segunda-feira, 28 de abril de 2008

Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol


Ficha Técnica:
Antes do Amanhecer (Before Sunrise, EUA, 1995)
Direção: Richard Linklater
Elenco: Ethan Hawke, Julie Delpy.


Ficha Técnica:
Antes do Pôr-do-Sol (Before Sunset, EUA, 2004)
Direção: Richard Linklater
Elenco: Ethan Hawke, Julie Delpy.

Quem é fã de cinema sabe a dificuldade em fazer com que uma continuação, mesmo sendo de algum filme com grande sucesso, seja melhor ou pelo menos igual ao original, além de continuações serem mais comuns em filmes de ação, terror e ficção. Aqui temos uma exceção, onde original e a continuação tem a mesma qualidade e num gênero como drama romântico.

Tudo começou em 1994 quando o diretor Richard Linklater uniu o americano Ethan Hawke e a francesa Julie Delpy para contar a história de dois jovens que se encontram por acaso em um trem que corta a Europa em "Antes do Amanhecer". Ele viajando como mochileiro na última noite antes pegar o avião de volta para casa e ela voltando para Paris, porém ele consegue convencê-la a descer em Viena e passarem a última noite juntos. A partir daí somos levados pelas belas paisagens da cidade de Viena, seus monumentos e brindados com diálogos primorosos e sinceros entre o casal, que vai se conhecendo e se apaixonando. Não vou contar o final, porém a história fica em aberto.

Depois de nove anos, o trio voltou a se juntar para continuar a história em "Antes do Pôr-do-Sol". Agora o personagem de Ethan Hawke já é um escritor e vai à Paris para lançar um novo livro e acaba encontrando seu antigo amor, Julie Delpy. No primeiro filme eles eram jovens cheios de vida e com um futuro todo pela frente, aqui eles já passaram por várias situações na vida e começam a conversar sobre suas experiências, conquistas e frustrações.

São dois filmes originais que contam uma bela história de amor, mostrando como as pessoas amadurecem com os anos e como o fazer ou não algo, pode alterar muito nosso caminho na vida. E aqui este intervalo de nove anos entre o filme e a história em si, são muito bem explorados, além de ser visível a diferença de idade nos rostos de Hawke e Delpy, o que dá um realismo ainda maior.

Muitos podem dizer que são filmes com uma quantidade enorme de diálogos, monótonos e diferente das produções normais sobre o tema, mas para aqueles que se identificarem com a história, será um experiência prazerosa e inesquecível.

domingo, 27 de abril de 2008

Filmes Assistidos - 31 a 40

31 – Ao Mestre Com Carinho (To Sir, With Love, EUA, 1967) - Nota 8
Direção – James Clavell
Elenco – Sidney Poitier, Judy Geeson, Suzy Kendall, Lulu, Christian Roberts.
Um professor negro (Sidney Poitier) vai lecionar em colégio de Londres e enfrenta o preconceito para dar uma lição de vida aos alunos. Clássico do cinema, talvez o primeiro filme que colocou um professor como uma espécie de herói para os alunos.

32 – Apostando no Amor (Dogfight, EUA, 1991) - Nota 7
Direção – Nancy Savoca
Elenco – River Phoenix, Lili Taylor, Richard Panebianco, Anthony Clark.
Na noite antes de embarcarem para o Vietnã, jovens recrutas vão a um bar e fazem uma aposta: Quem ficar com a garota mais feia é o vencedor. O que começa como comédia se transforma em drama quando o personagem do falecido River Phoenix se apaixona pela sua vítima, a personagem de Lili Taylor e vê o quanto será difícil deixá-la para ir à Guerra.

33 – Armadilha Mortal (Deathtrap, EUA, 1982) - Nota 7
Direção – Sidney Lumet
Elenco – Michael Caine, Cristopher Reeve, Dyan Cannon, Irene Worth, Henry Jones.
Um escritor que há muito tempo não tem um sucesso (Michael Caine), vê em na peça escrita por um aluno (Christopher Reeve) a chance de voltar ao topo, com isso ele o convida para um fim de semana em sua casa e planeja junto com a esposa (Dyan Cannon) assassiná-lo. Bom suspense dirigido pelo sempre competente Lumet.

34 – Armadilhas do Amor (Love at Large, EUA, 1990) - Nota 6
Direção – Alan Rudolph
Elenco – Tom Berenger, Anne Archer, Elizabeth Perkins, Kate Capshaw, Annette O’Toole, Ted Levine, Ann Magnuson, Kevin J. O’Connor, Ruby Dee, Barry Miller, Neil Young, Gailard Sartain.
Um detetive (Berenger) é contratado por mulher sensual (Anne Archer) para seguir um homem e nesse trabalho ele se envolve com outra mulher (Elizabeth Perkins). Misto de policial e suspense com pitadas de filme noir, com resultado apenas razoável. Dirigido por Alan Rudolph que era promissor na década de oitenta, mas acabou não correspondendo à expectativa.

35 – Armados e Perigosos (Armed and Dangerous, EUA, 1986) - Nota 6
Direção – Mark L. Lester
Elenco – John Candy, Eugene Levy, Robert Loggia, Kenneth McMillan, Meg Ryan, Brion James, Jonathan Banks, Don Stroud, Steve Railsback.
Um policial expulso da corporação (O simpático e já falecido John Candy) e um advogado fracassado (Eugene Levy de "American Pie") vão trabalhar de seguranças e descobrem um esquema de corrupção liderado pelo presidente do sindicato (Robert Loggia). A partir muito confusão nesse misto de filme de ação com comédia.

36 – Armas e Amores (Swing Shift, EUA, 1984) - Nota 6
Direção – Jonathan Demme
Elenco – Goldie Hawn, Kurt Russell, Christine Lahti, Ed Harris, Fred Ward, Sudie Pond, Holly Hunter, Charles Napier, Roger Corman.
Durante a 2º Guerra as mulheres acabaram preenchendo as vagas dos soldados trabalhando em fábricas, neste contexto se passa esta história com pitadas de drama e comédia. Trabalho apenas mediano do diretor Demme ("O Silêncio dos Inocentes").

37 – A Arte da Extorsão (Minbo No Onna, Japão, 1992) - Nota 9
Direção – Juzo Itami
Elenco – Nobuko Miyamoto, Akira Takarada, Yasuo Daichi, Takehiro Murata.
O dono de um hotel em Tóquio uma advogada especializada em lutar conta a Yakuza para tentar afastar os gangsters do local. Ótimo drama policial com toques de comédia, especialidade de Itamo que fez vários filmes ridicularizando a Yakuza (os ótimos "A Coletora de Impostos I e II"), sempre com sua esposa Nobuko Miyamoto no papel principal. Com estes filmes ele teve vários problemas com a Máfia Japonesa, inclusive uma tentativa de assassinato. Juntando isso ao fato de que foi acusado de trair a esposa com uma adolescente, ele suicidou-se em 1997.

38 – Arthur – O Milionário Sedutor (Arthur, EUA, 1981) - Nota 7
Direção – Steve Gordon
Elenco – Dudley Moore, Liza Minelli, John Gielgud, Geraldine Fitzgerald, Jill Eikenberry, Stephen Elliott.
O baixinho inglês Dudley Moore fez sucesso no final da década de setenta e início da de oitenta com filmes como "Mulher Nota 10 " e este "Arthur". Sucesso de bilheteria, ele conta a história de milionário (Moore) que precisa casar dentro de um mês para herdar um fortuna da família, porém ele é um playboy que bebe demais. Muita confusão e um bom par com Liza Minelli são os pontos altos do filme, além da boa presença de John Gielgud como seu mordomo. Teve uma continuação em 1988 que foi um fracasso. Moore faleceu em 2002 já sem a mesma fama.

39 – Asa Branca, um Sonho Brasileiro (Brasil, 1981) - Nota 7
Direção – Djalma Limonge Batista
Elenco – Edson Celulari, Eva Wilma, Walmor Chagas, Gianfrancesco Guarnieri, Rita Cadillac, Mané Garrincha, Mario Américo, Grande Otelo.
Um dos poucos filmes brasileiros sobre futebol, mostra a trajetória de Asa Branca (Edson Celulari), que sai de um time do interior do país para jogar em uma equipe grande numa época em que o futebol não pagava salários milionários e tem de enfrentar todos os obstáculos, tanto da carreira, quanto da vida na cidade grande. Bom filme, vale como curiosidade sobre o tema.

40 – Asas do Desejo (Der Himmel Uber Berlin, Alemanha, 1987) - Nota 10
Direção – Wim Wenders
Elenco – Bruno Ganz, Otto Sander, Solveig Dommartin, Peter Falk, Curt Bois
A obra-prima de Wim Wenders conta a história de dois anjos (Bruno Gaz e Otto Sander) que perambulam pelas ruas e o telhados de Berlim no pós-guerra e ouvem os pensamentos, as alegrias, tristezas e desejos dos moradores da cidade, que não podem vê-los, nem eles podem interagir com estas pessoas. Mas tudo muda quando um dos anjos (Ganz) se apaixona por uma trapezista (Solveig Dommartin) e resolve se transformar em humano para viver este amor, mesmo sabendo que terá de enfrentar a mortalidade. Um filme delicado, um drama com imagens e diálogos tocantes, onde os anjos enxergam em preto e branco e os humanos em cores. Teve uma boa continuação em 1993 "Tão Longe, Tão Perto", mas sem o mesmo encanto e foi refilmado nos EUA como "Cidade dos Anjos" com Nicolas Cage e Meg Ryan.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Amnésia e Irreversível

Ficha Técnica:
Amnésia (Memento, EUA, 2000)
Direção: Christopher Nolan
Elenco: Guy Pearce, Carrie-Anne Moss, Joe Pantoliano, Mark Boone Jr, Russ Fega, Jorja Fox, Stephen Tobolowsky, Harriet Sansom Harris, Callum Keith Rennie.


Ficha Técnica:
Irreversível (Irrevérsible, França, 2002)
Direção: Gaspar Noé
Elenco: Monica Bellucci, Vincent Cassel, Albert Dupontel.




Vou escrever sobre dois filmes que tem muito em comum além da qualidade. Contando as histórias de trás para frente, em sequências de mais ou menos dez minutos, eles começam mostrando o final e retrocedendo sempre para uma sequência anterior que termina onde a que já assistimos se iniciou.

O primeiro é "Amnésia" dirigido pelo ótimo Christopher Nolan ("Batman Begins" e "Insônia") é o que tem a trama mais complexa, aqui Leonard Shelby (o australiano Guy Pearce) tem a mulher estuprada e morta por um homem encapuzado e enquanto ele reage com um tiro, é golpeado na cabeça e passa a sofrer de um tipo de amnésia em que ele sempre esquece fatos ocorridos há mais de dez minutos. A partir daí ele sai a procura do assassino e vai se envolver com Ted (Joe Pantoliano) um suposto policial e Natalie (Carrie Anne-Moss) a qual ele conhece depois ver o nome dela tatuado em seu corpo. Ele fará ainda outras tatuagens que servirão como lembranças, e acabarão formando um quebra-cabeças que iremos desvendar apenas no final, ou melhor, no início da história. Um grande filme que merece ser visto mais de uma vez para melhor entendimento da história e análise dos detalhes.

Já "Irreversível" causou uma grande polêmica quando do seu lançamento em virtude do tema pesado e das cenas de violência, principalmente uma lona cena de estupro. A históra começa com o desesperado e violento Marcus (Vincent Cassel) e o assustado Pierre (Albert Dupontel) procurando alguém dentro de um uma boate gay com figuras totalmente depravadas. Apenas com a história retrocedendo é que iremos descobrir que os dois estão caçando o homem que estuprou e espancou Alex (Monica Bellucci) namorada atual de Marcus e ex de Pierre. Apesar da violência, o longa é ótimo na minha opinião, pois a princípio somos jogados em uma perseguição aparentemente doentia por dois malucos, mas aos poucos somos apresentados a verdadeira face dos personagens, que vão sendo mostrados como pessoas normais que são levados pelo impulso de vingança em razão de uma situação extrema. Sendo dúvida é um filme para pessoas de estômago forte.

Uma curiosidade, antes destes filmes o seriado "Seinfeld" em meados dos anos noventa fez um episódio da mesma forma, com a história contada ao contrário, onde ele, uma namorada, Elaine e George vão a um casamento na Índia e arrumam um grande confusão. Para quem conhece o seriado, sabe que ele foi um marco na TV.


terça-feira, 22 de abril de 2008

Superbad - É Hoje e Três Dicas de Comédias Antigas

Superbad - É Hoje (Superbad, EUA, 2007) – Nota 8
Direção – Greg Mottola
Elenco – Jonah Hill, Michael Cera, Christopher Mintz-Plasse, Bill Hader, Seth Rogen, Martha MacIsaac, Emma Stone, Kevin Corrigan, Stacy Edwards.

Com o tempo e a experiência acabamos se tornando mais críticos com os filmes que assistimos e como muitas vezes as histórias dos novos filmes são praticamente cópias de sucessos do passado e até de filmes comuns, fico sempre na expectativa de ver algo novo ou que pelo menos renove ideias antigas. Tive uma grata surpresa com este "Superbad", nada de excepcional, apenas um filme bem engraçado. Apesar de repleto de palavrões e piadas sobre sexo, o roteiro é simples e eficiente, além dos atores terem sido muito bem escolhidos.

Produzido por Judd Apatow (diretor de "O Virgem de 40 Anos") e com roteiro do ator Seth Rogen e Evan Goldberg (que escreveram o roteiro quando eram adolescentes e deram seus nomes aos personagens principais), o filme conta a história de Seth, o falador Jonah Hill e Evan, o tímido Michael Cera, que para conquistarem duas garotas prometem levar bebida a uma festa, utilizando a identidade falsa de um terceiro colega, Fogell, ou melhor, McLovin (o engraçado Christopher Mintz-Plasse). Até conseguirem a bebida, o trio passa por situações engraçadas, principalmente quando aparecem dois policiais malucos interpretados pelo roteirista Seth Rogen e por Bill Hader. Outro fato curioso é a participação do estranho Kevin Corrigan (da série "Grounded For Life") interpretando um cara esquentado e usando a camisa da seleção brasileira, sabe-se lá por que.

O tipo de comédia deste filme já foi feito centenas de vezes, porém me lembrei de como começou este gênero e vou listar três filmes que deram o pontapé inicial nas comédias com adolescentes e no estilo besteirol.

1 - O Clube dos Cafajestes (National Lampoon's Animal House, EUA, 1978) - Nota 9 Direção – John Landis Elenco –John Belushi, Tim Matheson, Peter Riegert, Karen Allen, Tom Hulce, Stephen Furst, John Vernon, Verna Bloom, Donald Sutherland, Cesare Danova, Bruce McGill, Kevin Bacon, James Daughton.

O diretor John Landis fez um clássico que é um marco na história da comédia maluca e que é copiado até hoje. A história da disputa de duas fraternidades dentro de uma universidade, tendo de um lado os ricos e do outro os desajustados, resultam em cenas grotescas mas engraçadas, com personagens malucos e um elenco de primeira em início de carreira, incluindo nomes como Tim Matheson, Peter Riegert, Tom Hulce, Kevin Bacon, Bruce McGill, Karen Allen e o sensacional e já falecido John Belushi, além da participação de Donald Sutherland. Eles praticamente derrubam a universidade com brigas, correrias, pegadinhas no estilo pastelão e até um tanque do exército é usado no final do filme.

2 - Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu (Airplane, EUA, 1980) - Nota 8< Direção – David Zucker, Jim Abrahams & Jerry Zucker Elenco – Robert Hays, Julie Hagerty, Leslie Nielsen, Peter Graves, Kareem Abdul Jabbar, Lloyd Bridges, Robert Stack.

Este filme marcou a estréia do trio "ZAZ" no cinema. Os diretores Jerry Zucke, Jim Abrahams e David Zucker dirigiram a seis mãos esta comédia hilariante que começa parodiando no título o clássico do cinema catástrofe "Aeroporto",para em seguida disparar um piada após a outra acertando em diversos filmes famosos e clichês clássicos do cinema. Os diretores resgataram diversos atores veteranos que estavam esquecidos na época, como Lloyd Bridges, Robert Stack, Peter Graves e Leslie Nielsen, este último que se tornou o ator favorito do trio em suas comédias, além do jogador de basquete Kareem Abdul-Jabbar. Infelizmente modelo de comédia foi copiado a exaustão e hoje está completamente saturado e sem graça.

3 - Porky's (Porky's, EUA, 1982) - Nota 7 Direção – Bob Clark Elenco – Dan Monahan, Mark Herrier, Wyatt Knight, Roger Wilson, Kim Cattrall, Alex Karras.

Aqui temos a fronteira final sendo ultrapassada em comédia. Nos dois filmes citados tivemos a destruição e as piadas sobre tudo e todos como pontos principais, faltando apenas as piadas e citações quase explícitas sobre sexo. "Porky"s" do diretor Bob Clark veio para isso, situando-se em um colégio na Flórida em 1954, onde uma turma de alunos tenta de todas as maneiras conseguir garotas e transar, mostrando todos os personagens que hoje são clichês nesse tipo de filme. Vemos o garanhão, o garoto atrapalhado e virgem, a garota que fica com todos, a professora de educação física lésbica, entre outros. O filme fez muito sucesso e gerou duas continuações até que engraçadas, porém inferiores.

Somando as histórias, personagens e situações, praticamente toda comédia adolescente bebe na fonte destes longas, que deram o primeiro passo e fizeram um sucesso incrível, gerando uma explosão desse tipo de filme nos anos oitenta e sendo usados como referência até hoje.

domingo, 20 de abril de 2008

O Reino


Ficha Técnica:
O Reino (The Kingdom, EUA, 2007)
Direção: Peter Berg
Elenco: Jaime Foxx, Chris Cooper, Jennifer Garner, Jason Bateman, Ashraf Barhom, Ali Suliman, Jeremy Piven, Richard Jenkins, Tim McGraw, Kyle Chandler, Frances Fisher, Danny Huston, Peter Berg.

Este filme de ação conta um história fictícia, mas com um tema bem atual, o terrorismo internacional envolvendo principalmente Estados Unidos, Arábia Saudita e o petróleo.

Após um ataque terrorista em um complexo residencial americano na Arábia Saudita, o FBI envia um grupo de agentes liderados por Ronald Fleury (Jamie Foxx) para investigar o acontecido. Chegando lá eles terão de driblar as diferenças culturais e a política para tentar descobrir quem organizou os atentados.

Não chega a ser um grande filme, mas tem pontos positivos como mostrar que os muçulmanos não são todos terroristas e que eles também sofrem com os atentados e lutam contra estas facções radicais, além de deixar bem claro que a violência sempre trás o desejo de vingança da parte afetada, sendo as vítimas ocidentais ou muçulmanos.

Gostei muito também dos créditos de abertura, que mostram toda a relação americana com a Casa de Saud, ou melhor, a família real saudita e o petróleo desde o início do século passado e como isso afeta a economia e a ordem mundial. Acho um desperdício o que acontece hoje com muitos filmes que não colocam os créditos de abertura, deixando para mostrá-los ao final. Créditos bem feitos e originais como de este "O Reino", são um plus em qualquer filme.

O elenco de bons nomes não decepciona, mas nada mais do que isso, já o diretor e ator Peter Berg mostra que pode crescer na profissão, desenvolvendo aqui cenas de ação muita boas e o gosto pelo uso de muitos "closes", tentando captar os sentimentos dos personagens. No seu currículo como ator, ele foi personagem fixo na antiga série "Chicago Hope" e como diretor fez o elogiado "Very Bad Things" e o péssimo "Bem-Vindo à Selva" com The Rock. Atualmente ele produz a série sobre futebol americano "Friday Night Lights".

sábado, 19 de abril de 2008

Filmes Assistidos - 21 a 30

21 – Amor à Primeira Vista (Falling in Love, EUA, 1984) - Nota 7
Direção – Ulu Grosbard
Elenco – Robert DeNiro, Meryl Streep, Harvey Keitel, Dianne Wiest, Jane Kaczmarek, George Martin, David Clennon, Victor Argo, Jesse Bradford.
Um homem (DeNiro) e uma mulher (Meryl Streep) se encontram casualmente e daí nasce um grande amor, porém os dois são casados. Drama romântico com um ótimo casal principal.

22 – Amor à Segunda Vista (Crossing Delancey, EUA, 1988) - Nota 6
Direção – Joan Micklin Silver
Elenco – Amy Irving, Peter Riegert, Reizl Bozyk, Jeroen Krabbe, Sylvia Miles, Suzzy Roche, George Martin, John Beford Lloyd, David Hyde Pierce, Rosemary Harris.
Um casal (Peter Riegert e a Amy Irving) começam um relacionamento, mas a avô judia dele não aprova e tenta atrapalhar a relação. Drama romântico com pitadas sobre preconceito.

23 – Amores em Conflito (Sweet Hearts Dance, EUA, 1988) - Nota 7
Direção – Robert Greenwald
Elenco – Don Johnson, Susan Sarandon, Jeff Daniels, Elizabeth Perkins, Kate Reid, Justin Henry, Holly Marie Combs.
Drama romântico sobre dois casais de amigos, um casado com filhos e em crise (Don Johnson e Susan Sarandon) e outro em início de romance e apaixonados (Jeff Daniels e Elizabeth Perkins).

24 – Amor, Sublime Amor (West Side Story, EUA, 1961) - Nota 9
Direção – Robert Wise & Jerome Robbins
Elenco – Natalie Wood, Richard Beymer, George Chakiris, Rita Moreno, Russ Tamblyn.
Musical vencedor de dez prêmios Oscar, conta a história de amor de Maria e Tony ligados à comunidades e gangues rivais (americanos e porto-riquenhos), fato que acirra o conflito racial. Ótimo até mesmo para quem não é fã de musicais.

25 – Os Anjos Batem Melhor com a Direita (Anche Gli Angeli Tirano di Destro, Itália, 1974) - Nota 6
Direção – E. B. Clucher (Enzo Barboni)
Elenco – Giulano Gemma, Ricky Bruch.
Sequência de "Dois Anjos da Pesada", aqui Giuliano Gemma e Ricky Bruch (que substitui Bud Spencer) são dois picaretas que tentam viver de golpes. O original é melhor.

26 – Annie (Annie, EUA, 1982) - Nota 6
Direção – John Huston
Elenco – Aileen Quinn, Albert Finney, Carol Burnett, Ann Reinking, Bernadette Peters, Tim Curry, Edward Herrmann.
Único musical dirigido por John Huston, baseado em sucesso da Broadway foi um fracasso que conta a história da garotinha pobre Anne (Aileen Quinn) que mora em um orfanato e sonha em encontrar uma família.

27 – O Ano do Dragão (Year of the Dragon, EUA, 1985) - Nota 8
Direção – Michael Cimino
Elenco – Mickey Rourke, John Lone, Ariane, Raymond J. Barry, Caroline Kava, Victor Wong.
Ótimo filme dirigido pelo controverso Michael Cimino sobre um policial (Mickey Rourke) que vai combater a máfia chinesa em Nova Iorque (liderada por John Lone) e ao mesmo tempo se envolve com a personagem de Ariane que tem ligações com os criminosos.

28 – O Ano em que Vivemos em Perigo (The Year of Living Dangerously, Austrália, 1982) - Nota 8
Direção – Peter Weir
Elenco – Mel Gibson, Sigourney Weaver, Linda Hunt, Michael Murphy, Bill Kerr.
Em 1965 na Indonésia nos últimos momentos antes da queda do presidente Sukarno, um jornalista australiano (Mel Gibson) se envolve com uma funcionária da embaixada americana (Sigourney Weaver) e ao mesmo tempo é auxiliado por um fotógrafo anão (Linda Hunt que interpreta um homem e ganhou o Oscar de Atriz Coadjuvante pelo papel) na investigação do assunto. Ótima mistura de drama político com romance.

29 – Anos Dourados (Anos Dourados, Brasil, 1986) - Nota 7
Direção – Roberto Talma
Elenco – Malu Mader, Felipe Camargo, Betty Faria, Yara Amaral, José Lewgoy, Milton Moraes, Taumaturgo Ferreira, Betty Faria, José de Abreu, Isabela Garcia, Antônio Calloni, Rodolfo Bottino.
Mini-série sobre as aventuras amorosas de adolescentes cariocas nos anos sessenta. Fez muito sucesso na época quando passou na TV.

30 – Anos Incríveis (The Wonder Years, EUA, 1998 a 1993) - Nota 9
Direção– Steve Miner & Neal Marlens
Elenco – Fred Savage, Dan Lauria, Alley Mills, Olivia D’Abo, Danica McKeller, Josh Saviano, Giovanni Ribisi. Narração de Daniel Stern
Excelente seriado sobre a adolescência do garoto Kevin Arnold (o simpático Fred Savage), contando sua relação com família, amigos, escolas e o primeiro amor. Contado de forma simples e sensível, mistura com qualidade drama e comédia. Um seriado inesquecível.

terça-feira, 15 de abril de 2008

O Último Samurai

Ficha Técnica:
O Último Samurai (The Last Samurai, EUA/Japão/Nova Zelândia, 2003)
Direção: Edward Zwick
Elenco: Tom Cruise, Ken Watanabe, Tony Goldwyn, Timothy Spall, Billy Connolly, Masato Harada, Koyuki, Shichinosuke Nakamura, Shin Koyamada, William Atherton, Scott Wilson.

O diretor Edward Zwick muitas vezes é criticado por fazer filmes em estilo quase épico e com histórias sempre com uma lição de moral, caráter e superação (vide "Lendas da Paixão" e "Tempo de Glória"). Neste "O Último Samurai" ele mostra todas as sua qualidades e defeitos conforme a opinião da crítica especializada.

A história começa em 1870 com o Capitão Nathan Algren (Tom Cruise) um amargurado herói do exército americano, agora trabalhando em um show fazendo propaganda para venda de armas, que é procurado por um antigo desafeto de exército, o Coronel Bagley (Tony Goldwyn) que leva uma proposta do negociante japonês Omura (Masato Harada) para ele treinar um exército no Japão para combater uma rebelião de samurais, liderada por Matsumoto (o ótimo Ken Watanabe). Mesmo desgostoso ele aceita o desafio em troca de um bom dinheiro, porém não tendo a mínima idéia do que vai enfrentar, chegando ao Japão tenta conseguir informações sobre o inimigo sem sucesso, inimigo este que ele irá conseguir conhecer apenas após a primeira batalha quando ele será capturado.

A partir daí começa uma jornada de conhecimento de uma nova cultura e novos hábitos, o que fará com o Capitão Algren revise seus conceitos e pensamentos, dando a ele uma oportunidade de recuperar sua alma e sua honra, que ele parece ter perdido depois de tantas batalhas que participou.

O filme tem uma bela fotografia, principalmente nas cenas passadas na vila dos samurais, além das batalhas terem sido muito bem filmadas, com uma mistura de luta no estilo ocidental com armas de fogo e oriental com arco e flecha e kung fu.

Recomendo para quem gosta de filmes com cenas de batalhas contendo muitos figurantes, no estilo "Coração Valente", com a maioria da lutas filmadas com atores de verdade, o que dá um realismo ainda maior, diferente de muitas produções que utilizam praticamente apenas o computador para criar este tipo de cena.

Na minha opinião a história é bem interessante, porém fiquei com a impressão que poderia ter sido ainda melhor, mas mesmo assim está acima da média, vale a pena assistir.

sábado, 12 de abril de 2008

The Shield

Ficha Técnica:
The Shield (The Shield, EUA, 2002)
Criador: Shawn Ryan
Elenco: Michael Chiklis, Catherine Dent, Walton Goggins, Kenneth Johnson, Benito Martinez, Jay Karnes, Michael Jace, David Rees Snell, Cathy Cahlin Ryan, CCH Pounder.

Quando esta série estreou provavelmente foi uma aposta do criador Shawn Ryan e do veterano produtor Scott Brazil, do antigo sucesso "Hill Street Blues" que mostrava o dia a dia em uma delegacia de polícia num bairro pobre de Nova Iork no início dos anos oitenta. Aqui em "The Shield" temos uma locação parecida, uma delegacia no distrito de Farmington em Los Angeles onde gangues de negros e latinos disputam espaço para a venda de drogas, porém a semelhança fica por aí, a história de "The Shield" coloca policiais corruptos como protagonistas, algo incomum nos seriados americanos e além disso quando foi lançada em 2002 seu elenco era formado por ilutres desconhecidos.

O personagem principal é o detetive Vic Mackey vivído por Michael Chiklis (O Coisa do "Quarteto Fantástico) que comanda uma unidade de combate as gangues chamada "Strike Team", tendo como leais companheiros o esquentado Shane Vendrell (Walton Goggins), Curtis Lemansky o "Lem" (Kenneth Johnson) e Ronnie Gardocki (David Rees Snell), que não tem limites para prenderam bandidos, usando de todos os métodos e além disso ainda extorquem dinheiro dos traficantes em troca de que eles não entrem em guerra. O chefe da delegacia é o Capitão David Aceveda (Benito Martinez) um latino ambicioso que quer a qualquer custo derrubar Vic e se eleger Vereador. No meio desta briga temos ainda a honesta dupla de detetives, o convencido mais também ingênuo Dutch Wagenbach (Jay Karnes) e Claudette Wyms (CCH Pounder) provavelmente a personagem mais sensata da série. E finalizando o elenco, temos a dupla de policiais Danny Sofer (Catherine Dent) amante de Vic e o homossexual enrustido Julien Lowe (Richard Jace), além da mulher de Vic, Corrine (Cathy Cahlin Ryan).

Acompanho a série desde o início e vejo como as grandes qualidades dela, a história que é continua, sendo que acontecimentos da primeira temporada ainda repercutem na sexta por exemplo, algo como se os pecados de cada um sempre voltassem para atormentá-los, além do elenco que passa todas as qualidades e os defeitos de cada personagem, que são fortes e agem muitas vezes por lealdade e outras para salvar a própria pele, mas o caráter de cada um é muito bem definido.

Outro destaque é a ambiguidade do personagem principal Vic, apesar de corrupto e violento ao extremo com bandidos, ele tem uma lealdade total com seus companheiros e cobra o mesmo deles. Ele se mostra ao mesmo tempo um pai amoroso com seus filhos e e um cara que não pensa duas vezes em trair a esposa.

Apesar de não ser um sucessso absoluto, talvez em virtude de ser extremamente realista e violento, "The Shield" tem um público cativo que foi crescendo com o tempo e ajudou para que a série tivesse participações especiais no elenco fixo, principalmente na quarta temporada com Glenn Close como a Capitã Mônica Rawling e na quinta Forest Whitaker como o Tenente Jon Kavanaugh que tenta prender o "Strike Team" de todas a maneiras.

Havia a notícia de que a sexta temporada seria a última, porém os produtores resolveram dividí-la em duas e agora estamos esperando a sétima para descobrir como acabará está história empolgante, que na temporada passado parou no meio da trama, quando a história pegava fogo. Para quem gosta do gênero recomendo que assista, de preferência desde o início para poder entender toda a trama e as motivações dos personagens.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

O Massacre de Rosewood

Ficha Técnica:
O Massacre de Rosewood (Rosewood, EUA, 1997)
Direção: John Singleton
Elenco: Ving Rhames, Jon Voight, Don Cheadle, Bruce McGill, Loren Dean, Esther Rolle, Elise Neal, Robert Patrick, Michael Rooker, Catherine Kellner, Akosua Busia, Mark Boone Junior, Muse Watson,

O diretor John Singleton (do ótimo Boyz'n the Hood - Os Donos da Rua) conta aqui a história pouco conhecida do massacre que aconteceu em 1923 na pequena cidade de Rosewood na Flórida. O caso ficou esquecido por quase setenta anos, vindo à tona apenas em 1982 através de um reportagem, inclusive o filme foi baseado nela.

Tudo começa quando um mulher branca que mora na cidade de maioria branca chamada Summer acusa um andarilho negro de tê-la assaltado e espancado, com isso acendendo um estopim de ódio e preconceito em vários cidadãos de Summer, que partem para a vizinha cidade de Rosewood, onde maioria da população é negra, atrás de vingança mesmo sem comprovar se a acusação é verdadeira, o que vai resultar no assassinato de muitos negros e na destruição da pequena cidade. O filme mostra como um comerciante branco (Jon Voight) e um veterano da 1º Guerra Mundial negro (Ving Rhames) tentaram salvar o maior número de pessoas possíveis do massacre.

O filme é um drama sobre preconceito que vai fundo no tema, com muitas cenas de ação e prendendo a atenção do início ao fim, Singleton nos conta uma página triste e cruel da história americana.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Filmes Assistidos - 1 a 20

Resolvi utilizar este espaço para listar todos os filmes que assisti, sendo quase 4.000 títulos diferentes.
Vou postar listas com 20 filmes com pequenos comentários e notas de 1 a 10.
No início os filmes estarão em ordem alfabética até um determinado número, pois desta forma fiz o levantamento há alguns anos e depois fui incluíndo os títulos de acordo com que o assisto.
Espero que a lista seja útil e estou a disposição para qualquer dúvida.

1 – Os Abutres Tem Fome (Two Mules for Sister Sara, EUA, 1970) - Nota 8
Direção – Don Siegel
Elenco – Clint Eastwood, Shirley MacLaine, Manolo Fabregas.
Faroeste com Eastwood no papel de um pistoleiro e Shirley MacLaine como uma prostituta disfarçada de freira.

2 – Adeus Querida (Farewell, My Love, EUA, 1975) - Nota 6
Direção – Dick Richards
Elenco – Robert Mitchum, Charlotte Rampling, John Ireland, Sylvia Miles, Sylvester Stallone, Anthony Zerbe, Harry Dean Stanton.
Policial baseado em livro de Raymond Chandler, com Mitchum no papel do detetive Phillip Marlowe.

3 – Adivinhe Quem Vem Para Jantar (Guess Who's Coming to Dinner, EUA, 1967) - Nota 8
Direção – Stanley Kramer
Elenco – Spencer Tracy, Katharine Hepburn, Sidney Poitier, Katharine Houghton, Cecil Kellaway.
Clássico sobre o racismo, mostrando com humor e inteligência como pessoas não devem ser diferenciadas pela cor, com um elenco de primeira. Último filme do grande Spencer Tracy.

4 – Admiradora Secreta (Secret Admirer, EUA, 1985) - Nota 7
Direção – David Greenwalt
Elenco – C. Thomas Howell, Lori Loughlin, Kelly Preston, Dee Wallace, Cliff DeYoung, Leigh Taylor Young, Fred Ward, Corey Haim, Casey Siemaszko, Courtney Gains.
Comédia de erros, em que uma carta de amor passa de mão em mão causando muita confusão.

5 – Agarra-me se Puderes (Smokey and the Bandit, EUA, 1977) - Nota 7
Direção – Hal Needham
Elenco – Burt Reynolds, Sally Field, Jerry Reed, Jackie Gleason, Mike Henry, Paul Williams, Pat McCormick.
Comédia em que o personagem de Reynolds é perseguido pelo xerife (Jackie Gleason). O ponto alto são as perseguições de carro. O diretor Needham foi dublê. O filme fez sucesso e gerou duas continuações.

6 – Agente 86 de Novo (Get Smart, Again!, EUA, 1989) - Nota 5
Direção – Gary Nelson
Elenco – Don Adams, Barbara Feldon, Bernie Kopell, Dick Gautier, Robert Karvelas, Harold Gould, Kenneth Mars, John DeLancie.
Segundo filme baseado na série de Mel Brooks sobre um atrapalhado agente secreto. O primeiro foi "A Bomba que Desnuda" de 1980.

7 – Agnes de Deus (Agns of God, EUA, 1985) - Nota 7
Direção – Norman Jewison
Elenco – Jane Fonda, Anne Bancroft, Meg Tilly, Anne Pitoniak, Winston Reckert.
Drama religioso sobre uma freira que dá a luz em um convento.

8 – Além do Céu Azul (The Blue Yonder, EUA, 1985) - Nota 6
Direção – Mark Rosman
Elenco – Peter Coyote, Art Carney, Huckleberry Fox, Dennis Lipscomb.
Aventura sobre um garoto que viaja no tempo.

9 – Alguém lá em Cima Gosta de Mim (Oh, God! 1977) - Nota 8
Direção – Carl Reiner
Elenco – George Burns, John Denver, Ralph Bellamy, Donald Pleasence, Teri Garr, William Daniels, Barnard Hughes, Paul Sorvino, Barry Sullivan, David Ogden Stiers.
Comédia onde Deus (George Burns) desce a Terra para ajudar um gerente de supermercado (o falecido cantor John Denver). Fez sucesso e gerou duas continuações sem a mesma qualidade.

10 – Alguém Muito Especial (Some Kind of Womderful, EUA, 1987) - Nota 7
Direção – Howard Deutch
Elenco – Eric Stoltz, Mary Stuart Masterson, Lea Thompsom, Craig Sheffer, John Ashton, Elias Koteas.
Encontros e desencontros amorosos entre jovens dos anos 80.

11 – Alguém Para Dividir os Sonhos (The Saint of Fort Washington, EUA, 1993) - Nota 7
Direção – Tim Hunter
Elenco – Matt Dillon, Danny Glover, Rick Aviles, Nina Siemaszko, Ving Rhames, Joe Seneca.
Drama pesado sobre uma tema pouco comum no cinema, moradores de rua. Ótimas atuações de Matt Dillon e Danny Glover.

12 – Alien, o 8º Passageiro (Alien, EUA, 1979) - Nota 10
Direção – Ridley Scott
Elenco – Sigourney Weaver, John Hurt, Tom Skerritt, Harry Dean Stanton, Veronica Cartwright, Ian Holm, Yaphet Kotto.
Clássico de ficcção/horror em que um alien utiliza os tripulantes de uma nave espacial como hospedeiros. Grande filme gerou três continuações, além de "Alien x Predador" I e II.

13 – Alphaville (Alphaville, França, 1965) - Nota 7
Direção – Jean Luc Godard
Elenco – Eddie Constantine, Anna Karina, Akim Tamiroff, Howard Vernon .
No futuro um detetive é contratado para procurar um garota desaparecida. Considerado um clássico, porém um filme com a cara dos anos 60. Para os fãs de Godard.

14 – Alta Ansiedade (High Anxiety, EUA, 1977) - Nota 7
Direção – Mel Brooks
Elenco – Mel Brooks, Madeline Kahn, Cloris Leachman, Harvey Korman, Dick Van Patten, Ron Carey, Barry Levinson.
Comédia escrachada ao estilo de Brooks, tendo um sanatório como cenário.

15 – Altos Sonhos de Cheech e Chong (Nice Dreams, EUA, 1981) - Nota 5
Direção – Thomas Chong
Elenco – Thomas Chong, Cheech Marin, Stacy Keach, Peter Jason, Tim Rossovich, Paul Reubens, Sarah Bernhard, Michael Winslow, Linnea Quigley, Timothy Leary.
A dupla Cheech e Chong fez algum sucesso nos anos 80 fazendo comédias com piadas sobre drogas. Tiveram uma participação especial e engraçada em "Depois de Horas" de Martin Scorsese.

16 – A Ambulância (The Ambulance, EUA, 1990) - Nota 6
Direção - Larry Cohen
Elenco – Eric Roberts, James Earl Jones, Megan Gallagher, Red Buttons, Janine Turner.
Suspense onde pessoas que são socorridas por uma determinada ambulância desaparecem.

17 – Amargo Pesadelo (Deliverance, EUA, 1972) - Nota 9
Direção – John Boorman
Elenco – Burt Reynolds, Jon Voight, Ronny Cox, Ned Beatty, James Dickey, Bill McKinney.
Clássico onde quatro executivos resolvem descer um rio em um final de semana para diversão e são perseguidos por bandidos sádicos. O filme tem a sensacional sequência do duelo de banjos e uma cena fortíssima e cruel interpretada pelo ator Ned Beatty.

18 – Amargo Regresso (Coming Home, EUA, 1978) - Nota 8
Direção – Hal Ashby
Elenco – Jane Fonda, Jon Voight, Bruce Dern, Robert Carradine, Robert Ginty, Penelope Milford.
Este drama foi um dos primeiros filmes a mostrar a volta prá casa de soldados que se feriram em combate no Vietnã e tem de conviver com as sequelas físicas e emocionais.

19 – Amigos Para Sempre (Four Friends, EUA, 1981) - Nota 7
Direção – Arthur Penn
Elenco – Craig Wasson, Jodi Thelen, Jim Metzler, Michael Hudleston.
A história de quatro amigos na juventude que seguem caminhos diferentes na vida.

20 – Amor à Primeira Mordida (Love at First Bite, EUA, 1979) - Nota 6
Direção – Stan Dragoti
Elenco – George Hamilton, Susan St James, Richard Benjamin, Dick Shawn.
Comédia onde o canastrão George Hamilton interpreta o Conde Drácula que se muda para Nova Iorque com o objetivo de encontrar uma esposa.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Treze Dias Que Abalaram o Mundo

Ficha Técnica:
Treze Dias Que Abalaram o Mundo (Thirteen Days, EUA, 2000)
Direção: Roger Donaldson
Elenco: Kevin Costner, Bruce Greenwood, Steven Culp, Dylan Baker, Bill Smitrovich, Kevin Conway, Ed Lauter, James Karen, Lucinda Jenney, Tim Kelleher, Elya Baskin.

O diretor australiano Roger Donaldson ficou conhecido com a refilmagem de "The Bounty" (Rebelião em Alto Mar) em 1984 com um ótimo elenco que tinha Mel Gibson, Anthony Hopkins, Laurence Olivier, Edward Fox, Daniel Day Lewis e Liam Neeson. O filme original foi feito em 1935 com Charles Laughton e Clarke Gable com direção de Frank Lloyd e uma segunda versão em 1962 com Marlon Brando e Trevor Howard nos papéis principais e dirigido por Lewis Milestone.

Após isso Donaldson dirigiu o ótimo suspense de espionagem "Sem Saída" com Kevin Costner e Gene Hackman, seu maior sucesso comercial. Neste "Treze Dias...." ele novamente se encontra com Costner para contar a história da crise dos mísseis soviéticos instalados em Cuba em 1962. Esta atitude dos soviéticos deixou os EUA em alerta e o presidente Kennedy em uma sinuca de bico, rodeado pelo alto escalão de seu governo que estava dividido, sendo que os militares apoiados por alguns membros civis o pressionavam para atacar com aviões e destruir os mísseis instalados e em seguida invadir Cuba. Do outro lado, outros membros do governo eram a favor de uma negociação que forçasse os soviéticos a retirarem os mísseis.

Esta crise de proporções gigantescas, baseada em história real é contada com detalhes e apesar da longa duração o filme prende a atenção do início ao fim, agradando principalmente os fãs de eventos históricos e políticos.

Destaque para a atuação de Bruce Greenwood como o presidente Kennedy e seus principais assessores, Steven Culp como seu irmão Robert e Kevin Costner como o conselheiro político Kenny O'Donnell, personagens que procuram manter a paz a todo custo, mesmo sendo pressionados por todos os lados. Inclusive entre as várias teorias conspiratórias sobre o assassinato de Kennedy, algumas falam em participação de figuras do alto escalão militar e do governo, o que não pode ser descartado em virtude de nesse episódio ele ter mantido a paz, mas contrariado a vontade de muitos que queriam a guerra.

domingo, 6 de abril de 2008

Ben-Hur

Ficha Técnica:
Ben-Hur (Ben-Hur, EUA, 1959)
Direção: William Wyler
Elenco: Charlton Heston, Jack Hawkins, Haya Harareet, Stephen Boyd, Hugh Griffith, Martha Scott, Cathy O'Donnell, Sam Jaffe.

Ontem o cinema perdeu uma de suas lendas vivas, o ator Charlton Heston que protagonizou diversos clássicos com "Os Dez Mandamentos", "El Cid", "O Planeta dos Macacos", "Juramento de Vingança" e "Ben-Hur", entre tantos outros.

Sempre fazendo papéis de homens fortes, em "Ben-Hur" ele interpreta Judah Ben-Hur um rico mercador judeu que vive em Jerusalém no século I, que tem a vida mudada quando seu antigo amigo de juventude Messala (Stephen Boyd) agora um general romano volta para a cidade e em razão de divergências políticas ele considera Ben-Hur um inimigo e o transforma em escravo, afastando-o da família e de sua amada Esther (Haya Harareet). A partir daí começará a odisséia de Ben-Hur para fugir da escravidão e retornar a sua cidade para se vingar de seu inimigo.

Dirigido pelo grande William Wyler ("O Colecinador" e "Horas de Desespero"), o filme é um dos maiores épicos de todos os tempos, com cenas de batalhas sensacionais, como a corrida de bigas em Roma e a fuga dos escravos da galera romana, filmadas com maestria ajudaram o filme a vencer onze prêmios Oscar, entre eles o de melhor filme, melhor ator para Heston, coajuvante para Hugh Griffith e direção para Wyler, feito este igualado apenas em 1997 por "Titanic" e em 2003 por "O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei".

Quanto a Heston uma nota triste, nos últimos anos ele foi presidente da controversa Associação Nacional do Rifle nos Estados Unidos que defende a idéia de que todo cidadão de bem tem direito de portar arma, fato este que fez com que Michael Moore o procurasse para entrevista em seu documentário "Tiros em Columbine" para falar sobre armas na América. O diálogo entre os dois sobre o assunto mostra a fragilidade de um homem extremamente envelhecido e que como o durão que sempre foi e interpretou no cinema, defende um associação que em nada ajuda na situação atual do mundo, mas que parece não ter a noção da proporção deste problema no país. Apesar disso, como ator ele nos deixou um carreira de grande filmes e personagens que será lembrada para sempre.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Vôo United 93

Ficha Técnica:
Vôo United 93 (United 93, EUA, 2006)
Direção: Paul Greengrass
Elenco: David Alan Basche, Trish Gates, Richard Bekins, Polly Adams, Khalid Abdalla, David Rasche, Tom O'Rourke, Peter Pellicane, Gregg Henry.

O diretor inglês Paul Greengrass conta aqui a história do avião sequestrado pelos terroristas no dia 11 de Setembro de 2001 que não chegou a atingir o alvo desejado pelos sequestradores (em tese seria a Casa Branca) e foi derrubado durante a tentativa dos passageiros em retomar o comando da aeronave lutando contra os sequestradores.

O filme se baseou nos telefonemas dados pelos passageiros e tripulantes do vôo para parentes e amigos assim que o avião foi sequestrado, para pedir ajuda. Estes fatos são mostrados no filme e a cada contato os passageiros são avisados que outros aviões foram sequestrados e bateram no World Trade Center. Estas informações mais o desespero diante de sequestradores tão ou mais apavorados do que eles, a violência utilizada para tomada da aeronave e principalmente a sinistra percepção de que o avião seria jogado contra algum alvo, fez com que um grupo de passageiros tentasse entrar na cabine de comando para retomar o avião. Conseguiram frustrar o plano dos sequestradores, mas não evitaram a queda do avião,

A história é contada desde a chegada de passageiros e tripulantes no aeroporto, recurso muito uilizado em filmes catástrofe, mas os clichês param por aqui, todo o restante foi filmado como um documentário (Greengrass fez o mesmo no ótimo "Domingo Sangrento") numa tensão crescente, transmitindo com realismo toda a angústia e desespero de pessoas comuns que são obrigadas a tomar um atitude para tentar salvar suas vidas.

O elenco sem estrelas, com vários atores de televisão e o hoje conhecido Khalid Abdalla de "O Caçador de Pipas" como o piloto líder dos sequestradores, dá conta do recado com muita competência.

Este filme tem muito mais suspense de qualidade do que a maioria dos blockbusters do gênero, sem apelar para efeitos especiais ou monstros passa uma sensação de claustrofobia e desespero para quem assiste, que com certeza irá lembrar da história na próxima vez que viajar de avião.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Doze Homens e Uma Sentença - 1957 e 1997

Ficha Técnica:
Doze Homens e Uma Sentença (12 Angry Men, EUA, 1957)
Direção: Sidney Lumet
Elenco: Henry Fonda, Martin Balsam, Lee J. Cobb, John Fiedler, E. G. Marshall, Jack Klugman, Edward Binns, Jack Warden, Joseph Sweeney, Ed Begley, George Voskovec, Robert Webber.

Ficha Técnica:
Doze Homens e Uma Sentença (12 Angry Men, EUA, 1997)
Direção: William Friedkin
Elenco: Jack Lemmon, George C. Scott, Humer Cronyn, Edward James Olmos, James Gandolfini, Courtney B. Vance, Ossie Davis, Armin Mueller Stahl, Dorian Harewood, Tony Danza, Mykelti Williamson, William Petersen, Mary McDonnell.


O diretor Sidney Lumet fez sua estréia no cinema com este filme em 1957, sobre a história de um júri que precisa dar um veredito unânime sobre um caso em que um garoto de origem latina é acusado de ter assassinado o próprio pai.

A princípio todos estão prontos para condenar o garoto, alguns com pressa para irem embora e cuidar de suas vidas e seus compromissos, porém apenas um deles o arquiteto Davis vivído por Henry Fonda quer discutir sobre o caso, alegando que antes de condenar alguém a morte é necessário analisar os fatos com extremo cuidado. A partir daí ele começará a questionar as provas e a posição de cada jurado, despertando as diferenças existentes entre os envolvidos.

A questão da diferença talvez seja o ponto alto do filme, pois no júri existem pessoas de diferentes idades, formação cultural e nível social, o que fará com que aflorem conflitos e a cada novo debate ficamos conhecendo a personalidade de cada um e seus pensamentos, desejos e até os preconceitos.

Outro fator que faz os jurados entrarem em conflito é o ambiente, o filme se passa todo em uma pequena sala em um dia de calor intenso, o que aumenta ainda mais a sensação de claustrofobia e ajuda a acirrar os ânimos.

O elenco é ótimo encabeçado por Henry Fonda e com nomes de peso como Lee J. Cobb, Martin Balsam e Jack Warden. além da ótima direção de Lumet que faria ainda outros grandes filmes como "Rede de Intrigas", "Serpico" e o clássico '"Um Dia de Cão".

A refilmagem de 1997 dirigida pelo bom diretor William Friedkin de "O Exorcista" e "Operação França" não faz feio, feito para a televisão também com um bom elenco, tem Jack Lemmon no papel que foi de Henry Fonda e passa a mesma sensação de claustrofobia e os conflitos de conceitos entre os personagens.

Vale a pena assistir o original e sua refilmagem para analisar a mesma história contada por dois diretores talentosos e também para analisar como cada pessoa em decorrência de sua vivência e seu modo de ser, vê o mesmo acontecimento de modo diferente do outro e a dificuldade que a maioria das pessoas tem em aceitar a opinião de terceiros e aceitar as diferenças entre as pessoas.