quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O Expresso da Meia-Noite

Filme Assistido nº 183
O Expresso da Meia-Noite (Midnight Express, EUA, 1978) – Nota 8,5
Direção – Alan Parker
Elenco – Brad Davis, Irene Miracle, Bo Hopkins, Randy Quaid, John Hurt, Norbert Weisser, Paolo Bonacelli.

O jovem estudante Billy Hayes (o falecido Brad Davis) tenta embarcar na Turquia de volta para os EUA com pacotes de haxixe presos ao corpo, porém é descoberto por policiais, acaba sendo preso e sentenciado a quatro anos de cadeia. Jogado em um presídio imundo, dominado por guardas sádicos, ele passa por todo tipo de provação junto com outros presos, vividos por atores como Randy Quaid e John Hurt. Estas amizades e mais sua força interior fazem com que consiga suportar a dor, porém quando está prestes a ser libertado, sua pena é alterada para trinta anos, causando desespero e mostrando como única saída tentar fugir daquele inferno.

Este filme é baseado em história real acontecida no início dos anos setenta e se transformou num dos melhores sobre prisão da história do cinema, além de criticar ferozmente o sistema prisional e a justiça da Turquia, que é mostrado como corrupto e desumano.

A trilha sonora de Giorgio Moroder consegue passar todo o desespero da situação e a direção de Alan Parker não poupa os nervos do espectador nesta jornada que mostra como o ser humano pode ser cruel com seu semelhante.

O único senão é que o personagem de Billy Hayes apesar de traficante é mostrado como um bom sujeito, que em virtude de um erro foi obrigado a pagar um preço caríssimo.

10 comentários:

Gabriel Leite disse...

Achei que era a daptação do Assassinato no Expresso Oriente, da Agatha Christie. Nada a ver. rs

Kamila disse...

Esse eu assisti! :-)

Adoro o Alan Parker, um dos meus diretores favoritos e considero este, ao lado de "Mississipi em Chamas", como os melhores filmes da carreira dele.

Red Dust disse...

É um grande filme. Uma história poderosa que tem muito a ver com os limites de cada ser humano. Duas soberbas interpretações de Brad Davis e John Hurt.

Abraço.

Kau disse...

Acreditas que nunca vi? E, pior, nem o livro eu li!!!

Vergooonha...

Abraços!

Wally disse...

Esse filme me foi indicado recentemente. E gosto do cinema de Alan Parker por isso darei ao filme uma procurado.

Ciao!

Sérgio Déda disse...

Acho esse filme sensasional... angustiante do início ao fim... as atuações de Brad Davis e John Hurt são espetaculares... Alan Parker dá um show de direção..
Enfim.. adoro o filme...

Hugo disse...

Gabriel - Este que escrevo é outro filme. O que você cita é bem legal tb.

Kamila - Alan Parker tem uma bela carreira, estes dois filmes citados são grandes obras.

Red - Sem dúvida, é o tipo de filme que mostra até onde o ser humano aguenta ser torturado física e psicologicamente.

Kau e Wally - Este filme é obrigatório.

Sérgio - O clima de angústia e desespero está presente desde o início, desde o momento em que o personagem Billy Hayes tenta esconder a droga colada ao corpo.

Hugo Leon disse...

Belo filme. Sobre o protagonista, não acho que ele tenha sido colocado como bom sujeito, tanto que sofreu um bocado, acho que depois de ver esse filme ninguém se arriscaria a traficar drogas. A questão é que existe uma natural torcida pelo personagem se safar, mesmo sendo um traficante ...

Hugo disse...

Hugo Leon - Sua colocação foi melhor que a minha. A natural torcida para que o personagem escape daquele inferno nos faz esquecer que ele era um traficante.

Abraço

Taty Macoli disse...

Gosto muito desse filme... Tem um roteiro muito sensível.
bjs
Taty =)