerson e acreditem, por uma jovem Helen Hunt, filme que teve vários continuações, além de outros filmes em série como “Puppetmaster”.

Dois Tiras da Pesada

Filme Assistido nº 154
Dois Tiras da Pesada (Collision Course, EUA, 1989) – Nota 6
Direção – Lewis Teague
Elenco – Pat Morita, Jay Leno, Chris Sarandon, Ernie Hudson, Tom Noonan, John Hancock, Randall Tex Waxman, Al Waxman, Soon Tek Oh.

Comédia policial onde uma dupla de detetives, o japonês Fuji (Pat Morita) e o americano Tony Costas (Jay Leno) precisam investigar um roubo em uma indústria de automóveis.

Filme típico dos anos oitenta com bastante correria e diálogos espertos entre os protagonistas, por sinal um dupla diferente, Pat Morita o Sr, Miyagi de “Karatê Kid” e o famoso apresentador de TV Jay Leno, na época ainda apenas ator.

O diretor Lewis Teague fez a boa aventura “A Jóia do Nilo” e a ficção “Aliança Mortal”.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Doida Demais

Filme Assistido nº 153
Doida Demais (Brasil, 1989) – Nota 6
Direção – Sérgio Rezende
Elenco – Vera Fischer, Paulo Betti, José Wilker, Ítalo Rossi, Carlos Gregório.

A falsificadora de quadros Letícia (Vera Fischer) quer acabar o romance com seu amante e sócio Noé (José Wilker), mas antes aceita participar de um último golpe em Mato Grosso, porém o negócio acaba dando errado e ela se envolve com o piloto Gabriel (Paulo Betti) e foge para a Bahia, sendo perseguida por Noé.

Tentativa interessante de Sérgio Rezende, diretor do bom “O Homem da Capa Preta” em fazer um filme policial utilizando a sensualidade de Vera Fischer, que participa de algumas cenas quentes, além de um certo suspense, porém nada mais que isso.

domingo, 26 de outubro de 2008

O Documento Holcroft

Filme Assistido nº 152
O Documento Holcroft (The Holcroft Covenant, Inglaterra/EUA, 1985) – Nota 7
Direção – John Frankenheimer
Elenco – Michael Caine, Anthony Andrews, Victoria Tennant, Lilli Palmer, Michael Lonsdale, Mario Adorf.

Baseado num best-seller de Robert Ludlum (“O Ultimato Bourne”) a trama conta a história de Noel Holcroft (Michael Caine) que após a morte do pai descobre ter como herança uma fortuna em bancos suíços junto com outras duas pessoas, sendo que todos eles são filhos de generais nazistas que conspiraram contra Hitler e fizeram um pacto para suas famílias ficarem com dinheiro roubado do Terceiro Reich. Após receber a herança que está em nome de uma Fundação que terá de administar, ele começa a ser perseguido, o que faz tentar descobrir a verdade sobre o pacto tendo de viajar pela Europa.

Tema super interessante, pena que apesar de ser uma boa diversão, o resultado final fica aquém da premissa e do talento do falecido diretor John Frankenheimer.

sábado, 25 de outubro de 2008

Dinheiro Sangrento

Filme Assistido nº 151
Dinheiro Sangrento (Blood Money: The History of Clinton e Nadine, EUA, 1988) – Nota 5,5
Direção – Jerry Schatzberg
Elenco – Andy Garcia, Ellen Barkin, Morgan Freeman, Michael Lombard, John C. McGinley , Alan North, Julio Oscar Mechoso.

O contrabandista Clinton (Andy Garcia) resolve investigar a morte de seu irmão e acaba cruzando seu caminho com a prostituta Nadine (Ellen Barkin) que resolve ajuda-lo.

No meio da investigação ele descobre que a morte seu irmão tem ligação com grupo de guerrilheiros na Nicarágua.

Filme policial feito para a TV que tenta colocar uma pitada política na trama, com uma boa dupla de protagonistas e alguma ação, porém com resultado apenas razoável.

Dinheiro Fácil


Filme Assistido nº 149
Dinheiro Fácil (Easy Money, EUA, 1983) – Nota 6,5
Direção – James Signorelli
Elenco – Rodney Dangerfield, Joe Pesci, Geraldine Fitzgerald,Candice Azzara, Val Avery, Tom Noonan, Taykor Negron, Jeffrey Jones, Tom Ewell, Jennifer Jason Leigh.

O comediante Rodney Dangerfield é Monty Capoletti um sujeito de família tradicional, mas que gosta de beber, fumar, jogar cartas com os amigos entre outros hábitos não muito agradáveis para a sua família aristocrata, até que um dia para receber sua herança e poder usufruir do dinheiro terá de mudar seu modo de vida, o que irá gerar muita confusão.

Boa comédia com o engraçado e politicamente incorreto Rodney Dangerfield, que apesar de nunca ter sido respeitado pelos críticos, fez alguns filmes divertidos como este, como “Clube dos Pilantras” e “De Volta às Aulas”, além do único papel sério que fez em sua carreira em “Assassinos por Natureza” de Oliver Stone

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Malvados e Malvadas

Respondendo ao desafio dos amigos Kau do Blog Cinefilando e Sérgio Deda do Blog dos Cinéfilos, estou postando minha lista com 10 personagens malvados. Escolhi 5 personagens de cada sexo e entre os meus preferidos, com certeza muitos ficaram de fora.


Anthony Hopkins
Personagem - Dr. Hannibal Lecter
"O Silêncio dos Inocentes" - "Hannibal" - "Dragão Vermelho"



Kathy Bates
Personagem - Annie Wilkes
"Louca Obsessão"





Personagem - Michael Myers
"Halloween"






Glenn Close
Personagem - Alex Forrest
"Atração Fatal"







Leandro Firmino da Hora
Personagem - Zé Pequeno
"Cidade de Deus"




Ellen Page
Personagem - Hayley Stark
"Menina Má.com"




Rutger Hauer
Personagem - John Ryder
"A Morte Pede Carona"




Sharon Stone
Personagem - Catherine Trammell
"Instinto Selvagem I e II"







Richard Kiel
Personagem - Dentes-de-Aço (Jaws)
"007 - O Espião que me Amava" - "007 Contra o Foguete da Morte"





Kristanna Loken
Personagem - T-X
"O Exterminador do Futuro III - A Rebelião das Máquinas"

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O Dono da Noite

Filme Assistido nº 150
O Dono da Noite (Light Sleeper, EUA, 1992) – Nota 6,5
Direção – Paul Schrader
Elenco – Willem Dafoe, Susan Sarandon, David Clennon, Dana Delany, Mary Beth Hurt, Victor Garber, Jane Adams, Sam Rockwell, David Spade.

John LeTour (Willem Dafoe) é um ex-viciado em heroína que trabalha entregando drogas para a traficante Ann (Susan Sarandon), boa pinta e sempre bem arrumado ele consegue fazer suas entregas em todos os lugares sem chamar a atenção, porém sua chefe tem a pretensão de largar o negócio ilegal e abrir uma empresa de cosméticos. Preocupado com a situação e em como continuará ganhando a vida, acaba se metendo com velhos conhecidos do submundo e para complicar ainda mais terá de lidar com a overdose de uma cliente.

Paul Schrader fez trabalhos melhores como diretor em “A Marca da Pantera” por exemplo e grandes roteiros como o de “Táxi Driver” e “A Última Tentação de Cristo”, tendo aqui mostrado um certo estilo ao delinear personagens marginais que vivem na noite, contando com as boas atuações Dafoe e Sarandon para ajudar, mas mesmo assim o filme é arrastado e não cumpre o que promete.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

O Grande Truque

O Grande Truque (The Prestige, EUA/Inglaterra, 2006) – Nota 8,5
Direção – Christopher Nolan
Elenco – Hugh Jackman, Christian Bale, Michael Caine, Scarlett Johansson, Piper Perabo, Rebecca Hall, David Bowie, Andy Serkis, Daniel Davis, Roger Rees.

O ótimo diretor Christopher Nolan da série “Batman” e de “Amnésia” fez também este drama sobre a rivalidade de dois mágicos entre o final do século XIX e início do XX na Inglaterra.

Hugh Jackman é Robert Angier, famoso como o Grande Danton e Christian Bale é Alfred Borden, o primeiro especialista em criar o clima para suas apresentações e o segundo craque em criar ilusões e vive-las intensamente, iniciaram a carreira juntos como ajudantes do mágico Milton (Ricky Jay) que apresentava atrações criadas pelo engenheiro Cutter (Michael Caine), até que um trágico acidente é o estopim para a divergência de idéias entre eles se tornar uma rivalidade que vai se estender por anos e terminar em outra tragédia.

O filme fala sobre egos inflados, inveja e vingança, temas que dão recheio a um enredo com várias reviravoltas, além de mostrar alguns segredos dos truques dos mágicos.

Podemos destacar também o ótimo elenco, que tem ainda a bela Scarlett Johansson, o Gollum de “Senhor dos Anéis” Andy Serkis e o roqueiro David Bowie no papel do inventor Nikola Tesla, personagem real que alguns dizem ter sido mais importante que Thomas Edison, sendo que este teria sido seu rival e roubado suas idéias.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Dillinger

Filme Assistido nº 148
Dillinger (Dillinger, EUA, 1973) – Nota 7,5
Direção – John Milius
Elenco – Warren Oates, Cloris Leachman, Ben Johnson, Michelle Phillips, Richard Dreyfuss, Harry Dean Stanton, Geoffrey Lewis, John P. Ryan, Steve Kanaly, Frank McRae.

A estréia do diretor e roteirista John Milius no cinema foi neste bom filme policial estilo caçada, que conta a história do assaltante de bancos John Dillinger (Warren Oates) e o policial que o perseguiu Melvin Purvis (Ben Johnson).

O filme é contado pelo ponto de vista do policial que no início vê o bandido como um facínora, mas que aos poucos vai criando um respeito pela figura, que acaba se transformando num rival a altura.

Basicamente Milius mostra um duelo, como se fosse um faroeste moderno, com muita qualidade e que prende a atenção.

sábado, 18 de outubro de 2008

O Dia Seguinte

Filme Assistido nº 147
O Dia Seguinte (The Day After, EUA, 1983) – Nota 7
Direção – Nicholas Meyer
Elenco – Jason Robards, Jobeth Williams, Steve Guttenberg, John Lithgow, John Cullum, Bibi Besch, Amy Madigan, Dennis Lipscomb, William Allen Young.

Apesar de não ser uma grande obra, este “O Dia Seguinte” foi um marco na década de oitenta e acreditem ou não, ajudou no processo de desarmamento nuclear das potências EUA e União Soviética. O filme foi feito para TV numa época em que a Guerra Fria ainda existia e teve como objetivo chamar a atenção da opinião pública para a conseqüência de uma Guerra Nuclear.

A história segue a linha dos filmes catástrofes da década de setenta, com vários atores conhecidos atuando em tramas paralelas, tendo como ponto principal uma desavença entre as grandes potências tendo a Alemanha ainda dividida pelo muro como estopim da Guerra. O filme foi uma das maiores audiências da história da TV americana.


Dias Amargos

Filme Assistido nº 146
Dias Amargos (Jack the Bear, EUA, 1993) – Nota 6
Direção – Marshall Herskowitz
Elenco – Danny DeVito, Robert J. Steinmiller Jr, Miko Hughes, Gary Sinise, Andrea Marcovicci, Art LaFleur, Julia Louis Dreyfus, Reese Witherspoon, Bert Remsen, Lee Garlington.

O produtor Marshall Herskowitz especialista em dramas para TV como as séries “Thirtysomething” e “Once and Again” estreou como diretor de cinema neste drama pesado sobre um palhaço de TV (Danny DeVito) que perde a mulher em um acidente de carro e é obrigado a cuidar sozinho dos dois filhos pequenos (Robert J. Steinmiller Jr e Miko Hughes), mas sendo completamente inapto nas tarefas diárias, tendo de apresentar seu show e ainda quase depressivo, resolve apelar para a bebida. Com isso tudo terá de enfrentar uma grande quantidade de problemas e até um seqüestro.

É um tipo de drama que tenta levar o espectador as lágrimas mostrando vidas desestruturadas e tragédias.

O Dia do Gafanhoto

Filme Assistido nº 145
O Dia do Gafanhoto (The Day of the Locust, EUA, 1975) – Nota 7
Direção – John Schlesinger
Elenco – Donald Sutherland, Karen Black, Burgess Meredith, William Atherton, Richard Dysart, Bo Hopkins, Geraldine Page, Pepe Serna, Billy Bart, Jackie Earle Haley.

Baseado num best-seller de Nathaniel West, este filme de John Schlesinger (“Perdidos na Noite”) é uma crítica feroz aos EUA nos anos trinta, quando o país vivendo na depressão tem como ponto de fuga para se tentar ganhar dinheiro, Hollywood.

Em Hollywood é onde chega Tod Hacket (William Atherton) para trabalhar como montador de cenários e acaba se apaixonando pela vizinha maluca Faye (Karen Black) que vive com o pai, o cômico desempregado Harry (Burgess Meredith) e que na verdade está interessada no tímido contador Homer Simpson (Donald Sutherland), isso mesmo com o nome idêntico ao do personagem do desenho animado.

O filme se desenrola em duas partes, a primeira mostrando o relacionamento estranho entre Faye e Homer e na outra a ascensão de Tod em Hollywood, até no final quando um incidente numa estréia de um filme causará uma grande revolta no público. No caso o público seria o gafanhoto do título, que na realidade o autor utilizou a palavra locust como um sinônimo de perdedor, sendo aqui o público/povo os perdedores que se revoltam

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Um Dia de Cão

Filme Assistido nº 144
Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon, EUA, 1975) – Nota 10
Direção – Sidney Lumet
Elenco – Al Pacino, John Cazale, Charles Durning, Chris Sarandon, James Broderick, Carol Kane, Lance Henriksen.

Baseado em uma história real, dois assaltantes (Al Pacino e John Cazale) invadem um banco logo que ele é aberto planejando uma ação rápida, porém um terceiro assaltante que estava com eles desiste no meio do trabalho, deixando os dois bandidos perdidos, dando chance para que a polícia seja chamada. Sem saber o que fazer eles improvisadamente utilizam funcionários e clientes como reféns, inciando um drama que irá durar um dia inteiro. No desenrolar do dia as exigências do personagem de Pacino e suas idéias explosivas são ouvidas pelos curiosos em volta do banco e junto com a baixa popularidade da polícia americana na época, em virtude do massacre no presídio de Atica (fato parecido com o que aconteceu no Carandiru) fazem a população aplaudir o bandido e transforma-lo quase num herói.

Roteiro inteligente filmado com maestria por Lumet, alternando momentos extremamente tensos com cenas engraçadas, principalmente na hora em que é revelado o motivo do assalto, culminam num final trágico e fazem desta produção um dos maiores filmes policiais da história.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O Diabo Feito Mulher

Filme Assistido nº 143
O Diabo Feito Mulher (Rancho Notorius, EUA, 1952) – Nota 7
Direção – Fritz Lang
Elenco – Marlene Dietrich, Arthur Kennedy, Mel Ferrer, Gloria Henry, Lloyd Gough, Jack Elam, George Reeves.

Em uma cidade do velho oeste dois homens assaltam um loja e acabam violentando e matando a noiva de Vern Haskell (Arthur Kennedy) que ao descobrir o acontecido sai a caça dos assassinos chegando até um reduto de bandidos no meio do deserto (o Rancho Notorius do título original), local que é administrado pela ex-prostituta Altar Keane (Marlene Dietrich), que tenta manter a ordem no local e ainda se apaixona pelo mocinho.

Faroeste filmado quase como um drama, dirigido pelo alemão Fritz Lang (“Metropolis”) que junto com Marlene Dietrich dão um toque diferente ao gênero, também no quesito de colocar uma mulher como protagonista num universo totalmente masculino. E por sinal Marlene Dietrich dá conta do recado, como uma mulher sensual e determinada.

De Volta à Praia dos Amores

Filme Assistido nº 142
De Volta à Praia dos Amores (Back to the Beach, EUA, 1987) – Nota 4
Direção – Lyndall Hobbs
Elenco – Annette Funicello, Frankie Avalon, Lori Loughlin, Tommy Hinkley, Bob Denver, Pee Wee Herman, Connie Stevens, Don Adams.

A dupla Annette Funicello e Frankie Avalon fez sucesso na década de sessenta com filmes sobre uma turma de praia que se metia em namoros e confusões, sendo o mais famoso “A Praia dos Amores”.

Aqui eles retomam aos papéis vinte anos depois e decidem ir à Malibu visitar a filha, onde novamente se metem em confusões amorosas e reencontram os rivais. O filme pode ter algum interesse apenas aqueles que eram fãs dos filmes originais e nada mais que isso.

De Volta aos 18

De Volta aos 18 (18 Again!, EUA, 1988) – Nota 6
Direção – Paul Flaherty
Elenco – George Burns, Charlie Schlatter, Tony Roberts, Anita Morris, Jennifer Runyon, Miriam Flynn, Red Buttons, Pauly Shore, Anthony Starke.

Comédia em que um jovem de dezoito anos (Charlie Schlatter) e seu avô de noventa (George Burns) trocam de corpo após um acidente automobolístico e o avô acaba voltando aos dezoito anos e resolve aproveitar a vida novamente, enquanto o neto fica preso ao corpo do idoso no hospital.

Filme apenas razoável com um história similar a vários filmes dos anos oitenta como “Quero Ser Grande” e “Tal Pai, Tal Filho”. Esta produção tem como destaque o veterano George Burns, que na época tinha noventa e dois anos e interpretou o papel do avô. Burns por sinal sempre disse que viveria até os cem anos e acabou conseguindo, faleceu dois meses após completar o centenário em Março de 1996.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Os Deuses Devem Estar Loucos

Filme Assistido nº 140
Os Deuses Devem Estar Loucos (The Gods Must Be Crazy, Bostuana/África do Sul, 1980) – Nota 7
Direção – James Uys
Elenco – Marius Weyers, Sandra Prinsloo, Nixau, Jamie Uys.

Um pequeno avião deixa cair uma garrafa de coca-cola no deserto do Kalahari na África que é encontrada por um nativo (Nixau). Este achando ser um presente dos deuses por ter caído do céu, leva o objeto para sua aldeia, o que acaba trazendo desavenças entres os moradores, pois todos querem aquele presente de deus. Vendo que o objeto só trouxe brigas, ele resolve levar a garrafa até o fim do mundo para devolve-la. Não conhecendo o mundo, ele chega em uma cidade grande onde a diferença cultural será a graça do filme.

Esta história inusitada, estrelada por um nativo africano legítimo fez sucesso no mundo e gerou uma continuação em 1989 e mais três espécies de continuações produzidas na China. Humor ingênuo baseado no choque cultural e até no preconceito, mas que fez um sucesso inesperado na época.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

As 10 Atrizes Mais Belas

Respondendo ao desafio de minha amiga Anita do blog Amorita, estou postando minha relação com as 10 atrizes mais belas. Como toda lista hoje ela é atual e amanhã com certeza teria alterações. Pelo desculpas por que publicarei a foto apenas da minha escolhida como nº 1, em virtude de meu computador não ser dos mais rápidos e o Blogger também não ajudar na hora de inserir fotos.



1º - Monica Belluci

Esta belíssima italiana é quase uma deusa, dona de um rosto lindo e de um corpo exuberante, ela rouba a cena em qualquer filme que apareça. Sorte do seu marido o ator Vincent Cassel.


2º - Michelle Pfeiffer - Quem foi garoto na década de oitenta com certeza lembra de sua beleza em filmes como "Scarface", "Ladyhawke - O Feitiço de Áquila" e "As Bruxas de Eastwick". Hoje na casa dos quarenta anos, continua uma bela mulher e uma boa atriz.

3º - Sharon Stone - Qualquer homem que tenha assistido "Instinto Selvagem" colocaria Sharon Stone numa lista dessas. Rosto belíssimo, sorriso malandro e protagonista de cenas quentíssimas no cinema, continua linda aos cinquenta anos.

4º Ava Gardner - Esta bela mulher, dona de um beleza forte teve muitos homens na vida, entre eles o milionário Howard Hughes e o cantor Frank Sinatra, mas dizem que nunca foi dominada por ninguém.

5º Kate Beckinsale - Esta inglesa que nos mostrou uma beleza selvagem na série "Anjos da Noite" e fez o papel de Ava Gardner em "O Aviador" merece um destaque maior no cinema, quem sabe num papel mais sensual.

6º Kim Novak - O diretor Hitchcock tinha fascínio por loiras, quase todos os seus filmes tem blondies no papel principal feminino e a linda Kim Novak deixou James Stewart com vertigens no clássico "Um Corpo que Cai".

7º Courtney Thorne-Smith - Pouco conhecida no cinema, esta bela loira arrebentava corações no seriado "Melrose" no início dos anos noventa e há algum tempo protagoniza ao lado de James Belushi o sitcom "According to Jim". Dona de um belo rosto e um sorriso delicado, teria uma legião de fãs ser tivesse feito sucesso no cinema.

8º Eva Mendes - A sensualidade latina e o corpo escultural deixam qualquer homem de boca aberta e compensam por ela não ter um lindo rosto. O jeito fogoso e as cenas quentes que já protagonizou no cinema são pontos para participar desta lista.

9º Jessica Biel - Não é considerada um grande atriz, mas tem um belo corpo e um jeito de mulher decidida, daquelas que seduzem o homem que quiserem.

10º Patrícia Pillar - Apesar de não feito muito cinema, o seu papel mais conhecido foi em "O Quatrilho", Patrícia Pillar tem um beleza rara, loira, olhos claros e rosto delicado, com certeza é uma das atrizes mais bonitas que já apareceram no Brasil. Pena que escolheu mal o marido, o político Ciro Gomes.

sábado, 11 de outubro de 2008

Deu a Louca nos Monstros

Filme Assistido nº139
Deu a Louca nos Monstros (The Monster Squad, EUA, 1987) – Nota 6
Direção – Fred Dekker
Elenco – Andre Gower, Robby Kiger, Duncan Regehr, Stephen Macht, Tom Noonan, Mary Ellen Trainor, Jon Gries, Stan Shaw, David Proval.

Típico filme de terror adolescente dos anos oitenta, este “Deu a Louca nos Monstros” conta a história de um grupo de garotos viciados em terror que se juntam para contar histórias e ler revistas de terror no Clube dos Monstros, até que um dia a cidade em que vivem é invadida por um grupo de monstros de verdade liderados por Drácula.

Este filme passou diversas vezes na sessão da tarde e é cultuado por muito gente, principalmente pela demora que houve para o lançamento em DVD que só aconteceu em 2007, em virtude de problemas autorais. A mesma situação ocorre com outro clássico de Fred Dekker, este sim terror puro, chamado “A Noite dos Arrepios”.

Um ponto legal do filme é a utilização de personagens do terror clássico como Drácula, Frankenstein, Lobisomen e a Múmia, além de mostrar até o caçador de vampiros Van Helsing.

Como curiosidade, o roteiro é co-escrito pelo diretor Dekker e por Shane Black, que escreveu “Máquina Mortífera” e dirigiu “Beijos e Tiros”.

Detetive de Hollywood

Filme Assistido nº 138
Detetive de Hollywood (The Hollywood Detective, EUA, 1989) – Nota 5
Direção – Kevin Connor
Elenco – Telly Savalas, Helene Udy, George Coe, Joe Dalessandro.

O falecido ator Telly Savalas era conhecido por papéis em filmes como “Os Doze Condenados” e “007 a Serviço Secreto de Sua Majestade”, mas foi com o série de TV Kojak que ele ficou marcado. A série foi ao ar de 1973 a 1978 e depois ainda teve pelo menos mais cinco telefilmes com o personagem.

Aqui ele faz uma paródia dele mesmo, vivendo um ator aposentado que durante vários anos fez o papel de detetive em um série de TV, ele é procurado por uma jovem (Helene Udy) para investigar o desaparecimento de outro ator e acaba aceitando.

Telefilme apenas razoável com destaque para a auto-paródia e o roteiro de um desconhecido na época Cameron Crowe, que dirigiria depois filmes como “Jerry Maguire” e “Quase Famosos”.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

O Desafio das Águias

Filme Assistido nº 137
O Desafio das Águias (Where Eagles Dare, Inglaterra/EUA, 1968) – Nota 8
Direção – Brian G. Hutton
Elenco – Richard Burton, Clint Eastwood, Mary Ure, Michael Hordern, Patrick Wymark.

Esta eletrizante aventura de guerra foi o primeiro papel do grande Richard Burton em um filme de ação. Aqui ele é convocado para um missão suicida, resgatar um americano que está prisioneiro dos nazistas na Ilha de Creta e que tem todas as informações sobre o Dia D. Mesmo os nazistas não sabendo disso, o prisioneiro pode a qualquer momento acabar revelando o plano dos aliados. Além da dificuldade da ação, ele terá de descobrir um traidor infiltrado em seu grupo, onde tem Clint Eastwood como seu braço direito.

Baseado em romance do especialista Alistair MacLean, que escreveu também “Os Canhões de Navarone”, este é um dos grandes filmes de ação feitos sobre a Segunda Guerra durante a década de sessenta.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Depois de Horas

Filme Assistido nº 136
Depois de Horas (After Hours, EUA, 1985) – Nota 8
Direção – Martin Scorsese
Elenco – Griffin Dunne, Rosanna Arquette, Verna Bloom, Teri Garr, John Heard, Dick Miller, Cheech Marin, Thomas Chong, Linda Fiorentino, Catherine O’Hara, Will Patton, Bronson Pinchot, Victor Argo.

Esta deliciosa comédia de humor negro é uma obra diferente na filmografia de Scorsese, mas tendo como sempre a cidade de Nova York como cenário.

O filme se passa em uma única noite, quando o operador de computadores Paul (Griffin Dunne) entediado com seu trabalho acaba conhecendo a garota Marcy (Rosanna Arquette) em um café e resolve curtir a noite com ela, que o leva para o bairro boêmio do Soho, repleto de todos os tipos de personagens estranhos que transformaram a noite de Paul em um inferno.

Um dos pontos altos são os coadjuvantes, que vão de artistas, garçons, homossexuais até a divertida dupla Cheech e Chong, especialista em piadas sobre drogas, que aqui dirigem um caminhão de sorvete e perseguem o protagonista. O filme é comparado por muitos com o conto “Alice nos País da Maravilhas”, em virtude dos personagens incomuns e pela saga do protagonista tentando voltar para casa.

Um Scorsese único e imperdível.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Da Terra Nascem os Homens

Filme Assistido nº 135
Da Terra Nascem os Homens (The Big Country, EUA, 1958) – Nota 9
Direção – William Wyler
Elenco – Gregory Peck, Jean Simmons, Charlton Heston, Carroll Baker, Burl Ives, Charles Bickford, Chuck Connors, Alfonso Bedoya.

Este grande faroeste é na verdade um drama que fala sobre coragem e a estupidez da violência.

Aqui o bem sucedido Jim McKay (Gregory Peck) chega em um pequena cidade do Texas para se casar com Patrícia (Carroll Baker), filha do fazendeiro Henry Hill (Charles Bickford) e logo se vê no meio de um briga por terras entre a família da noiva e os Hannassey, liderados pelo violento patriarca Rufus (Burl Ives). Sendo um homem educado, ele tenta ao máximo não participar da violenta briga, mas é taxado por covarde, principalmente pelo capataz da fazenda de sua noiva, Steve Leech (Charlton Heston) e no final acabará tendo de participar desta pequena tragédia.

O filme tem tudo o que gênero pede, muita ação, ótimo elenco, uma história de primeira e a grande direção de William Wyler, que no ano seguinte faria outro clássico, “Ben Hur” também com Charlton Heston.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A Dama de Vermelho

Filme Assistido nº 134
A Dama de Vermelho (The Women in Red, EUA, 1984) – Nota 7
Direção – Gene Wilder
Elenco – Gene Wilder, Charles Grodin, Jospeh Bologna, Kelly LeBrock, Gilda Radner, Judith Ivey, Michael Huddleston.

Grande sucesso na época, esta comédia dirigida e estrelada pelo comediante Gene Wilder é simpática e divertida.

Um executivo casado (Wilder) vê uma estranha na rua (Kelly LeBrock) e sente-se atraído perdidamente, com isso arma um plano para conseguir seduzi-la.

Esta história simples é conduzida com muita graça, sendo contada pelo executivo em flashback, mostrando como ele foi se afundando pela obsessão de conquistar a desconhecida, além da confusão com uma funcionária feia de sua empresa (Gilda Radner), que pensa estar sendo cortejada por ele.

Duas curiosidades, Wilder e a falecida Gilda Radner eram casados na vida real e a bela Kelly LeBrock, que ficou famosa por este filme e por “Mulher Nota 1000” foi casada com o astro de ação Steven Seagal.

Cry Baby

Filme Assistido nº 133
Cry Baby (Cry Baby, EUA, 1990) – Nota 5
Direção – John Waters
Elenco – Johnny Depp, Amy Locane, Susan Tyrrell, Iggy Pop, Ricki Lake, Traci Lords, Troy Donahue, Joe Dalessandro, Patricia Hearst, Willem Dafoe.

O diretor John Waters apesar de ter sido um queridinho de parte da crítica na década de oitenta e ter uma boa quantidade de fãs, achei este seu trabalho apenas razoável.

O filme se passa na década de cinqüenta em Maryland, terra natal de Waters que ele usa como locação em todos os seus trabalhos, onde num bairro de subúrbio com casas e jardim bem cuidados, os jovens são criados para terem uma vida certinha, mas as coisas se complicam quando o rebelde Wade “Cry Baby” Walker (Johnny Depp) se muda para o bairro e faz a doce Alisson (Amy Locane) se apaixonar por ele, o que irá causar um briga entre os rebeldes liderados por Depp e os garotos certinhos.

Esta história que bebe na fonte do grande “West Side Story” é na verdade uma grande brincadeira que tira sarro dos costumes da época e tem como destaque ser o primeiro papel principal de Johnny Depp no cinema.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Rastros da Maldade

Rastros da Maldade (Wire in the Blood, Inglaterra, 2002) - Nota 9
Criador: Val McDermid
Elenco: Robson Green, Hermione Norris, Mark Letheren, Emma Handy, Mark Penfold, Simone Lahbib.


Esta aclamada série inglesa tem com protagonista o ator Robson Green como o psiquiatra Dr. Tony Hill que auxilia a polícia londrina na investigação de crimes violentos e serial killers. O grande interesse da série está na personalidade do psiquiatra, um sujeito calado, franco e analista ao extremo, com dificuldade em se relacionar mas especialista em desvendar casos complicados e entrar na mente dos criminosos, sempre tentando se colocar no lugar tanto das vítimas, quanto dos assassinos.

No elenco de apoio em metade dos episódios ele contracena com a policial Carol Jordan vivida por Hermione Norris, ela uma pessoa fria que ao mesmo tempo se sente atraída pela inteligência e a enigmática personalidade do psiquiatra, mas percebe a dificuldade em romper a barreira para entender os sentimentos dele e aceitar os dela. Na segunda metade dos episódios entra em cena a personagem Alex Fielding vivida por Simone Lahbib que substitui Carol Jordan, fato este que no início dá um verdadeiro nó na cabeça de Tony Hill, que demora a aceitar grandes mudanças, mas aos poucos os dois vão se entendendo, desta vez num relacionamento apenas profissional. Completam o elenco os detetives Kevin Geoffreys (Mark Letheren) e Paula McIntyre (Emma Handy), além do legista Dr. Ashley Vernon (Mark Penfold).

Foi filmado um misto de filme e episódio único, onde o Dr. Tony Hill é chamado para depor em um complicado caso de assassinato no Texas, em que um sujeito que ele analisou em outro caso ainda em Londres é o principal acusado. Aqui ele tem de se fazer entender em um local com um cultura totalmente diferente, que não aceita seus métodos de análise e investigação, criando um interessante conflito cultural .

Cada episódio é praticamente um longa, com duração de uma hora e meia e com a qualidade dos melhores filmes policiais e de suspense, tendo com certeza como grande atração o personagem Tony Hill, que acab sendo a grande diferença para melhor entre este e os bons seriados policiais americanos como “Criminal Minds” por exemplo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Cruz de Ferro

Filme Assistido nº 132
A Cruz de Ferro (Cross of Iron, Inglaterra/Alemanha/Iugoslávia, 1977) – Nota 7
Direção – Sam Peckinpah
Elenco – James Coburn, James Mason, Maximilian Schell, David Warner, Senta Berger, Klaus Lowitsch.

O único filme de guerra dirigido pelo chamado “mestre da violência” Sam Peckinpah é este “A Cruz de Ferro” que conta história de um pelotão de soldados alemães em luta contra os soviéticos em 1943 durante a 2º Guerra Mundial.

Enquanto os soldados lutam no meio de um lamaçal, enfrentando o frio e a artilharia dos soviéticos, o sargento Steiner (James Coburn) entra em conflito com o Capitão Stransky (Maximilian Schell), que deseja a qualquer custo se tornar herói para receber a “Cruz de Ferro”.

Para quem não sabe a “Cruz de Ferro” era um medalha criada na antiga Prússia, que acabou adotada pelos alemães para oferecer a seus heróis em tempos de guerra, porém após a 2º Guerra todos os símbolos nazistas foram proibidos e ninguém mais recebeu esta honraria.

Peckinpah mesmo não entregando um de seus melhores trabalhos, consegue um bom resultado mostrando a guerra como ela é, suja e violenta.

Cristovão Colombo - A Aventura do Descobrimento

Filme Assistido nº 131
Cristovão Colombo – A Aventura do Descobrimento (Christopher Columbus: The Discovery, EUA, 1992) – Nota 5
Direção – John Glen
Elenco – George Corraface, Marlon Brando, Rachel Ward, Tom Selleck, Robert Davi, Mathieu Carriere, Oliver Cotton, Catherine Zeta Jones, Benício Del Toro, Nigel Terry, Branscombie Richmond.

Para comemoração dos 500 anos do Descobrimento da América foram feitos dois filmes sobre Cristóvão Colombo e este apesar dos bons nomes no elenco, tem um resultado abaixo da média. Colombo é interpretado pelo péssimo George Corraface, acreditando que a Terra é redonda ele tem intenção de navegar até as Índias, porém primeiro precisa enfrentar a contrariedade do Inquisidador Tomas de Torquemada (Marlon Brando). Depois de algum tempo ele consegue realizar seu sonho, mas tem de enfrentar as dificuldades de navegação comuns na época, uma tripulação descontente que acredita ser difícil voltarem vivos para Espanha, além das sabotagens de Portugal, o país rival nas navegações.

O que poderia ser um grande filme fica apenas na promessa, sendo que mesmo nomes como Brando e Tom Selleck não convencem nos seus papéis, outros como Catherine Zeta Jones e Benício Del Toro estavam apenas em início de carreira e tiveram pequenos papéis.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Crimes e Pecados

Filme Assistido nº 130
Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors, EUA, 1989) – Nota 8
Direção – Woody Allen
Elenco – Woody Allen, Mia Farrow, Caroline Aaron, Anjelica Huston, Alan Alda, Sam Waterston, Claire Bloom, Joanna Gleason, Jerry Orbach, Martin Landau, Daryl Hannah, Victor Argo.

Ótimo drama que estuda até que ponto uma pessoa de bem pode chegar quando sua moral e integridade são colocadas à prova ou podem ser destruídas com a revelação de um segredo. Nesta análise de personalidade e integridade, Woddy Allen conta duas histórias em que o personagem principal tem de tomar um decisão que pode afetar sua vida para sempre.

Na primeira Woody Allen é Cliff Stern um cineasta idealista que recebe uma oferta lucrativa para filmar a biografia de um arrogante produtor de TV (Alan Alda) e precisa decidir entre sua integridade profissional e o lucro. A segunda história tem como personagem principal o oftalmologista Judah (Martin Landau), casado, conhecido e respeitado na comunidade judaica mas que tem um caso com Dolores (Anjelica Huston), que ameaça contar o segredo caso ele não se separe da esposa. Encurralado ele procura conselho com duas pessoas próximas, seu rabino (Sam Waterston) e seu irmão mafioso (Jerry Orbach), tendo de decidir deixar a verdade vir a tona ou manter sua moral intacta perante a comunidade, mesmo que tenha de cometer um crime.