domingo, 14 de dezembro de 2008

Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia & Eu Matei Lúcio Flávio


Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (Brasil, 1977) – Nota 8,5
Direção – Hector Babenco
Elenco – Reginaldo Farias, Ana Maria Magalhães, Milton Gonçalves, Paulo Cesar Pereio, Ivan Cândido, Lady Francisco, Stepan Nercessian, Érico Vidal, Grande Otelo, José Dumont.

Eu Matei Lúcio Flávio (Brasil, 1979) – Nota 7
Direção – Antônio Calmon
Elenco – Jece Valadão, Monique Lafond, Anselmo Vasconcelos, Vera Gimenez, Otávio Augusto, Fábio Sabag, Nildo Parente, Paulo Ramos, Maria Lúcia Dahl.

Estes dois bons filmes policiais brasileiros da década de setenta ao mesmo tempo se contradizem e se completam. Os dois falam sobre o famoso bandido carioca da época Lúcio Flávio, sendo que o filme de Hector Babenco é uma biografia dos últimos dias antes dele ser preso e o longa de Antônio Calmon tem como personagem principal o policial Mariel Mariscotte, que participou de uma espécie de Esquadrão da Morte e se gabava de ter assassinado Lúcio Flávio, que aqui é mostrado apenas como um bandido qualquer.

O filme de Babenco é hoje um clássico do cinema brasileiro que conta a história do famoso bandido carioca Lúcio Flávio (Reginaldo Farias), que na década de setenta cometeu muitos crimes no Rio de Janeiro e em virtude de seu envolvimento com policiais corruptos, como Dr. Moretti (Paulo César Peréio), acabou sendo perseguido obstinadamente pelo honesto delegado Bechara (Ivan Cândido) e tendo sido capturado algumas vezes ainda conseguiu escapar espetacularmente, até que na última vez em que foi detido resolveu entregar o nome de vários policiais que ele sabia serem corruptos, o que decretou seu assassinato dentro da cadeia.

Ótimo filme policial com todos os ingredientes do gênero, com boa ação, ótimo elenco que tem ainda gente como Milton Gonçalves e Grande Otelo, porém que ficou com a fama por parte da crítica de ter sido um filme que tentou transformar o bandido Lúcio Flávio em herói. Mesmo assim é um filme obrigatório.

Já o filme dirigido por Antônio Calmon é quase uma resposta ao clássico “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” de Hector Babenco feito dois anos antes. Aqui ele conta a história do policial corrupto Mariel Mariscotte de Mattos (Jece Valadão), personagem real que nos anos setenta quando o Rio de Janeiro começava a ser dominado pelos traficantes ganhou fama por resolver casos e matar bandidos, até que entrou para um grupo de extermínio chamado “Homens de Ouro” e acabou indo parar na cadeia onde encontrou e matou o famoso bandido Lúcio Flávio (Paulo Ramos).

O resultado é um bom filme policial, que mostra o lado reacionário da policia e do estado numa época em que vivíamos sob a ditadura e por outro lado também tenta desmistificar o bandido/herói Lúcio Flávio. Destaque para a violência e para Jece Valadão no papel principal, além do ótimo Anselmo Vasconcelos, mais conhecido por papéis em comédias na tv, como um capanga de Mariel extremamente violento.

7 comentários:

Kau disse...

Nunca gostei do Hector Babenco. Acho Carandiru bem ruim e o único filme dele que achei interessante foi O Beijo da Mulher-Aranha. Vou ver este que citaste...

Abraços.

THIAGO PAULO disse...

Gosto de filmes desse gênero, mais, nunca vi nenhum desses doois, aliás, acho que nunca vi um filme do Hector Babenco....Quero ver um...quaquer dia!

Abraços...

Hugo Leon disse...

Também não vi nenhum dos dois. Esse do Babenco quero ver ...

Wally disse...

Parecem ser boas recomendações, mas difícilmente as encontrarei por aqui.

Ciao!

- cleber ! disse...

Nunca gostei do Hector Babenco. [2]

Hugo disse...

Kau e Cléber - Ele fez alguns filmes bons, como este que citei, "Pixote" e "O Beijo da Mulher Aranha". Pelo menos ele vai deixar sua marca.

Thiago - São dois bons filmes policiais.

Hugo - O filme de Babenco merece ser visto.

Wally - O jeito menos difícil de achar filmes antigos é pesquisando para comprar DVDs usados ou qas vezes até nas Lojas Americanas aparecem algumas raridades.

Abraço

Anônimo disse...

muito bom esse filme